Commodities

A Bovespa encerrou ontem seu sexto pregão consecutivo em alta, influenciada pelo início de semana positivo no mercado externo. Os dados do payroll conhecidos na última sexta-feira se somaram a dois outros bons índices norte-americanos, divulgados ontem, e promoveram um movimento de compra por ativos de risco e commodities. O fôlego na Bolsa paulista, no entanto, diminuiu no período da tarde, mas isso não impediu que o índice fechasse em seu melhor nível em 22 meses.

Ibovespa

O Ibovespa subiu 0,22%, aos 71.289,68 pontos, maior patamar desde os 71.897,2 pontos de 2 de junho de 2008. Na mínima da sessão, registrou 71.148 pontos (+0,02%) e, na máxima, os 71.645 pontos (+0,72%). Nestas seis sessões seguidas em alta, a Bolsa acumulou ganho de 4,16%. No mês de abril, sobe 1,31% e, em 2010, 3,94%. O giro financeiro totalizou R$ 5,270 bilhões.

Feriado

Os investidores repercutiram na volta do feriado de Páscoa os dados do payroll. Embora tenha vindo abaixo das previsões, de criação de 200 mil vagas, o relatório do mercado de trabalho norte-americano foi considerado bastante positivo ao mostrar que, em março, foram abertos 162 mil postos de trabalho. Foi o maior ganho desde março de 2007. Além disso, o número ainda se seguiu a uma revisão, para cima, do dado de fevereiro, de -36 mil para -14 mil.

Imóveis

Também ajudou no clima favorável a divulgação do ISM serviços e dos dados de vendas pendentes de imóveis. No primeiro caso, o ISM anunciou alta para 55,4 em março, de 53 em fevereiro, superando a expectativa dos economistas de 53,5. Já as vendas pendentes de imóveis residenciais subiu 8,2% em fevereiro, para 97,6, número muito acima das previsões, de declínio de 0,5%.

Petróleo

As commodities avançaram e o petróleo chegou a bater o maior nível desde outubro de 2008 durante a sessão. Na Nymex, subiu 2,06%, a US$ 86,62 o barril para maio, depois de atingir a máxima de US$ 86,90. Durante o dia, os futuros de cobre também dispararam e renovaram a máxima em 21 meses na Comex.

Dow Jones

O Dow Jones terminou em alta de 0,43%, aos 10.973,55 pontos, o S&P avançou 0,79%, aos 1.187,43 pontos, e o S&P subiu 1,12%, aos 2.429,53 pontos. No Brasil, a alta do petróleo impulsionou as ações da Petrobras, que ontem tiraram um pouco da diferença que as separam da Vale. Petrobras ON avançou 0,62% e Petrobras PN subiu 0,73%. Vale até operou em alta, mas virou à tarde e caiu 0,28% na ação ON e 0,32% na PNA.

Câmbio

O pronto da BM&F fechou ontem a R$ 1,7617, queda de 0,36%, enquanto no balcão o recuo da moeda foi de 0,40%, a R$ 1,7620 - menor cotação desde 12 de março, quando também fechou a R$ 1,7620. O contrato futuro para maio, o mais negociado, era negociado há pouco a R$ 1,7725, recuo de 0,17%.

Cotação

Nesses cinco dias, o dólar acumula uma depreciação de 3,50%. Pela manhã, a queda chegou a ser ainda mais intensa, levando a moeda a R$ 1,75, já que era a primeira reação dos mercados ao payroll. Ao longo da tarde, a queda foi suavizada, mas não virou o sinal em nenhum momento. A cotação máxima do dia foi de R$ 1,7630 e a mínima, de R$ 1,7540.

Euro

O otimismo externo favoreceu outras divisas, em detrimento do dólar. Mesmo assim, perto das 16h40, o euro era negociado a US$ 1,3476, de US$ 1,3585 no final da tarde de quinta-feira em Nova York, enquanto o dólar valia 94,37 ienes, de 93,88 ienes na quinta, e a libra era cotada a US$ 1,5276, de US$ 1,5290 quinta-feira à tarde. O BC manteve a prática de compras diárias de dólar no mercado à vista e ontem realizou leilão até 15h56, fixando a taxa de corte em R$ 1,7617.

Juros

O mercado de juros começou a semana com taxas em queda, refletindo a decisão do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, de continuar no comando da instituição, conforme o pedido feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os contratos que mais reagiram à notícia foram os de longo prazo, a partir da avaliação de que a permanência de Meirelles afasta o risco de ingerência política sobre as próximas decisões de política monetária.

BM&F

Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2011 (180.595 contratos) estava na mínima de 10,37%, ante 10,38% no ajuste de quinta-feira; o DI julho de 2010 (134.765 contratos) projetava 9,189%, de 9,18% no ajuste anterior; o DI janeiro de 2012 (84.360 contratos) caía de 11,66% para 11,62%.


Bolsas asiáticas

Em dia de feriado nos principais mercados asiáticos, as Bolsas locais encerraram em alta ontem. Não houve negociações em Hong Kong, China, Taiwan e Austrália. A Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, fechou estável e tomou um fôlego depois que o índice de referência chegou perto da máxima dos últimos 22 meses na sessão anterior.

(Agência Estado)

mockup