MERCADO FINANCEIRO
Recuperação
A Bovespa conseguiu interromper ontem uma sequência de quedas influenciada pelo bom humor no mercado externo. Pela manhã, os negócios se beneficiaram da redução dos temores com relação a um aperto monetário na China e também à situação da Grécia. À tarde, foi a vez de o Federal Reserve reforçar a trajetória de alta das ações ao manter inalterada sua taxa básica de juros.
Ibovespa
Logo após o encontro do Fed, o Ibovespa chegou bem próximo dos 70 mil pontos. Mas, de novo, não consegui romper essa barreira. Fechou aos 69.942,21 pontos, em alta de 1,33%. Na mínima, atingiu 69.022 pontos (estabilidade) e, na máxima, os 69.949 pontos (+1,34%). No mês, acumula ganhos de 5,17% e, no ano, de 1,97%. O giro financeiro totalizou R$ 5,185 bilhões.
Inalterada
O Fed anunciou que a taxa dos Fed Funds segue inalterada entre zero e 0,25% ao ano e que deve se manter nesse patamar ainda por um ''período prolongado''. O temor dos investidores era de que essas duas palavras fossem tiradas do comunicado e, como isso não aconteceu, as Bolsas ampliaram os ganhos. O Fed também manteve inalterada a taxa de redesconto em 0,75% ao ano e confirmou que encerrará até o fim de março um de seus principais programas de sustentação à economia - as compras de US$ 1,25 trilhão em ativos lastreados em hipotecas -, o que deixará a nascente recuperação com menos apoio do governo. Segundo o BC dos EUA, a economia continua melhorando.
Bolsas
O Dow Jones terminou em alta de 0,41%, aos 10.685,98 pontos, o S&P avançou 0,78%, aos 1.159,46 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,67%, aos 2.378,01 pontos. O sinal positivo antecedeu o Fomc, puxado pelo número de obras residenciais iniciadas em fevereiro. O número foi ruim: recuou 5,9% ante previsão de -4,7%, mas embora tenha sido a maior baixa em quatro meses, ele se seguiu a uma forte revisão em alta do dado de janeiro, o que agradou. O índice do primeiro mês do ano passou de +2,8% para +6,6%. O dado de permissões para novas construções ainda surpreendeu positivamente: ao invés de recuo de 3,1% esperado pelos analistas, o dado caiu 1,6%.
Grécia
A Grécia ajudou as bolsas da Europa a subirem: o índice FT-100 de Londres fechou em alta de 0,48%, aos 5.620,43 pontos. Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou com avanço de 1,23%, aos 3.938,95 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX teve alta de 1,14%, para 5.970,99 pontos. O índice Ibex-35 da Bolsa de Madri subiu 0,93%, para 11.059,30 pontos.
Siderurgia
No Brasil, o setor siderúrgico foi um dos destaques de ganhos, depois de três dias capengando. As mineradoras também avançaram, ainda com a perspectiva sobre o reajuste do preço do minério de ferro. Vale seguiu ainda a alta dos metais e terminou com ganho de 2,50% na ação ON e de 2,42% na PNA. Outra mineradora, a MMX, do empresário Eike Batista, foi a segunda maior alta do Ibovespa, com +3,75%. Metalúrgica Gerdau PN liderou os ganhos, com 3,81%. Gerdau PN, +2,72%, CSN ON, +2,28%, e Usiminas PNA, +1,12%.
Petrobras
Petrobras também acompanhou a alta do petróleo no exterior e subiu, 1,12% na ON e 1,20% na PN. A estatal anunciou a descoberta de óleo leve na área de Piranema, na Bacia de Sergipe. Em comunicado, a empresa informou que o volume de óleo economicamente recuperável é estimado em 15 milhões de barris. Na Nymex, o contrato do petróleo para abril avançou 2,38%, para US$ 81,70.
Dólar
Apesar de todo o ambiente favorável a uma alta do real, a divisa nacional caiu ante o dólar ontem, dia em que se encerra o período de reserva da oferta das ações ordinárias da companhia de Eike Batista. Ao final do pregão, o dólar pronto da BM&F fechou em R$ 1,7670 (na máxima), alta de 0,23%, enquanto no balcão a moeda subiu 0,06%, a R$ 1,7640, depois de pouca oscilação, entre a máxima de R$ 1,7700 e a mínima de R$ 1,7620. O giro financeiro prévio era de US$ 3 bilhões (em D+2), segundo cálculos da Renascença Corretora, ante os US$ 2,827 bilhões de ontem. No mercado futuro, o dólar para abril 2010, o mais líquido, era negociado há pouco a R$ 1,7675, queda de 0,08%.
Euro
Perto das 16h40, o euro era negociado a US$ 1,3777, de US$ 1,3670 no fim da tarde de ontem. O dólar caía para 90,29 ienes, de 90,48 ienes ontem, e a libra subia para US$ 1,5257, de US$ 1,5049 ontem. Internamente, o Banco Central realizou leilão para compra de moedas no mercado à vista quase no final do pregão, até as 15h49, e fixou a taxa de corte em R$ 1,7670.
Juros
Nesta véspera da decisão do Copom, os juros futuros mantiveram o padrão das últimas sessões e encerraram de lado a negociação normal da BM&F. O volume concentrou-se no DI abril de 2010, com mais de 1,7 milhão de contratos negociados. Ainda que este vencimento seja curto o bastante para exigir do investidor a negociação de grandes lotes para obter algum ganho, é fato que esse movimento reflete as expectativas com o resultado desta que pode ser a última reunião de Henrique Meirelles no comando do Banco Central.
Contratos
O DI abril de 2010 (1.733.510 contratos) projetava 8,845%, de 8,83% no ajuste de ontem; o DI maio de 2010 (169.150 contratos) apontava 8,91%, de 8,89% ontem; e o DI julho de 2010 (112.540 contratos) estava em 9,35%, de 9,34% na última sessão. O DI janeiro de 2011 (160.220 contratos), estável, marcava 10,52%.





