In­dus­triais
Os indicadores industriais divulgados ao redor do mundo deram razões para a Bovespa não só se sustentar acima dos 70 mil pontos recém-conquistados anteontem como galgar mais um nível, de 71 mil pontos, situando-se no melhor patamar em quase dois anos. Logo após a abertura, a Bolsa doméstica já atingiu esse novo degrau e assim trabalhou o restante da sessão.


Ibovespa
Com ganho de 1,09%, o Ibovespa terminou ontem nos 71.136,34 pontos, maior nível desde 5 de junho de 2008 (71.209,12 pontos). Na semana, subiu 3,57%. No ano até ontem, acumula alta de 3,72%. Ontem, o índice registrou 70.373 pontos na mínima (estável) e 71.401 pontos na máxima (+1,46%). O giro financeiro totalizou R$ 6,003 bilhões. Os dados são preliminares.


Continentes
Ontem saiu uma profusão de dados bons sobre a indústria em todos os continentes, começando pela Ásia, passando pela Europa, EUA e também Brasil. Na China, a atividade manufatureira avançou pelo 13º mês consecutivo em março, ao subir para 55,1. No Reino Unido, atividade do setor de manufatura registrou em março seu maior nível em mais de 15 anos, impulsionado pelas exportações, ao bater em 57,2. O ISM industrial norte-americano também não fez feio: subiu de 56,5 em fevereiro para 59,6 em março, ante previsão de 57 dos economistas. Foi o maior nível desde julho de 2004.


Bolsas
As Bolsas, assim reagiram à altura e subiram, ajudadas ainda por outros indicadores favoráveis, com destaque para o número de pedidos de auxílio-desemprego, que trouxe um certo alívio aos investidores, depois que os números de ontem da ADP jogaram um balde de água fria às boas expectativas para o payroll que será divulgado hoje. O número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 6 mil, para 439 mil, ante expectativa de queda de 2 mil pedidos.


Dow Jones
O Dow Jones terminou o dia em alta de 0,65%, aos 10.927,07 pontos, o S&P subiu 0,74%, aos 1.178,10 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,19%, aos 2.402,58 pontos.


Bom humor
O bom humor externo fez com que o apetite a risco crescesse e, com ele, o dólar recuasse e os preços das commodities subissem. Assim, os metais e o petróleo fecharam em alta no exterior, influenciando boa parte dos papéis na Bovespa. Na Nymex, o contrato do petróleo para maio avançou 1,33%, para US$ 84,87 o barril. Aqui, Petrobras ON terminou em +1,13% e PN, em +1,02%.


Vale
Vale também acompanhou os metais e subiu, 1,01% na ON e 0,81% na PNA. Ontem, a mineradora divulgou fato relevante confirmando que fechou acordo para mudar as condições para o reajuste do minério de ferro, baseado em referências de mercado com mudanças automáticas de preços em bases trimestrais. A companhia não informou, contudo, o porcentual de reajuste nos contratos nem forneceu detalhes sobre como os ajustes trimestrais no preço do minério serão feitos. Segundo a empresa, os acordos realizados, definitivos ou provisórios, compreendem 97% da base de clientes de minério de ferro da empresa em todo o mundo, o que corresponde a 90% dos volumes contratuais.


Gerdau
Gerdau PN subiu 3,53%, Metalúrgica Gerdau PN, 1,70%, Usiminas PNA, 3,25%, CSN ON, 2,75%. O setor de construção também foi destaque de elevação, depois de ter sido penalizado pela divulgação do PAC 2 na segunda-feira. Rossi Residencial ON subiu 4,68%, na maior alta do dia, PDG Realty ON avançou 4,32%, na terceira colocação, e Cyrela ON, 3,61%, na quinta.


Câmbio
O dólar abriu o mês enfraquecido ante o real e boa parte dos seus pares, com exceção do iene. No mercado doméstico, a divisa americana cravou a quarta queda consecutiva, refletindo o otimismo trazido pela alta na produção industrial da China, da zona do euro, dos Estados Unidos e do Brasil, o que favoreceu o desempenho das commodities e das ações. O pronto da BM&F fechou a R$ 1,7680, queda de 0,66%, enquanto no balcão o recuo foi de 0,67%, a R$ 1,7690 - menor cotação desde 17 de março (quando fechou a R$ 1,765). Em quatro dias, o dólar perdeu 3,12% do seu valor. Já o dólar negociado para maio estava cotado em R$ 1,7785, queda de 0,73%.


Euro
Perto das 16h45, o euro estava cotado a US$ 1,3582, de US$ 1,3509 no final da tarde de anteontem em Nova York, enquanto o dólar valia 93,87 ienes, de 93,46 ontem, já que a deflação no Japão mantém sua moeda pressionada. Internamente, o Banco Central realizou sua intervenção diária no mercado à vista entre 12h12 e 12h22 e fixou a taxa de corte em R$ 1,7702.


Juros
Os juros futuros voltaram a oscilar pouco ontem, em meio à ansiedade gerada no mercado pela indefinição sobre o futuro do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Os investidores preferiram reduzir o ritmo de negócios como precaução. Ao término da negociação normal na BM&F, o DI maio de 2010 (146.610 contratos) projetava taxa de 8,67%, de 8,66% no ajuste de ontem; o DI de julho de 2010 (105.175 contratos), tinha taxa de 9,181%, de 9,19% no ajuste. O DI janeiro de 2011 (263.550 contratos) tinha taxa de 10,38%, de 10,40% no ajuste. O DI janeiro de 2012 (89.575 contratos) estava em 11,66%, de 11,67% no ajuste.

mockup