Melhoras


A Bovespa abriu a última semana do mês de março e também do trimestre em alta, voltando a se aproximar dos 70 mil pontos. Acompanhou a melhora no mercado externo, onde as preocupações com a situação grega amenizaram após a ajuda acertada entre União Europeia e FMI, e os indicadores nos EUA vieram favoráveis. As commodities ajudaram a puxar a Bovespa para cima, com efeito principalmente sobre as ações da Vale, que estão repercutindo a proximidade da definição do reajuste do minério de ferro. No dia da divulgação do PAC 2, as ações de construção civil foram destaque de baixa.

Movimentação


O Ibovespa fechou em alta de 1,83%, aos 69.939,12 pontos. Na mínima, operou estável, aos 68.681 pontos. Na máxima, atingiu 69.943 pontos (+1,83%). No mês, acumula ganhos de 5,17% e, no ano, de 1,97%. O giro financeiro totalizou R$ 5,479 bilhões.

Costurado


No final da semana passada, a União Europeia costurou, finalmente, um acordo para ajudar a Grécia a solucionar seu problema fiscal, num pacote que terá a mão do FMI. Ontem, os investidores continuaram reagindo a esse anúncio ao espelharem ainda o bom resultado da captação de 5 bilhões de euros anunciada pelo governo de Atenas. Além da captação grega, os indicadores divulgados na Europa também vieram bons, como o índice de sentimento econômico na zona do euro, que subiu para 97,7 em março, de 95,9 em fevereiro, superando a previsão dos economistas de elevação para 97,4. Com a aversão a risco menor, o euro subiu em relação ao dólar e impulsionou a alta dos preços das commodities, com reflexo sobre as empresas de matérias-primas ao redor do globo.

Em alta


As bolsas europeias subiram e também as norte-americanas. O Dow Jones fechou em alta de 0,42%, aos 10.895,86 pontos, o S&P avançou 0,57%, aos 1.173,22 pontos, e o Nasdaq terminou com elevação de 0,39%, aos 2.404,36 pontos. Vieram bons os números sobre renda e gastos ao consumidor e sobre a atividade industrial em Dallas.

Destaques


No Brasil, Vale e siderúrgicas foram destaque de elevação. No caso da mineradora, além da alta dos metais, os investidores continuam comprando por causa das boas previsões para o reajuste do minério de ferro. Ontem, o presidente da empresa, Roger Agnelli, disse que o aumento deve ser acertado com as siderúrgicas até abril. Vale ON terminou em alta de 2,24% e PNA, de 1,87%.

Siderurgia


No setor siderúrgico, Usiminas PNA (+5,72%) foi a segunda maior alta do Ibovespa, seguida por Usiminas ON (5,69%), por Gerdau PN (+4,70%) e MMX ON (+4,56%). Metalúrgica Gerdau subiu 4,07% e CSN ON, 3,45%. Os especialistas avaliam que as empresas conseguirão repassar o aumento de seus custos por conta da recuperação da economia.

PAC


Na outra ponta, as ações das construtoras foram destaque de baixa, no dia da divulgação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2. Alguns especialistas avaliaram que o pacote veio em linha com o que era esperado no segmento habitacional e, por isso, os papéis teriam recuado, numa zeragem de posições. Outros, no entanto, esperavam mais do programa. Também foi citado nas mesas que os papéis estariam antecipando um aumento da taxa básica de juros a partir de abril. PDG Realty ON liderou as perdas do índice ao cair 4,65%, seguida por Gafisa ON (-2,75%), e MRV (-2,55%). Cyrela ON caiu 1,18%.

Em queda


O dólar devolveu ontem todo o ganho da última semana ante o real, depois de uma apreciação de 1,38%, em um movimento que conjugou apetite do investidor por moedas mais rentáveis, diante de um cenário mais tranquilo na Grécia, e disputa entre comprados e vendidos para a formação da ptax de abril amanhã. Ao fechamento deste primeiro pregão da semana, o pronto da BM&F encerrou a R$ 1,8030, queda de 1,34%, enquanto no balcão o recuo foi ainda maior, de 1,53%, para R$ 1,7980, na mínima do dia (a máxima foi de R$ 1,8130).

Projeções


Internamente, as instituições ouvidas para a pesquisa Focus mantiveram a projeção para a taxa de câmbio em 2010, mas alteraram a de 2011. De acordo com a pesquisa, a mediana das previsões para a cotação da moeda norte-americana em relação ao real no fim deste ano permaneceu em R$ 1,80. Já para o ano que vem, a previsão caiu de R$ 1,87 para R$ 1,85. Há um mês, as estimativas estavam em R$ 1,87.

Juros futuros


A semana começou tranquila para o mercado de juros, com as taxas de curto e médio prazos entre a estabilidade e a queda e os vencimentos longos em trajetória firme de baixa. O volume de negócios foi pequeno e, ao término da negociação normal da BM&F, o DI julho de 2010 (27.735 contratos) projetava 9,18% (máxima), estável; o DI janeiro de 2011 (163.100 contratos) cedia de 10,39% no ajuste da sexta-feira para 10,36%; o DI janeiro de 2012 (90.260 contratos) cedia de 11,70% para 11,67%; o DI janeiro de 2014 (21.595 contratos) recuava a 12,08%, de 12,13% na sexta-feira.

Das agências

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