No azul
A Bovespa alternou momentos de queda e de alta neste último pregão da semana, num movimento que também foi visto em Wall Street. No período da tarde, acabou trabalhando predominantemente no azul, mas fechou com ganho abaixo de Nova York, pesada pelas vendas de Vale e ainda com a sombra da reunião do Copom da próxima semana sobre os negócios. O dado positivo de vendas de imóveis nos Estados Unidos e a notícia de que a Grécia finalmente fez o pedido formal de ajuda à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional deram o sinal positivo do dia.

Ibovespa
O Ibovespa subiu 0,18%, aos 69.509,49 pontos. Foi o terceiro pregão seguido em alta, período no qual avançou 0,60%. Na semana, subiu 0,12%. Na mínima, o índice registrou 68.832 pontos (-0,80%) e, na máxima, 69.709 pontos (+0,47%). No mês, acumula baixa de 1,22%, mas, no ano, sobe 1,34%. O giro financeiro totalizou R$ 5,258 bilhões, o menor do mês.

Microsoft
Mesmo com algumas notícias positivas no horizonte, as bolsas demoraram a engatar com maior firmeza o sinal positivo. Negativamente, vieram os dados de encomendas de bens duráveis nos EUA (-1,3% ente previsão de +0,3%, em março) e balanços de empresas como Microsoft e Travelers. Do lado positivo, destaque à decisão do governo grego de finalmente pedir o dinheiro disponibilizado pela UE e pelo FMI (45 bilhões de euros) para ajudar o país; ao índice alemão Ifo, que mede a confiança das empresas (subiu para 101,6 em abril ante previsão de que iria para 98,9); e aos dados de vendas de imóveis novos, que surpreenderam ao subir 26,9% em março, ante estimativa de 5,5%.

Petróleo
Nos EUA, o Dow Jones terminou o dia em elevação de 0,63%, aos 11.204,28 pontos, o S&P avançou 0,71%, aos 1.217,28 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,44%, aos 2.530,15 pontos. No Brasil, a alta do petróleo ajudou a sustentar ganhos superiores a 1% para as ações da Petrobras. Os papéis também foram opção de troca dos investidores com Vale, que caiu. Petrobras ON subiu 1,16% e PN, 1,19%. Vale ON cedeu 0,88% e PNA, 0,87%.

Câmbio
Ao final da sessão, o pronto da BM&F recuou a R$ 1,7625 (-0,14%), enquanto a moeda no balcão fechou em queda de 0,11%, a R$ 1,7610. A moeda já abriu estável e oscilou entre a máxima de R$ 1,7670 e a mínima de R$ 1,7600. Na semana, o dólar teve alta de apenas 0,05%, mas no mês de abril cai 1,12% até ontem. No mercado futuro, o contrato para maio/2010, mais líquido, era negociado há pouco a R$ 1,7630, queda de 0,23%. O Banco Central voltou a atuar no mercado spot até 12h25, fixando a taxa de corte em R$ 1,7633.

Euro
Na Europa, a moeda local, depois de seis sessões consecutivas de queda e muita pressão, avançou das mínimas ontem. Perto das 16h40, o euro valia US$ 1,3375, de US$ 1,3311 no final da tarde de ontem em Nova York, enquanto o dólar era negociado a 94,07 ienes, de 93,56 anteontem.

Juros
O mercado de juros inverteu o movimento registrado nas últimas sessões e os contratos de curto prazo encerraram em alta a negociação normal da BM&F, enquanto os longos recuaram. O DI junho de 2010 (151.395 contratos) projetava 9,168%, de 9,13% no ajuste de ontem; o DI julho de 2010 (345.670 contratos) subia de 9,39% para 9,44% (máxima); e o DI janeiro de 2011 (266.140 contratos) avançava de 10,69% para 10,73% (máxima); o DI janeiro de 2012 (91.380 contratos) estava em 12,07%, de 12,09% ontem; e o DI janeiro de 2014 (24.675 contratos) marcava 12,64% (mínima), de 12,80% ontem.

(Agência Estado)

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