Entusiasmo


Os mercados asiáticos de ações fecharam ontem com fortes ganhos. A maioria das bolsas de valores da região seguiu a alta em Wall Street, reagindo com entusiasmo à decisão do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) de manter inalterada a taxa de juros. Este foi o caso da Bolsa de Hong Kong, que mais do que compensou as perdas das últimas três sessões. O índice Hang Seng ganhou 361,56 pontos, ou 1,7%, e terminou aos 21.384,49 pontos. As ações do setor imobiliário lideraram a alta entre as blue chips. Cheung Kong subiu 2,4%, Sun Hung Kai saltou 4% e Henderson Land adicionou 2,3%. Entre os bancos chineses, Bank of China faturou 2,1%, China Construction avançou 1,8% e Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) ganhou 1,4%.

Elevação


As Bolsas da China apresentaram forte elevação, com destaque para as ações de companhias de metais não ferrosos e de seguradoras. O índice Xangai Composto ganhou 1,9% e encerrou aos 3.050,48 pontos. O Shenzhen Composto subiu 2,4% e terminou aos 1.170,48 pontos. As mineradoras se beneficiaram da alta dos preços dos metais: Jiangxi Copper avançou 2,7% e Yunnan Aluminium adicionou 2,4%. Já as seguradoras subiram com as expectativas de que os balanços de 2009 serão melhores do que o esperado. China Life faturou 2,8% e Ping An Insurance disparou 5,8%. ICBC subiu 1,2%.

Bolsa de Tóquio


A Bolsa de Tóquio fechou em alta nessa quarta-feira, depois que os investidores receberam bem o alívio monetário adicional dado pelo Banco do Japão (BOJ, banco central), assim como a reiteração da política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). As ações do setor imobiliário e das empresas de crediário foram especialmente beneficiadas. O índice Nikkei 225 ganhou 125,27 pontos, ou 1,2%, e fechou aos 10.846,98 pontos.

Acelerado


As ações subiram desde a abertura, na medida em que embutiam o anúncio de terça-feira do Fed. A alta se acelerou com a decisão do BOJ, após o intervalo do meio do pregão. O banco central japonês decidiu expandir sua linha de crédito para o sistema financeiro em 10 trilhões de ienes (US$ 110,36 bilhões), além dos 10 trilhões de ienes concedidos em dezembro. A medida tem por objetivo ajudar as empresas até o fim do ano fiscal e combater a deflação.

Desemprego


O desemprego no Reino Unido teve em fevereiro a maior queda desde novembro de 1997, elevando as esperanças de que a recuperação da economia britânica esteja ganhando velocidade. Segundo a Agência para Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês), o número de pedidos de auxílio-desemprego diminuiu 32,3 mil no mês passado, o que reduziu a taxa de desemprego para 4,9%, de 5% em janeiro. O dado veio melhor do que a expectativa dos economistas ouvidos pela Dow Jones, que era de aumento de 500 pedidos de auxílio-desemprego em fevereiro e avanço da taxa para 5,1%.

Benefícios


Analistas acreditam que o primeiro-ministro Gordon Brown deve ser beneficiado pelos números, enquanto se aproximam as eleições nacionais. A medida mais ampla de desemprego, que era conhecida como a medida da Organização Internacional do Trabalho, caiu 33 mil nos três meses encerrados em janeiro, para um total de 2,45 milhões. Essa foi a maior queda desde os três meses encerrados em julho de 2007. Os salários semanais médios excluindo bônus subiram 1,4% nos três meses encerrados em janeiro. Em comparação com dezembro os salários semanais médios aumentaram 1,6%.

Deflação

O Departamento de Trabalho dos Estados Unidos revelou ontem que houve uma deflação de 0,6% nos preços registrados no setor atacadista em fevereiro, a maior queda em sete meses. Segundo o órgão americano, a queda no custo da energia compensou a inflação registrada para produtos alimentícios. Economistas do setor financeiro estimavam uma deflação na casa de 0,2% para o período. Excluído do cálculo geral os preços dos alimentos e de energia (mais voláteis), o ''núcleo'' do índice teve alta de 0,1%, em linha com as expectativas. Ter-feira, o Federal Reserve (banco central dos EUA) declarou que deve manter as taxas de juros em níveis historicamente baixos por um ''longo período'', citando um cenário sem pressões inflacionárias.

Sem estímulos


Depois dos emergentes e dos EUA, a zona do euro começou ontem a adotar as chamadas ''estratégias de saída'' - o fim das medidas de estímulo fiscal que ajudaram os países a atravessar a crise econômica global. Mas, diante das incertezas provocadas pelo estouro da dívida nos países mediterrâneos (Grécia, Portugal, Espanha e Itália) e da demora na retomada, o ritmo da retirada será mais lento do que no resto do mundo, como o Banco Central Europeu deixou claro ontem. O BCE anunciou que vai recuar para os níveis pré-crise seus juros sobre empréstimos interbancários de três meses. Mas manteve no mesmo patamar os juros para os empréstimos de seis meses. A taxa básica do bloco continua inalterada em 1%, sua mínima histórica.

Das agências

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