Volátil
A Bovespa repetiu ontem o comportamento volátil e sem vigor dos últimos três pregões, com um adicional: a agenda esvaziada, mas com eventos com força para conduzir os negócios nos próximos dias, acabou encolhendo ainda mais o ritmo de negociação. No final do pregão, no entanto, a inversão para baixo das ações da Vale e a ampliação das perdas em Nova York levaram o índice a renovar as pontuações mínimas do dia.

Ibovespa
Depois de três sessões em alta, o Ibovespa terminou a segunda-feira em baixa de 0,92%, aos 68.871,94 pontos, menor nível desde os 68.682,66 pontos de 26 de março deste ano. Na mínima, registrou 68.813 pontos (-1%) e, na máxima, 69.810 pontos (+0,43%). No mês, acumula perdas de 2,13% e, no ano, ganho de 0,41%. O giro movimentado ontem foi o menor do mês ao somar R$ 4,475 bilhões, 36,37% abaixo da média diária de abril, de R$ 7,033 bilhões, segundo o site da BM&FBovespa.

Curva de juros
O dia teve como destaque alguns balanços nos EUA, positivos, e a continuidade das preocupações com a situação grega. A agenda de indicadores tranquila permitiu que o mercado acionário se voltasse com maior interesse para a reunião do Copom desta semana. A curva de juros voltou a embutir ontem uma elevação de 0,75 ponto na Selic em razão das declarações do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, de que não é para o mercado ler nas entrelinhas do relatório de inflação ou da ata do Copom qualquer sinal sobre a decisão que será tomada sobre a taxa amanhã. Mas isso foi justamente lido como um sinal de que o BC tem flexibilidade para alterar qualquer rota inicialmente traçada e, inclusive, passar de uma decisão de manutenção do juro básico (em março) direto para uma alta de 0,75 pp em abril, sem parar no 0,50 ponto.

Investidores
O encontro do Fomc amanhã também ficou na mira dos investidores, assim como as preocupações com a Grécia, diante da insistência da Alemanha para que o país só receba os recursos como última opção e sob rígidas condições. Do lado positivo, agradaram os balanços da Caterpillar e Whirpool. As bolsas europeias subiram. Nos EUA, o Dow Jones terminou perto da estabilidade, em alta de 0,01%, aos 11.205,26 pontos. O S&P recuou 0,43%, aos 1.212,05 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,28%, aos 2.522,95 pontos.

Blue Chips
No Brasil, as blue chips Vale e Petrobras fecharam em queda. Mas enquanto a petrolífera ficou praticamente todo o dia em baixa, a mineradora subiu em boa parte da sessão, virando apenas no meio da tarde. Quando passou a cair, as ações da Vale empurraram o Ibovespa para as mínimas. Vale ON perdeu 0,41% e PNA, 0,53%. Petrobras recuou 2,01% e PN, 2,03%. Na Nymex, o contrato do petróleo para junho recuou 1,08%, a US$ 84,20.

Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em alta ontem, uma vez que a diminuição das preocupações com os problemas da dívida da Grécia permitiu uma desvalorização do iene, o que por sua vez sustentou o sentimento geral e ajudou particularmente as ações das exportadoras, como Canon e Fanuc. O índice Nikkei 225 subiu 251,33 pontos, ou 2,3%, e fechou aos 11.165,79 pontos - seu melhor desempenho porcentual desde 22 de fevereiro.

Mais alta
Segundo os observadores do mercado, a Bolsa de Tóquio deve subir mais nesta semana, dada a confirmação de bons resultados corporativos no ano fiscal recém-terminado. Várias empresas têm balanços com divulgação prevista para esta semana. ''A tendência do iene está mudando'', disse o estrategista Kenichi Hirano, da corretora Tachibana Securities. ''Se o iene se enfraquecer mais, os manufatureiros podem divulgar também expectativas otimistas para o ano fiscal corrente.''

Dólar
Ao final do pregão de ontem, o pronto da BM&F fechou a R$ 1,7440, queda de 1,05%, enquanto no balcão a moeda caiu 0,91%, a R$ 1,7450 - menor cotação desde 11 de janeiro, quando marcou R$ 1,736 -, em um dia em que a cotação já abriu o dia abaixo de R$ 1,75, em queda de 0,85%, e chegou a recuar mais de 1%, perto das 11h. A máxima do dia foi de R$ 1,7470 e a mínima, de R$ 1,7430. Já o giro financeiro em D+2, segundo a Renascença Corretora, foi de US$ 2,1 bilhões, inferior aos US$ 2,9 bilhões de sexta-feira. No segmento futuro, o contrato para maio, mais líquido, caía 0,74% há pouco, a R$ 1,7465.

Euro
O euro, por sua vez, voltou a recuar ontem, depois de um fôlego na sexta, já que a situação com a Grécia não dá sinais de sair do foco. Perto das 16h40, o euro era negociado a US$ 1,3366, de US$ 1,3372 no final da tarde de sexta-feira em Nova York, enquanto o dólar valia 94,02 ienes, de 94,06 na sexta.

Juros
Ao término da negociação normal, o DI junho de 2010 (326.445 contratos) subia a 9,235% (máxima), de 9,17% na sexta-feira; o DI julho de 2010 (604.210 contratos), também na máxima, projetava 9,518%, de 9,44% na sexta-feira; o DI janeiro de 2011 (429.445 contratos) disparava a 10,86%, de 10,73% no ajuste anterior; e o DI janeiro de 2012 (191.355 contratos) avançava a 12,17%, de 12,07% na sexta-feira.
(Agência Estado)

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