MERCADO FINANCEIRO
Entrada
O fluxo cambial voltou a ficar positivo na quarta semana de abril, entre os dias 19 e 23. Segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central, o período registrou o ingresso líquido de US$ 968 milhões. Com esse saldo positivo, o déficit acumulado do mês até o dia 23 - que estava negativo em quase US$ 1 bilhão até o dia 16 - diminuiu para apenas US$ 9 milhões.
Acumulado
Segundo o BC, o ingresso de dólares na semana passada foi liderado pelo segmento financeiro, que respondeu por US$ 1,056 bilhão em entradas líquidas. O valor foi gerado pelo ingresso total de US$ 5,498 bilhões e a saída de US$ 4,442 bilhões no mesmo período. Nessa conta, são incluídas todas as transferências para a compra e venda de ações e títulos de renda fixa, investimentos produtivos e remessas de lucros, entre outras. No acumulado do mês até 23, o ingresso de recursos por essa via atingiu US$ 2,223 bilhões.
Reservas
No segmento comercial, o fluxo de dólares continuou negativo na semana passada, quando saíram US$ 89 milhões por essa via. Foram US$ 2,895 bilhões em importações e US$ 2,806 bilhões em exportações entre os dias 19 e 23. No acumulado do mês, o comércio exterior amarga a saída de US$ 2,232 bilhões. A compra de dólares realizada diariamente pelo Banco Central aumentou as reservas internacionais em US$ 2,406 bilhões em abril, conforme dados atualizados até o dia 23 e divulgados hoje pela instituição. Segundo o BC, essas compras elevaram as reservas em US$ 713 milhões apenas na semana passada, a quarta do mês, entre os dias 19 e 23.
Europeias
As bolsas de valores europeias voltaram a fechar em queda ontem com as perdas acentuando-se nos minutos finais da sessão, quando veio à tona a notícia de que a agência de classificação de risco de crédito Standard & Poor's havia cortado o rating da Espanha para AA, com perspectiva negativa. O rebaixamento da Espanha, ocorrido apenas um dia depois de a S&P ter cortado os ratings de Grécia e Portugal, repercutiu em mercados já atormentados com a persistência da crise grega.
Índice
Em Madri, o índice Ibex-35 recuou 2,99%, fechando em 10.167,00 pontos, com as ações do BBVA perdendo 5% de seu valor após a divulgação do balanço do banco. O corte do rating da Espanha piorou o desempenho das ações na Europa em um dia no qual o mercado já vinha sendo afetado por comentários de um parlamentar alemão segundo o qual a ajuda financeira à Grécia poderia chegar à casa dos 120 bilhões de euros em três anos. A Grécia negocia com a União Europeia (UE) e com o Fundo Monetário Internacional (FMI) um pacote de resgate de 45 bilhões de euros, mas a ajuda ainda não se concretizou.
Asiáticas
Embora em menor escala, as Bolsas da Ásia seguiram o desempenho negativo dos mercados europeu e norte-americano. A maioria dos pregões da região sofreu com a crise de débito de Grécia e Portugal. O fator imobiliário chinês também influenciou os investidores ontem. A Bolsa de Hong Kong fechou abaixo do importante patamar psicológico dos 21 mil pontos, derrubada pelas ações do peso pesado HSBC. O índice Hang Seng caiu 312,39 pontos, ou 1,5%, e terminou aos 20.949,40 pontos. HSBC cedeu 2,9%. Bank of China recuou 0,7%. Cnooc perdeu 1,8% e PetroChina baixou 1,2%.
Lucro ajustado
O Bradesco anunciou lucro líquido ajustado de R$ 2,147 bilhões no primeiro trimestre de 2010, alta de 9,8% em relação ao ganho ajustado do mesmo período de 2009. O lucro por ação ficou em R$ 2,27. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) foi de 22,2%, abaixo dos 24,1% dos três primeiros meses do ano passado. Do resultado alcançado pelo banco no primeiro trimestre de 2010, R$ 1,444 bilhão (ou 67%) vieram das atividades financeiras do banco. Os 33% restantes vieram das atividades de seguro, previdência e capitalização. Descontando eventos extraordinários relacionados a efeitos fiscais, que somaram R$ 44 milhões, o lucro líquido contábil do Bradesco foi de R$ 2,103 bilhões, alta de 22,05%. O patrimônio líquido do banco fechou março em R$ 43,087 bilhões, expansão de 22% em 12 meses. Os ativos totais do Bradesco cresceram 10,5% no mesmo período, para R$ 532,626 bilhões.
Carteira
A carteira de crédito total do Bradesco, incluindo avais e fianças, encerrou o trimestre em R$ 235,238 bilhões, evolução de 10,4% em relação a março de 2009 e de 3,1% na comparação com dezembro passado. As operações para pessoas físicas somaram R$ 86,012 bilhões, alta de 16,7% ante o primeiro trimestre do ano passado. Já os empréstimos para pessoas jurídicas encerraram o período em R$ 149,226 bilhões, crescimento de 7,7% na mesma base de comparação.
Telefônica
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou ontem a compra de ações minoritárias da Telecom Itália (controladora da TIM) pela Telefónica, feita em 2007. O conselho, porém, obrigou as duas empresas a assinarem um termo de compromisso em que se comprometem a manter a administração das operadoras do grupo separadas. No Brasil, o grupo espanhol Telefónica é controlador da Vivo e da Telefônica. Vivo e TIM detêm grande parte do mercado de telefonia móvel no Brasil. O Cade proibiu que um mesmo diretor ocupe cargos em mais de uma empresa e que elas troquem informações estratégicas.
(Das agências)





