Bovespa
Depois de três pregões em baixa, a Bovespa conseguiu subir ontem influenciada pela melhora das bolsas externas decorrente dos balanços positivos, da alta do petróleo e da reabertura parcial do espaço aéreo europeu. O fato de hoje ser feriado doméstico, no entanto, acabou limitando os ganhos do Ibovespa, que novamente contou com um empurrãozinho de Petrobras. Vale, na contramão, passou por realização de lucros e serviu de lastro à alta. O principal índice à vista terminou o dia em elevação de 0,32%, aos 69.318,44 pontos. Na mínima, operou estável, aos 69.101 pontos e, na máxima, atingiu 69.702 pontos (+0,87%). No mês, a Bolsa acumula perda de 1,50% e, no ano, alta de 1,06%. O giro financeiro totalizou R$ 5,744 bilhões.

Citigroup
Os balanços conhecidos nos EUA ontem deram sequência aos números do Citigroup na véspera, com destaque para os lucros da Harley-Davidson e do Goldman Sachs. No primeiro caso, no entanto, o resultado foi revertido em altas das ações, mas, no segundo, os papéis caíram, apesar do aumento de 91% no lucro líquido. Isso porque o balanço foi ofuscado pelos problemas que o banco enfrenta com os órgãos reguladores dos EUA e de Londres.

Petróleo
Além dos balanços, a alta do petróleo no exterior ajudou a sustentar as compras nos mercados acionários. Depois de três dias em baixa, o contrato para maio, que expirou ontem, avançou 2,46%, para US$ 83,45 o barril. O de junho subiu 0,87%, para US$ 83,85 o barril. O aumento do preço da commodity acabou puxando as ações ligadas ao setor nas bolsas. O Dow Jones terminou em alta de 0,23%, aos 11.117,06 pontos, o S&P subiu 0,81%, aos 1.207,17 pontos, e o Nasdaq teve ganho de 0,81%, aos 2.500,31 pontos. Na Bovespa, Petrobras ON subiu 2,25% e PN, 2,24%. A alta do petróleo e o atraso em relação ao índice influenciaram o desempenho. Na contramão, Vale continuou a realizar lucros: a ON caiu 1,39% e a PNA, 1,63%. Os metais subiram na LME, de Londres.

Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em leve queda ontem após a divulgação, no final da tarde, do aumento da taxa de juros da Índia interromper as compras de papéis que ficaram baratos de empresas do setor automotivo, como Isuzu e Mazda. O Índice Nikkei 225 caiu 8,09 pontos, ou 0,1%, fechando aos 10.900,68 pontos - contra o recuo de 1,7% anotado na segunda-feira. As ações iniciaram o dia em alta e assim permaneceram até que o Banco Central da Índia elevou as taxas de juros em 0,25 ponto porcentual, um movimento de combate à inflação.

Xangai
Já a Bolsa de Xangai, na China, apresentou estabilidade, novamente com a cautela dos investidores sobre as recentes medidas do governo para conter a especulação no mercado imobiliário. O índice Xangai Composto baixou apenas 0,03% e encerrou aos 2.979,53 pontos. Por sua vez, o índice Shenzhen Composto ganhou 0,3% e terminou aos 1.179,28 pontos. O setor imobiliário teve queda pelo quinto pregão seguido. China Vanke desabou 3,3%, enquanto China Merchants Property Development teve declínio de 5,8%. Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) recuou 1,1% e China Merchants Bank baixou 1,4%.

Câmbio
O mercado doméstico de câmbio ficou ''travado'' ontem, rondando o patamar de R$ 1,75 sem, em nenhum momento, se distanciar muito dele. Segundo um operador, não houve nada que movimentasse o dólar para muito longe desse piso e, na véspera de um feriado que interrompe os negócios só por um dia, também não houve motivo para desfazer posições, como poderia acontecer próximo de um final de semana prolongado, por exemplo.

Mercado à vista
O mercado à vista, o pronto da BM&F fechou a terça-feira a R$ 1,7516, queda de 0,21%, enquanto a moeda no balcão recuou 0,11%, para R$ 1,7530, depois de oscilar entre a máxima de R$ 1,7540 e a mínima de R$ 1,7480. O giro das operações com liquidação em dois dias ficou em US$ 2,1 bilhões, metade dos US$ 4,368 bilhões da segunda-feira. No segmento futuro, o contrato de maio, que tem sido o mais líquido, era negociado no final do dia a R$ 1,7555, retração de 0,09%.O euro era negociado há pouco a US$ 1,3446, de US$ 1,3469 no final da tarde de ontem em Nova York. Já o dólar valia 93,16 ienes, de 92,38 ienes ontem. No mercado doméstico, a véspera do feriado de Dia de Tiradentes não trouxe nenhuma notícia que afetasse o câmbio, além de mais uma captação externa e do já tradicional leilão de compra do Banco Central. O BC interveio no mercado à vista até 12h31 e fixou a taxa de corte em R$ 1,752.

Juros
O volume do DI junho de 2010 - um dos que refletem as apostas do mercado para a próxima decisão do Copom, na semana que vem - era explosivo, com 855.945 contratos, e taxa de 9,135%, de 9,14% ontem. O DI julho de 2010 (533.730 contratos) caía a 9,402%, de 9,42% no ajuste de ontem; o DI janeiro de 2011 (353.490 contratos) cedia a 10,71%, de 10,74% no ajuste anterior; o DI janeiro de 2012 (262.990 contratos) estava na máxima de 12,04%, ante 12,01% no ajuste de ontem.
(Agência Estado)

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