MERCADO FINANCEIRO
PerdaDepois de dois dias em alta, a Bovespa seguiu o movimento do mercado externo e caiu. A perda, embora bem menor do que a registrada em Wall Street, teve uma forte contribuição das ações da Vale e siderúrgicas. O índice se segurou nos 67 mil pontos, mas voltou a ter um fechamento mensal negativo em 2010, o que havia acontecido apenas em janeiro.
Recuo
Ontem, o índice recuou 0,66%, aos 67.529,73 pontos, queda bastante menor do que a registrada no pior momento da sessão, de 1,08%, aos 67.243 pontos. Na máxima do dia, o Ibovespa operou estável, aos 67.975 pontos. Na semana, houve baixa de 2,85%. O giro financeiro totalizou R$ 7,211 bilhões.
Acumulado
Em abril, a Bolsa cedeu 4,04%, a segunda maior perda do ano, atrás de janeiro (-4,65%). Como em fevereiro e março a Bolsa subiu, respectivamente, 1,69% e 5,82%, o acumulado do ano tem variação negativa de 1,54%. A queda da Bovespa neste mês teve o dedo dos estrangeiros, que retiraram R$ 938,361 milhões da Bolsa até a última quarta-feira. No acumulado de 2010, há um déficit de recursos externos de R$ 1,141 bilhão.
Golfo do México
Ontem, o índice acompanhou o recuo das bolsas internacionais, decorrente dos seguintes fatores: investigação criminal contra o Goldman Sachs e o rebaixamento dos papéis da banco pela Standard & Poor's e pelo Bank of America Merrill Lynch; o vazamento de petróleo no Golfo do México, que já chegou à costa norte-americana; o declínio na confiança do consumidor da pesquisa Reuters/Universidade de Michigan; e balanços do setor de tecnologia. O Dow Jones terminou o dia em baixa de 1,42%, aos 11.008,61 pontos. S&P recuou 1,67%, aos 1.186,68 pontos. Nasdaq perdeu 2,02%, aos 2.461,19 pontos. No mês, acumularam, respectivamente, ganhos de 1,40%, 1,48% e 2,64%. Petrobras ON recuou 0,38% e PN, 0,67%. Vale ON perdeu 2,39% e PNA, 2,76%.
Câmbio
O dólar abriu o pregão de ontem ensaiando a terceira queda consecutiva, mas a atuação mais agressiva por parte do Banco Central - tanto no segundo leilão como em declarações, segundo os operadores - fez a divisa inverter o sinal e passar a subir. Contudo, o ganho foi insuficiente para tirar o ativo do patamar de R$ 1,73.
Alta
No mercado à vista, o dólar pronto na BM&F fechou em alta de 0,39%, a R$ 1,7370, mesma cotação da moeda no balcão, onde o avanço foi de 0,29%. A máxima foi de R$ 1,7380 e a mínima de R$ 1,7230. Na semana, a moeda perdeu 1,36% do seu valor e, nos últimos 30 dias, -3,23%. Já no mercado futuro, o contrato para maio valia, no final da tarde de ontem, R$ 1,731, alta de 0,09%.
Leilão
Não havia a expectativa de segundo leilão por parte do BC no início da tarde, já que a moeda navegava perto da estabilidade e o cenário externo não era dos melhores, mas a segunda intervenção aconteceu, das 15h17 às 15h27, e na avaliação dos operadores foi agressiva. ''O BC entrou e limpou tudo'', disse um operador como justificativa para a alta mais consistente que se viu em seguida. No primeiro leilão, até 12h37, a taxa de corte foi fixada em R$ 1,7312 e, no segundo, em R$ 1,7342.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, O DI julho de 2010 (234.655 contratos) projetava 9,68%, de 9,65% no ajuste de anteontem; o DI janeiro de 2011 (609.410 contratos) subia a 11,12%, de 11,00% no ajuste anterior; o DI janeiro de 2012 (285.580 contratos) subia de 12,16% para 12,31%; e o DI janeiro de 2014 (11.295 contratos) avançava de 12,47% para 12,54%. O desenho da curva mostra que o mercado já colocou no jogo as apostas de alta de 1 ponto porcentual da Selic na próxima reunião do Copom, e, nas seguintes, a precificação desta magnitude estaria a caminho, segundo fontes.
Ásia
Os principais mercados da Ásia encerraram no campo positivo. Os balanços corporativos e a alta em Wall Street foram fatores estimulantes das bolsas da região ontem. Os ganhos nos bancos chineses, por conta dos fortes balanços do primeiro trimestre, ajudaram a Bolsa de Hong Kong a estancar três pregões seguidos de declínio. O índice Hang Seng subiu 329,67 pontos, ou 1,6%, e terminou aos 21.108,59 pontos - no mês, contudo, acumulou perda de 0,6%. China Construction Bank subiu 4,2%. Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) ganhou 1,9% e Bank of Communications avançou 1,8%. Na contramão da tendência, a operadora de terminal Cosco Pacific caiu 7,6%.
Temores
Após seis sessões consecutivas de queda, a Bolsa de Xangai, na China, fechou em ligeira alta, com a presença de investidores em busca de ofertas de ocasião. Contudo, persistiram os temores de que o governo irá anunciar medidas adicionais de aperto para o mercado imobiliário no fim de semana prolongado. O índice Xangai Composto subiu 0,1% e encerrou aos 2.870,61 pontos - na semana, o índice caiu 3,8%. Já o índice Shenzhen Composto perdeu 1,7% e terminou aos 1.112,68 pontos. Os bancos subiram pelo terceiro pregão seguido.
(Agência Estado)





