RiscoA aversão a risco que se instalou no mercado na última sexta-feira, por causa da denúncia de fraude envolvendo o Goldman Sachs, não se dissipou ontem. Mas, passada a volatilidade do vencimento de opções sobre ações na Bovespa, o principal índice à vista diminuiu as perdas, ajudado pela melhora das Bolsas norte-americanas e também pela inversão para cima das ações da Petrobras.

Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,47%, aos 69.097,58 pontos. Na mínima, registrou 68.378 pontos (-1,50%) e, na máxima, 69.431 pontos (+0,01%). No mês, a Bovespa recua 1,81%, mas, no ano, sobe 0,74%. O giro financeiro totalizou R$ 11,490 bilhões, dos quais R$ 5,28 bilhões referem-se ao exercício de opções sobre ações.

Commodities
Depois de uma manhã bastante pressionada pela queda das commodities no mercado externo e pela fuga do risco pelos investidores, a Bovespa devolveu parte das perdas, após o término do exercício, no início da tarde. Além da melhora das bolsas em Nova York - o balanço do Citigroup e os indicadores antecedentes vieram bons -, a recuperação dos papéis da Petrobras teve responsabilidade por esta melhora. Depois do vencimento, essas ações passaram a subir e terminaram o dia com variação de 1,70% na ON e de 1,82% na PN.

Wall Street
Antes da recuperação da Petrobras e de Wall Street, as ações reagiam ainda aos temores de que a denúncia de fraude na Goldman Sachs pudesse atingir outras instituições financeiras nos EUA, bem como à queda das commodities, por causa da aversão ao risco e também pelas medidas adotadas pela China para controlar o crescimento do mercado de crédito imobiliário.

Citigroup
Nos EUA, o bom lucro do Citigroup, no entanto, acabou amenizando essas preocupações sobre as ações do setor. Dow Jones terminou em alta de 0,67%, aos 11.092,05 pontos. S&P avançou 0,45%, aos 1.197,52 pontos, e Nasdaq caiu 0,05%, aos 2.480,11 pontos.

Metais
O petróleo e os metais fecharam em baixa. Na Nymex, o contrato para maio, que vence hoje, recuou 2,15%, a US$ 81,45. Vale ON terminou em baixa de 1,76% e PNA, de 0,67%.

Câmbio
Sobram motivos para cautela no mercado financeiro ontem. Entre eles, está a possível extensão da investigação do caso Goldman Sachs a outras nações, a indefinida situação da Grécia, o freio da China no mercado imobiliário e o caos aéreo provocado pelo vulcão na Islândia formaram um cenário. O resultado foi a busca desenfreada da segurança do dólar, que operou em alta diante de várias rivais, mas no Brasil o movimento foi amortecido pela expectativa de alta da Selic na reunião da semana que vem e pela perspectiva de fluxo de recursos ao País através de captações e emissões de ações.

Recuo
No mercado de câmbio à vista, o pronto da BM&F fechou a R$ 1,7552, queda de 0,36%, enquanto no balcão o recuo foi de 0,28%, a R$ 1,7550 - ambas as cotações nas mínimas do dia, em uma segunda-feira de muita volatilidade (a máxima no balcão foi de R$ 1,7660). O giro financeiro das operações com liquidação em dois dias era de US$ 4 bilhões, segundo estimativas da Renascença Corretora, dos US$ 5,044 bilhões de sexta-feira. No mercado futuro, o dólar para maio/2010, o mais líquido, era negociado no final da tarde a R$ 1,757, queda de 0,31%.

Euro
O euro, sob pressão, era negociado a US$ 1,3481 perto das 16h40, de US$ 1,3506 no final da tarde de sexta em Nova York. Já o dólar valia 92,44 ienes, de 92,15 ienes na sexta-feira. A libra cai para US$ 1,5330, de US$ 1,5393 na sexta, de com a disparada nas pesquisas eleitorais do líder do Partido Liberal Democrata, Nick Clegg.

Leilão
Internamente, o Banco Central realizou ontem leilão de compra - como faz diariamente desde 8 de maio do ano passado - até 12h34 e fixou a taxa de corte em R$ 1,7600.

Juros
O DI julho de 2010 (137.890 contratos) estava na máxima de 9,424%, de 9,39% no ajuste de sexta-feira; o DI janeiro de 2011 (180.515 contratos) estava em 10,74% de 10,70% no ajuste anterior; o DI janeiro de 2012 (107.755 contratos) subia de 11,96% para 12,01%.

IPCA-15
A expectativa com o que poderá ser o IPCA-15 de abril, hoje, seus núcleos e índices de difusão, ajudou a deixar o mercado na defensiva, especialmente à tarde. O IBGE divulga o indicador, que, em março, ficou em 0,55%, às 9 horas.

Europa
Os principais mercados de ações da Europa fecharam em baixa ontem, em meio às preocupações com a investigação da Securities and Exchange Commission (Sec, a CVM norte-americana) e com o impacto econômico do fechamento do espaço aéreo europeu por causa da erupção de um vulcão na Islândia.

Londres
Na bolsa de valores de Londres, o índice FTSE-100 fechou em queda de 16,05 pontos, ou 0,28%, em 5.727,91 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 recuou 16,16 pontos, ou 0,41%, fechando em 3.970,47 pontos. O índice Dax, da bolsa de Frankfurt, caiu 18,46 pontos, ou 0,30%, em 6,162,44 pontos.
(Agência Estado)

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