MERCADO FINANCEIRO
Repetição
A Bovespa teve um pregão encruado ontem, que mais parecia uma repetição do da véspera. Depois de bastante oscilação no início das negociações, no entanto, o índice adotou a trajetória negativa com mais firmeza - e mais cedo - do que anteontem, mantendo-se assim até o fim e, de novo, afastando-se um pouco mais dos encantados 70 mil pontos.
Ibovespa
O Ibovespa recuou 0,04%, aos 69.697,33 pontos. Na mínima, registrou 68.972 pontos (-1,08%) e, na máxima, os 70.128 pontos (+0,58%). No mês, acumula ganho de 4,80% e, no ano, de 1,62%. O giro financeiro totalizou R$ 5,656 bilhões.
Grécia
Uma conjunção de fatores foi citada como justificativa para o desempenho do índice, embora nenhum tenha sido a razão primordial para a queda. A Grécia voltou a preocupar os agentes financeiros e elevou a aversão a risco, derrubando as commodities. A Bovespa ainda sofre para furar os 70 mil pontos, considerada uma resistência forte e para a qual será preciso mais do que um alfinete para romper. E os indicadores divulgados nos EUA nos últimos tempos não têm contribuído muito nesse sentido. Se não têm atrapalhado, eles também não têm mostrado uma recuperação vigorosa, que é o que querem constatar os analistas.
FMI
Pela manhã, saiu uma notícia, atribuída a um membro do alto escalão do governo grego, dando conta de que a Grécia poderia buscar ajuda financeira do FMI no final de semana de Páscoa, entre 2 e 4 de abril, uma vez que parece bastante difícil que a União Europeia abra seus cofres para ajudar o endividado país. Esse vai-não-vai da situação grega trouxe instabilidade aos ativos, mesmo depois que o governo grego desmentiu a informação divulgada mais cedo, assim como também o fez o FMI. Mesmo com os desmentidos, o estrago já tinha sido feito e as Bolsas europeias fecharam em baixa.
EUA
Nos EUA, a situação grega e a queda dos papéis ligados a commodities pesaram sobre os índices, mas esses exibiram melhora ao longo da sessão em reação aos indicadores, que vieram, no geral, em linha. A inflação no varejo medida pelo CPI ficou estável em fevereiro ante janeiro e o núcleo subiu 0,1%. Os economistas estimavam alta de 0,1% para ambos.
Industrial
Os pedidos semanais de auxílio-desemprego caíram 5 mil, menos do que os 7 mil pedidos previstos. Já o índice de atividade industrial do Fed da Filadélfia avançou para 18,9 em março, de 17,6 em fevereiro, superando as expectativas dos economistas de que avançaria para 17,8, enquanto o índice dos indicadores econômicos antecedentes subiu 0,1% em fevereiro, após alta não revisada de 0,3% em janeiro. A variação ficou em linha com a previsão.
Dow Jones
O Dow Jones terminou a sessão em alta de 0,42%, aos 10.779,17 pontos, o S&P perdeu 0,03%, aos 1.165,82 pontos, e o Nasdaq encerrou com ganho de 0,09%, aos 2.391,28 pontos.
Blue Chips
No Brasil, a queda das matérias-primas pesou nos papéis como siderúrgicas e blue chips. Gerdau PN foi exceção e subiu 0,11%. Metalúrgica Gerdau PN caiu 0,74%, Usiminas PNA perdeu 0,87%, CSN ON recuou 0,88%, Vale ON teve baixa de 0,98% e Vale PNA, de 0,65%. Petrobras ON fechou com variação negativa de 0,36% e PN, de 0,35%. Na Nymex, o contrato do petróleo para abril terminou em baixa de 0,88%, a US$ 82,20.
Câmbio
O investidor construiu ontem um ''paredão'' para ativos de risco, decidido a se resguardar em dólar e iene, ativos considerados mais seguros. Com isso, o dólar pronto na BM&F fechou ontem a R$ 1,7865, com alta de 1,22%, enquanto no balcão a moeda teve elevação de 1,19%, para R$ 1,7860, maior porcentagem de alta desde 26 de fevereiro, depois de oscilar entre a máxima de R$ 1,7920 e a mínima de R$ 1,7760. No mês, a moeda tem queda de 1,11%, mas em 2010 ainda acumula alta de 2,47%.
Euro
O euro cai pelo segundo dia consecutivo diante de uma aparente divisão entre as nações da União Europeia sobre a ajuda à Grécia. Perto das 16h40, a moeda europeia era negociada a US$ 1,3619, ante os US$ 1,3737 do final da tarde de anteontem em Nova York, enquanto o dólar valia 90,28 ienes, de 90,25 ienes anteontem.
Juros
O mercado de juros realizou ontem os esperados ajustes à decisão do Copom de manter a Selic em 8,75%, tirando prêmios da curva, uma vez que boa parte dos investidores estava posicionada para uma alta da taxa básica anteontem. Os juros tombaram em uma sessão de volume novamente explosivo - só na primeira parte de negócios mais de 5 milhões de contatos já haviam sido negociados -, tornando velho o recorde de anteontem de 4.544.750 contratos de DI movimentados.
BM&F
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI abril de 2010 (3.144.405 contratos), em que estavam concentradas as posições para a decisão do Copom de anteontem, recuava a 8,627%, de 8,80% no ajuste de anteontem; o DI julho de 2010 (1.153.400 contratos) estava na máxima de 9,11%, de 9,28% anteontem; e o DI janeiro de 2011 (803.900 contratos) caía a 10,27%, de 10,46% anteontem.





