Dólar

A cotação do dólar comercial fechou ontem em alta de 1,29%, a R$ 1,802 na venda, em sua quarta alta em cinco sessões. O valor é o mais alto desde 26 de fevereiro deste ano, quando fechou cotado a R$ 1,807 na venda. Com o avanço, a moeda conseguiu recuperar a perda sofrida no dia anterior e acumula ganho de 0,17% na semana. No mês, porém, o recuo ainda é de 0,28%.

Comportamento

O dólar havia caído mais de 1% na terça-feira, contrariando o comportamento do mercado global, por causa do aumento da oferta de moeda estrangeira no país.''Hoje, como não há esse fluxo e tem alguns eventos negativos saindo, o dólar sobe'', disse Mario Battistel, gerente de câmbio da Fair Corretora. Em relação a uma cesta com as principais moedas, o dólar tinha alta de 1,2% no momento de fechamento do mercado no Brasil.

Petrobras

Entre as principais notícias do dia, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que a Petrobras conta com um bilionário plano de capitalização ainda para 2010, para viabilizar investimentos de até US$ 220 bilhões até 2014. A empresa divulgou também, anteontem à noite, que os testes de formação no poço 3-RJS-662A na área de Tupi mostram produtividade alta.

Crédito

A agência de classificação de risco Fitch Ratings reduziu a nota de crédito soberano de Portugal ontem de ''AA'' para ''AA-'', citando o fraco desempenho orçamentário do país em 2009 e alertando que mais problemas de orçamento neste ano e em 2011 podem causar outro rebaixamento. O consumo de energia elétrica no Brasil avançou 10,7% em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado, para 34.066 gigawatts-hora (GWh), segundo informações da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Inflação

Na terceira semana de março, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) registrou desaceleração em quatro das sete capitais pesquisadas. No Rio de Janeiro, a taxa saiu de 1,3% na semana encerrada em 15 de março para 1,13% na semana seguinte, uma diferença de 0,17 ponto percentual, sendo este o maior decréscimo registrado entre as capitais no período analisado. Entretanto, ainda que tenha apresentado aumento de 0,02 ponto percentual, a menor taxa da semana foi apurada em Brasília, 0,42%.

Confiança

A confiança do setor fabril manteve-se estável em março, com a piora desse sentimento na construção civil, contrabalançando a melhora no ramo extrativista, enquanto não houve mudança na indústria de transformação.

Fluxo cambial

O fluxo cambial do país (a diferença entre saídas e entradas de dólares) está negativo em US$ 2,345 bilhões no mês de março, até o dia 19. Segundo o Banco Central, o resultado também é negativo no acumulado deste ano, em US$ 1,669 bilhões. A conta comercial (exportações e importações) contribuiu com US$ 837 milhões para reduzir o saldo negativo neste mês. A conta financeira, porém, teve US$ 3,181 bilhões de saída até dia 19. Em março do ano passado, considerando o mesmo período (15 dias úteis), o saldo estava negativo em US$ 1,910 bilhão. Incluindo janeiro e fevereiro na conta, as saídas foram maiores que as entradas por US$ 4,086 bilhões.

Dívida

A Dívida Pública Mobiliário Federal Interna (DPMFi) subiu 3,09% em fevereiro ante janeiro, totalizando R$ 1,397 trilhão. O valor em janeiro foi de R$ 1,355 trilhão. Segundo os dados divulgados pelo Tesouro Nacional, houve em fevereiro uma emissão líquida de títulos públicos de R$ 30,20 bilhões, além de uma apropriação de juros no valor de R$ 11,738 bilhões. Já a Dívida Pública Federal externa caiu 4,53% em fevereiro em relação a janeiro, totalizando R$ 97,31 bilhões. A queda, no entanto, não foi suficiente para neutralizar o aumento de 3,09% da DPMFi. Com isso, o estoque total da Dívida Pública Federal total (DPF) subiu 2,56%, totalizando R$ 1,494 trilhão em fevereiro.

Juros

No mercado futuro de juros, que serve de referência para os juros bancários, as taxas projetadas voltaram a subir nos contratos mais negociados. Hoje, antes do início dos negócios, o Banco Central divulga o teor da ata relativa à reunião da semana passada, quando decidiu por manter a taxa básica de juros em 8,75% ao ano. Economistas do setor financeiro acreditam que na reunião de abril deve haver um ajuste de pelo menos 0,50 ponto percentual, e vão procurar indícios nesse sentido no texto de ontem.

Taxas

No contrato que aponta os juros para outubro de 2010, a taxa prevista passou de 9,76% ao ano para 9,81%; no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada avançou de 10,28% para 10,32%. E no contrato de janeiro de 2012, a taxa projetada passou de 11,65% para 11,69%. Esses números são preliminares e podem sofrer ajustes.

(Das agências)

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