MERCADO FINANCEIRO
Reajuste
A notícia de que a Vale fechou um reajuste do minério de ferro de quase 100% com uma siderúrgica japonesa - patamar bem maior do que o esperado meses atrás - permitiu à Bovespa uma arrancada logo na abertura. E isso reforçou a expectativa de que seria ontem o dia em que finalmente o principal índice à vista romperia novamente os 70 mil pontos - nível registrado pela última vez no fechamento em 13 de janeiro passado. Mas a proximidade da divulgação do payroll, justamente num feriado, fez com que os investidores pisassem no freio.
Índice
O índice terminou ontem em alta de 0,03%, aos 69.959,58 pontos. Na mínima do dia, registrou 69.750 pontos (-0,27%) e, na máxima, os 70.451 pontos (+0,73%). No mês, acumula ganho de 5,20% e, no ano, de 2%. O giro financeiro totalizou R$ 5,471 bilhões.
Vale
A Vale fechou com a siderúrgica japonesa Nippon Steel, a sul-coreana Posco e a japonesa Sumitomo Metal Industries um reajuste provisório de 90% para o minério de ferro, para entre US$ 100 e US$ 110 por tonelada. O valor vai vigorar entre abril e junho. A BHP Billiton também anunciou o fechamento de contratos de venda de curto prazo de minério de ferro para um número ''significativo'' de clientes na Ásia. Vale ON terminou o pregão em alta de 0,70% e PNA, de 0,18%, ainda ajudadas pela alta dos metais no exterior.
No azul
Os papéis das siderúrgicas também deram sua contribuição positiva ao Ibovespa ontem, ao fecharem majoritariamente no azul. Uma das justificativas apontada pelos analistas é que as empresas vão conseguir repassar seu aumento de custos aos preços, já a partir de abril com o pontapé inicial da CSN. Metalúrgica Gerdau PN subiu 1,86%, Usiminas PNA, 0,42%, Gerdau PN, 1,16%. CSN ON foi exceção, ao recuar 0,75%.
Bolsa
Embora no azul, os papéis da Vale subiram menos do que ontem, pois o anúncio já estaria precificado, e também por causa das bolsas norte-americanas, que também oscilaram lá e cá, depois de uma abertura no azul. Os investidores reagiram positivamente ao índice de confiança do consumidor, medido pelo Conference Board, que subiu de 46,4 em fevereiro para 52,5 em março e ficou acima da previsão média dos analistas, de avanço para 51.
Dow Jones
O Dow Jones terminou ontem em alta de 0,11%, aos 10.907,42 pontos, o S&P ficou estável, aos 1.173,27 pontos, e o Nasdaq subiu 0,26%, aos 2.410,69 pontos. Na Europa, as principais bolsas fecharam em queda, pressionadas pelo declínio nas ações do setor financeiro.
Bancos
No Brasil, a maioria dos bancos subiu. Bradesco PN subiu 0,84%, Itaú Unibanco PN, 1,02%, Santander unit avançou 3,29% e BB ON caiu 0,13%. Segundo estudo da Economática divulgado ontem, os bancos brasileiros são os mais rentáveis quando comparados às instituições financeiras dos Estados Unidos e de toda a América Latina.
Petrobras
Petrobras fechou na contramão do petróleo, ainda influenciada pelo andamento do processo de capitalização da estatal. Petrobras ON caiu 0,38% e PN, de 0,29%. Na Nymex, o contrato do petróleo para maio subiu 0,24%, a US$ 82,37.
Câmbio
O mercado doméstico de câmbio esbarra hoje na disputa feroz entre comprados e vendidos para a formação da ptax de hoje, que liquida os contratos futuros com vencimento em 1º de abril. O movimento descola a performance da moeda aqui em relação ao exterior. Lá fora, o dólar operava em alta ante o euro pela primeira vez em três dias, com a volta das preocupações com a situação fiscal da Grécia, enquanto a libra se fortalecia com a melhora do número revisado do PIB do quarto trimestre de 2009 do Reino Unido.
Dólar
Ao final do pregão de ontem, a moeda americana marcou a segunda queda consecutiva e se manteve abaixo dos R$ 1,80: o pronto da BM&F fechou em R$ 1,7940, queda de 0,50%, enquanto a moeda no balcão recuou 0,17%, a R$ 1,7950, em um dia de pouca oscilação (máxima de R$ 1,7990 e mínima de R$ 1,7900). Nos dois dias, o dólar balcão perdeu 1,72% do seu valor, enquanto no mês teve queda de 0,61%, mas no ano ainda tem alta de 2,98%. No mercado futuro, o contrato de abril era negociado há pouco a R$ 1,7945, queda de 0,08%.
Euro
Perto das 16h40, o euro era negociado a US$ 1,3414, de US$ 1,3475 no final da tarde de anteontem em Nova York. O dólar era transacionado a 92,85 ienes, de 92,56 ienes anteontem. Na contramão, a libra valia US$ 1,5060, de US$ 1,4981 ontem, depois que o PIB do quarto trimestre do Reino Unido revisado veio um pouco melhor que a projeção anterior (0,4% ante os 0,3% projetados).
Juros
Os juros futuros de curto e médio prazos oscilaram perto da estabilidade ao longo da sessão, enquanto os vencimentos a partir de 2012 sustentaram leve queda. De maneira geral, os profissionais nas mesas de renda fixa classificaram este como um pregão de espera, tanto pela publicação do Relatório Trimestral de Inflação, hoje, quanto pelo anúncio do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, sobre se ficará ou não no comando da instituição. Mas a decisão só será conhecida hoje.
(Agência Estado)





