Va­lo­ri­za­ção
A Bovespa deu sequência à recuperação que iniciou, na véspera, ao tombo de 3,43% de terça-feira. Mas o vigor de ontem foi muito maior, em razão do clima mais ameno no exterior em relação à crise grega e também com balanços favoráveis que impulsionaram as bolsas em Wall Street. O Ibovespa, que chegou a avançar mais de 2% no melhor momento do dia, fechou com valorização menor, mas conseguiu recuperar o nível de 67 mil pontos.

Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia ontem em alta de 1,98%, aos 67.978,05 pontos. Na mínima, registrou 66.661 pontos (+0,01%) e, na máxima, os 68.012 pontos (+2,04%). No mês, a bolsa recua 3,40% e, no ano, 0,89%. O giro financeiro totalizou R$ 5,502 bilhões. A aversão a risco diminuiu nos mercados globais ontem diante da percepção de que a solução para a Grécia não tardará - há quem fale que ela pode sair até mesmo antes do final de semana.

Atenas
O provável aumento da ajuda - ao invés de cerca de 45 bilhões de euros agora seriam 120 bilhões de euros - também agradou aos mercados. As bolsas europeias fecharam em alta, com destaque para a de Atenas, que subiu 7,14%, aos 1.829,29 pontos.

Dow Jones
Nos EUA, os balanços foram os destaques a impulsionar os índices acionários, ainda puxados pelas perspectivas melhores para a economia previstas anteontem pelo Federal Reserve após a reunião de política monetária. O Dow Jones subiu 1,10%, aos 11.167,32 pontos, o S&P avançou 1,29%, aos 1.206,77 pontos, o Nasdaq ganhou 1,63%, aos 2.511,92 pontos. Alguns indicadores conhecidos ontem também vieram bons, como os dados sobre a atividade no setor de manufatura do Fed de Kansas, cujo índice de atividade subiu para 24 neste mês, de 18 em março.

Telemar
No Brasil, poucas ações do Ibovespa caíram. As maiores baixas foram Telemar ON (-3,23%), Telemar PN (-1,57%), e Klabin PN (-1,28%). Registraram as maiores altas do índice Duratex ON (+5,94%), Cesp PNB (+5,09%) e PDG ON (+4,39%). Petrobras ON registrou variação positiva de 1,90% e a PN, de 1,95%. Na Nymex, o contrato do petróleo para junho subiu 2,34%, para US$ 85,17 o barril. Vale ON subiu 2,74% e PNA, 3,35%.

Câmbio
Nem dois leilões de compra por parte do Banco Central foram suficientes para conter a avalanche de vendas e a consequente queda na cotação do dólar. Tudo conspirou a favor do real ontem, segundo os operadores: a alta mais agressiva da taxa básica de juros da economia brasileira na reunião de anteontem do Copom, o clima mais calmo no mercado internacional com a perspectiva de que a Grécia receba um pacote de ajuda em questão de dias e o excesso de liquidez no mercado global, com poucas opções de praças para investir.

Recuo
Depois de já perder 0,79% do seu valor ontem, o dólar ontem sofreu novo recuo no balcão, desta vez de 1,09%, indo a R$ 1,7320 - o menor desde 8 de janeiro - nesta véspera de formação da ptax que liquidará os contratos futuros de dólar maio. O pronto da BM&F retraiu-se a R$ 1,7302, queda de 1,16%, enquanto, no mercado futuro, o contrato de maio perdia no final da tarde de ontem 1,08%, a R$ 1,7325.

Banco Central
O BC interveio até 11h48 pela manhã, comprando moeda a R$ 1,7328, mas voltou em leilão até 15h07, desta vez fixando a taxa em R$ 1,7309. Esta foi a segunda vez este ano que o BC fez dois leilões. A primeira foi em 15 de abril, depois de quase três anos sem usar esse expediente.

Moedas
No segmento de moedas, o euro viveu um dia de leve recuperação, mas ainda no patamar de US$ 1,32. Perto das 16h40, ele era negociado a US$ 1,3237, de US$ 1,3203 no final da tarde de ontem em Nova York. Já o dólar valia 94,03 ienes, de 94,11 ienes anteontem e a libra, US$ 1,5333, ante a cotação de US$ 1,5192 anteontem em Nova York.

Juros
Os ajustes do mercado de juros após a decisão do Copom anteontem de elevar a Selic em 0,75 ponto porcentual, para 9,50%, resultaram em alta das taxas curtas e queda das longas e um volume expressivo de contratos negociados, sendo grande a chance de bater novo recorde no segmento BM&F. Ao término da negociação normal, o DI julho de 2010 liderava o giro, com 1.942.670 contratos, e projetava 9,65%, de 9,56% no ajuste de anteontem; o DI junho de 2010 (1.586.720 contratos) estava em 9,368%, de 9,28% anteontem; e o DI janeiro de 2011 (452.190 contratos) subia a 11,00%, de 10,91% no ajuste de anteontem. O DI janeiro de 2012 (202.655 contratos) recuava a 12,16%, de 12,21% anteontem; e o DI janeiro de 2017 (37.105 contratos) derretia a 12,38%, de 12,57% anteontem.

Selic
A inclinação da curva de juros foi suavizada porque havia posições montadas na aposta de que o ciclo de altas da Selic seria inaugurado anteontem com uma dose de 0,5 ponto porcentual, e também pelo ajuste dos players para as próximas decisões do Copom, sob a percepção de que o BC não deve optar por altas menores do que 0,75 ponto, que agora tornou-se piso das apostas.
(Agência Estado)

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