MERCADO FINANCEIRO
No azul
As notícias da Grécia levaram a Bovespa a uma abertura em queda, considerada uma realização de lucros após seis pregões consecutivos no azul. Mas esse movimento logo foi interrompido, para voltar apenas no final da tarde de ontem. Petrobras e Vale subiram e ajudaram a segurar o recuo do principal índice à vista.
Ibovespa
O Ibovespa terminou o pregão em baixa de 0,27%, aos 71.095,65 pontos. No mês, sobe 1,03% e, no ano, 3,66%. Na mínima de ontem, a Bolsa registrou 70.823 pontos (-0,65%) e, na máxima, os 71.711 pontos (+0,59%). O giro financeiro totalizou R$ 6,372 bilhões.
Grécia
O sinal negativo do início do dia de ontem veio novamente da Grécia, com várias notícias veiculadas na imprensa trazendo de volta preocupações sobre a saúde do país. A principal informação foi a de que a Grécia estaria tentando renegociar o suporte obtido recentemente, com o objetivo de deixar o FMI de fora, já que suas condições de empréstimos são mais rígidas.
Desmentido
O governo depois negou a notícia, mas o mercado não levou muito em consideração o desmentido, já que também influenciou o mau humor a notícia do jornal britânico Telegraph de que os bancos gregos estão sendo atingidos por uma onda de resgates conforme os cidadãos mais ricos e as corporações do país procuram levar seu dinheiro para o exterior ou para instituições financeiras internacionais consideradas mais seguras para seus ativos.
Mercado acionário
Os gregos, no entanto, acabaram sendo renegados a segundo plano no mercado acionário - na Bovespa, pelo menos em grande parte do dia de ontem. As bolsas europeias subiram, reagindo com atraso aos dados do payroll norte-americano, divulgado na sexta-feira, já que estavam na segunda-feira sem funcionar em razão do feriado prolongado de Páscoa.
Dow Jones
Nos EUA, o sinal positivo também predominou, ainda mais depois da divulgação da ata do Fomc, no meio da tarde de ontem. Mas o Dow Jones, que virou para cima logo após o documento, não conseguiu sustentar-se em alta e voltou a cair. Fechou perto da estabilidade, em baixa de 0,03%, aos 10.969,99 pontos. O S&P avançou 0,17%, aos 1.189,43 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,30%, aos 2.436,81 pontos.
Petrobras
No Brasil, as ações da Petrobras, Vale e Gerdau contrabalançaram a queda do Ibovespa, ajudadas pela alta do petróleo e dos metais. Na Nymex, o contrato para maio subiu 0,25%, a US$ 86,84 o barril. Petrobras ON avançou 0,47% e PN, 0,19%. Vale ON terminou em baixa de 0,14%, mas a PNA avançou 0,36%. Gerdau PN subiu 2,10% e Metalúrgica Gerdau PN, 2,51%, Usiminas PNA caiu 3,35% e CSN ON recuou 2,02%.
Dólar
O dólar ameaçou interromper a sequência de quedas ante o real que vive desde 26 de março, diante das renovadas preocupações com a Grécia, que fizeram com que a moeda abrisse o pregão em alta. Mas uma reviravolta levou a moeda a abraçar a sexta queda consecutiva, diante de um fluxo de recursos ainda não identificado, que garantiu o descolamento do cenário local em relação às demais divisas.
BM&F
Com isso, o pronto na BM&F fechou ontem a R$ 1,7545, queda de 0,41%, enquanto o dólar comercial no balcão recuou 0,45%, a R$ 1,7540 - menor marca desde 12 de janeiro, quando fechou em R$ 1,7480. Tanto na BM&F como no balcão, a moeda terminou na mínima cotação do dia de ontem. Em seis dias, o dólar já perdeu 3,94%, mas em 2010 ainda acumula alta de 0,63%.
Euro
O euro, que chegou a ser negociado ontem a U$ 1,3371, mais baixa cotação desde 26 de março, valia US$ 1,3405, ante os US$ 1,3484 no final da tarde de segunda-feira em Nova York.
Libra
A libra também sentiu ontem a pressão de venda, depois que as eleições gerais foram marcadas no país para o dia 6 de maio em meio às incertezas políticas sobre uma vitória predominante no pleito. Há pouco, a divisa era cotada a US$ 1,5272, de US$ 1,5281 ontem em Nova York. Já o dólar era negociado a 93,76 ienes, de 94,31 na segunda-feira. Ontem, o BC realizou leilão até as 12h44 e fixou a taxa de corte em R$ 1,758.
Juros
Os juros futuros encerraram a negociação normal da BM&F levemente pressionados de agenda esvaziada de indicadores e eventos domésticos. Após oscilar perto dos níveis de ajuste anteriores na primeira etapa dos negócios, mas com viés de alta, ontem o movimento ganhou um pouco de força, colocando os principais contratos de curto e médio prazos nas máximas da sessão.
DI
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI maio de 2010 (243.385 contratos) operava estável em 8,67%; o DI julho de 2010 (141.625 contratos) subia de 9,19% para 9,223%; o DI janeiro de 2011 (203.355 contratos) avançava a 10,40%, de 10,37% no ajuste de segunda-feira; e o DI janeiro de 2012 (87.940 contratos) marcava 11,63%, de 11,62% segunda.
(Agência Estado)





