MERCADO FINANCEIRO
Volátil
A Bovespa teve um pregão bastante volátil, empurrada para cima pelas notícias e indicadores externos e, para baixo, pela manutenção das ações da Petrobras em território negativo. Os investidores continuam sem muitos argumentos para empurrar o índice para além dos 70 mil pontos, e o dia a dia acaba sendo conduzido por notícias pontuais e por muito sobe-e-desce.
Em alta
O Ibovespa terminou o dia ontem em alta de 0,35%, aos 68.682,66 pontos. Na mínima, registrou 68.024 pontos (-0,61%) e, na máxima, os 68.910 pontos (+0,68%). No mês, acumula ganho de 3,28% e, no ano, elevação de 0,14%. Na semana, o índice recuou 0,21%. O giro financeiro totalizou R$ 5,699 bilhões.
Bolsas externas
Pela manhã, as bolsas externas reagiram positivamente ao anúncio feito anteontem, após o fechamento do mercado, de que a União Europeia costurou uma ajuda à Grécia com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Embora tenha afastado o risco de default no país do filósofo Platão, a ajuda de modo algum acabou com os temores de espalhamento da crise fiscal a outros países da região, especialmente depois que Portugal teve o seu rating soberano rebaixado pela Fitch.
Grécia
As incertezas sobre a ajuda à Grécia fizeram as bolsas europeias recuarem. Em Londres, o índice FT-100 caiu 0,43%, aos 5.703,02 pontos. Em Frankfurt, o índice Dax-30 perdeu 0,21%, para 6.120,05 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 recuou 0,29%, aos 3.988,93 pontos.
EUA
Nos EUA, saíram ontem dois indicadores, que acabaram puxando as bolsas para cima em boa parte do dia. No entanto, os índices titubearam com a notícia de que um navio sul-coreano afundou após uma explosão numa região disputada pela Coreia do Sul e do Coreia do Norte. Como não se sabe ainda o que causou a explosão, o risco de uma tensão geopolítica não foi afastada e isso serviu de mote à uma reversão da trajetória em Wall Street, ainda mais que os índices têm se aproximado de pontos de resistência importantes.
Dow Jones
No fim, o Dow Jones garantiu alta de 0,08%, aos 10.850,36 pontos, o S&P subiu 0,07%, aos 1.166,59 pontos, e o Nasdaq terminou em baixa de 0,10%, aos 2.395,13 pontos. A última revisão do PIB do 4º trimestre divulgada ontem mostrou expansão de 5,6%, ante 5,9% na divulgação anterior. Na primeira estimativa do dado, o governo calculou um crescimento de 5,7% no período.
PIB
O desempenho do PIB acabou pesando sobre os preços do petróleo, que recuaram. Os investidores estão preocupados com a demanda futura pela commodity. Na Nymex, o contrato para maio perdeu 0,66%, a US$ 80 o barril. Aqui, Petrobras acompanhou, mas os papéis refletiram muito mais do que o preço da commodity.
Vale
Vale fechou em alta. A ação ON subiu 0,90% e a PN, 0,79%. Cesp PNB avançou 1,76% e ON, 2,10%, após o governo do Estado de São Paulo ter anunciado que a Cesp não será mais privatizada e que os investimentos serão retomados. A estatal paulista de energia avalia a retomada dos investimentos em novas usinas em São Paulo, inclusive de projetos eólicos.
Câmbio
O mercado doméstico de câmbio operou de forma descolada do segmento de moedas no exterior ontem, levando a cotação da divisa americana a uma apreciação de mais de 1% em boa parte do dia. Enquanto alguns operadores acreditam que a alta de ontem possa ser reflexo da expectativa de demanda por dólares com as novas medidas do BC - em especial a elevação de 360 para 750 dias no período que o Tesouro poderá antecipar suas compras de dólar para honrar compromissos externos - há também quem acredite que, sem uma direção definida, o dólar tenha ficado ontem à mercê das rolagens para a formação da ptax de abril, na próxima semana.
Balcão
Ao final do pregão, o pronto da BM&F fechou em R$ 1,8275, alta de 1,02%, enquanto no balcão o avanço foi de 1,05%, a R$ 1,8260 - maior valor desde 25 de fevereiro (quando fechou a R$ 1,8310), depois de oscilar entre a máxima de R$ 1,8300 e a mínima de R$ 1,8120. Na semana, a moeda americana teve valorização de 1,38%, enquanto no mês de março teve alta de 1,11% e no ano, +4,76%. O giro financeiro das operações com liquidação em dois dias (D+2) foi de US$ 2 bilhões, segundo a Renascença Corretora, superior aos US$ 1,263 bilhão de anteontem.
Euro
O euro começou a se recuperar na medida em que o mercado viu com positiva cautela a notícia do acordo entre FMI e União Europeia para impedir o default da Grécia. Ainda que as preocupações com algumas nações do bloco permaneçam, o avanço da moeda também se beneficiou da alta no índice do sentimento do consumidor americano de março medido pela Universidade de Michigan/Reuters, para 73,6, ante a expectativa de que ficasse em 73 pontos. A moeda europeia estava cotada em US$ 1,3411 perto das 16h40, ante os US$ 1,3282 do final da tarde de anteontem em Nova York.
(Agência Estado)





