Em baixa


Pelo terceiro dia seguido - e pela quarta sessão na semana -, a Bovespa terminou em baixa, hoje mais forte do que nos pregões anteriores. O índice até ensaiou alta, logo na abertura, mas se rendeu ao sinal que passou a predominar no mercado externo. O aumento do juro pela Índia serviu de pretexto à realização de lucros, em meio à elevada volatilidade decorrente do vencimento quádruplo em Wall Street. Aqui, as ações da Petrobras reforçaram a queda do índice, no dia do anúncio do balanço de 2009.

Giro financeiro


O Ibovespa terminou ontem em queda de 1,25%, aos 68.828,98 pontos, menor nível desde 8 de março (68.575,47 pontos). Na mínima, registrou 68.773 pontos (-1,33%) e, na máxima, os 69.998 pontos (+0,43%). Na semana, a Bolsa recuou 0,74%, mas no mês e no ano tem alta de, respectivamente, 3,50% e 0,35%. O giro financeiro totalizou R$ 6,448 bilhões.


Índia

Os especialistas atribuíram ao aumento em 0,25 ponto porcentual na taxa de juros de referência da Índia a explicação para as ações terem caído ao redor do globo. A decisão do Banco da Reserva indiano teria surpreendido e levantado a lebre sobre outros apertos monetários, além de colocar uma pedra de gelo sobre o consumo de commodities, já que o país é um dos grandes compradores de ouro, entre outras commodities.

Europeias


As Bolsas europeias sentiram o recuo nos preços das matérias-primas, principalmente as ações das mineradoras, e os índices recuaram. Nos EUA, o sinal das Bolsas também foi negativo, mas, segundo especialistas do mercado de renda variável, a decisão da Índia teria sido uma justificativa para uma realização de lucros, em meio à uma sessão amplamente volátil por causa do quadruple witching. O Dow Jones terminou o dia em baixa de 0,35%, aos 10.741,98 pontos. O S&P perdeu 0,51%, aos 1.159,90 pontos e o Nasdaq recuou 0,71%, para 2.374,41 pontos.

Sem fôlego


No Brasil, a Bolsa segue sem fôlego para romper os 70 mil pontos e, depois de ameaçar no intraday em várias sessões, ela se afastou um pouco mais desse patamar nesses três últimos dias. Hoje, a queda do índice teve reforço das vendas em Petrobras. A estatal divulgaria ontem à noite seu balanço para o quarto trimestre de 2009 e também para todo o ano passado.

Mineradora


Petrobras ON terminou em baixa de 2,05% e PN, de 2,13%. Vale ON recuou 1,08% e PNA, 1,14%. Hoje, o vice-presidente da Associação do Ferro e do Aço da China (Cisa, na sigla em inglês), Luo Bingsheng, confirmou que a Vale pediu às siderúrgicas chinesas um reajuste de 90% a 100% no preço de referência do minério de ferro para 2010. O presidente da mineradora brasileira, Roger Agnelli, informou que a companhia ainda negocia com cada cliente o reajuste nos preços de referência do minério de ferro para 2010, mas não revelou o porcentual.

Câmbio


No mercado à vista, o pronto da BM&F fechou a R$ 1,7965, alta de 0,56%, enquanto no balcão a moeda avançou 0,84% e voltou ao patamar de R$ 1,80 - a R$ 1,8010, maior cotação desde 26 de fevereiro, quando fechou a R$ 1,8060. Na semana o dólar teve apreciação de 2,21% e no ano de 2010 acumula alta de 3,33%. No mercado futuro, o contrato para abril, mais líquido, era negociado há pouco a R$ 1,8055, alta de 0,53%.

Insegurança


''O dólar sobe como reflexo da falta de segurança com a Grécia'', afirmou Paulo Petrassi, gerente de investimentos em renda fixa da Leme Investimentos. Segundo ele, o fato do Banco Central brasileiro estar se mostrando mais agressivo na compra de dólares neste mês de março também deixa o câmbio mais pressionado.

Euro


Com as apreensões em relação à Grécia, o euro segue em queda ante a divisa americana. Perto das 16h40, a moeda europeia era negociada a US$ 1,3533, de US$ 1,3611 no final da tarde de ontem em Nova York. Já o dólar estava cotado em 90,45 ienes, de 90,33 ienes anteontem à tarde (na segunda-feira o mercado japonês ficará fechado por conta do feriado do Equinócio, o primeiro dia da primavera no país asiático). E a libra também recua, enquanto o mercado se preocupa com a sua situação fiscal em meio à proximidade das eleições. A moeda do Reino Unido valia US$ 1,5010 ontem, ante os US$ 1,5248 de anteontem.

Juros


Após uma semana de movimentação intensa, os juros futuros de curto prazo mostraram acomodação, mas os demais vencimentos subiram, refletindo as incertezas sobre como será o desenrolar do esperado ajuste na Selic, após o Copom ter mantido a taxa em 8,75% na quarta-feira. O volume voltou à normalidade e continuou concentrado nos prazos até 2011, e agenda doméstica não trouxe destaques.

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