Fluxo cambial
O Banco Central contabilizou um fluxo cambial (a diferença entre saídas e entradas de dólares) de US$ 2,248 bilhões em abril, o mais alto desde outubro do ano passado (US$ 14,598 bilhões). Em abril do ano passado, o fluxo cambial também foi positivo -em US$ 1,430 bilhão. A conta comercial (exportações e importações) contribuiu com um saldo negativo em US$ 639 milhões no mês de abril, enquanto a conta financeira teve saldo positivo em US$ 2,887 bilhões, o maior desde outubro de 2009. No quadrimestre, as entradas de dólares superaram as saídas por uma diferença de US$ 5,038 bilhões. No ano passado, o fluxo cambial do período de janeiro a abril foi negativo, em US$ 1,544 bilhão.

Energia
O consumo de energia elétrica aumentou 9% em abril na comparação com igual período em 2009, segundo dados preliminares do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgados ontem. Em relação a março, no entanto, a carga que circulou pelo sistema nacional apresentou decréscimo de 5,4%. No acumulado dos últimos 12 meses, há alta de 4,3% sobre período correspondente anterior. Segundo o Boletim de Carga Mensal do ONS, a alta pode ser explicada pela retomada da produção industrial, afetada pela crise no início de 2009. Já a queda no comparativo com março é atribuída principalmente pelo fato de abril ter tido três dias úteis a menos, além da ocorrência de temperaturas mais amenas. A carga de energia é uma prévia do consumo de energia. O ONS mede o valor total que passa no sistema e não contabiliza as eventuais perdas de energia. Ao todo, a carga de energia elétrica calculada para o sistema em março totalizou 55.473 MW (megawatts) médios.

Fusão
O acordo entre Banco do Brasil e a seguradora espanhola Mapfre, anunciado em termos definitivos ontem, vai formar uma empresa de R$ 10 bilhões em ativos. A parceria, cujas discussões foram anunciadas em outubro do ano passado, cria a segunda maior seguradora do Brasil. Sem considerar os ramos de saúde, capitalização e previdência, a empresa seria a maior do mercado. O negócio terá desembolso de R$ 295 milhões do BB e vai resultar em duas holdings, uma para as áreas de seguro de vida, prestamista (seguro de vida que, em caso de morte do titular, cobre o saldo devedor), agrícola, imobiliário e rural (em que a Mapfre terá 50,01% das ações ordinárias e a BB Seguros 49,99%) e outra para os seguros de ramos elementares, veículos e affinity (em que a Mapfre terá 51% das ações ON e a BB Seguros ficará com o resto). O banco também anunciou ontem que acertou com a SulAmérica a compra dos 30% restantes da Brasilveículos, por R$ 340 milhões.

Inflação
A inflação para a faixa da população de menor renda desacelerou em abril, influenciada por uma alta menor nos preços dos alimentos - o item de maior peso no orçamento desse grupo -, segundo índice da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgada ontem. Apesar disso, a variação ainda foi bem maior do que a apresentada pelo índice geral. Calculado a partir das despesas das famílias com renda mensal entre um e 2,5 salários mínimos (de R$ 510 a R$ 1.275), o índice IPC-C1 apontou inflação de 1,28% em abril, ante 1,40% em março. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) Brasil registrou alta de 0,76% no período.

Refinaria na Argentina
Após ver suas margens de lucro comprimidas pelo controle de preço dos combustíveis imposto pela Argentina, a Petrobras decidiu vender parte de seus negócios de refino e distribuição no país vizinho e focar sua atuação na extração de petróleo e gás. Controladora da Petrobras Energía na Argentina, a estatal brasileira colocou à venda a refinaria San Lorenzo, parte da sua rede de 600 postos e ainda ativos na área de energia elétrica, todos herdados com a aquisição da Perez Companc, em 2002. Hoje, a Petrobras mais processa derivados do que produz petróleo na Argentina. Com isso, tem de comprar o óleo bruto de outros produtores para abastecer suas duas refinarias e sua rede de postos. Com o controle de preços, a Petrobras perdeu rentabilidade e só consegue manter o equilíbrio quando usa o petróleo próprio no refino. Por isso, a estatal tem como objetivo reduzir suas atividades para refinar e comercializar combustíveis somente de acordo com a sua capacidade de produção de petróleo.

Europeias
Os mercados de ações da Europa fecharam em queda nesta quarta-feira, em um dia de volatilidade alimentada pelos persistentes temores entre os investidores de uma crise da dívida na zona do euro. Os investidores temem que a crise na Grécia esteja ''apenas no início'' e que os efeitos se reproduzam agora em outros países da periferia da zona do euro com quadro de déficit orçamentário e baixo crescimento. As ações dos bancos continuaram sob pressão depois de a agência de classificação de risco de crédito Moody's ter advertido sobre a possibilidade de um corte do rating de Portugal. Alguns papéis, no entanto, descolaram-se do quadro de queda generalizada graças a resultados financeiros recebidos positivamente pelo mercado.

Asiáticos
A maioria dos mercados asiáticos sucumbiu aos temores de que os países ibéricos, sobretudo a Espanha, protagonizem o mesmo filme da Grécia. Nesta quarta-feira, somente a China contrariou a tendência de queda generalizada. Não houve negociações no Japão, Coreia do Sul e Tailândia por ser feriado. Na Bolsa de Hong Kong, o mercado estendeu as perdas e terminou na maior baixa em 10 semanas, seguindo o declínio em Wall Street por preocupações de mais medidas de aperto por parte de Pequim e a capacidade da União Europeia de conter a crise da dívida grega, embora a recuperação chinesa tenha ajudado a mitigar as perdas na sessão da tarde. O índice Hang Seng caiu 2,1% e fechou aos 20.327,54 pontos, menor nível desde 19 de fevereiro. Ping An perdeu 3,7%. ICBC cedeu 2,3%.
(Das agências)

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