MERCADO FINANCEIRO
Recuo
A Bovespa fechou ontem em queda de 0,46%, aos 69.023,75 pontos, no terceiro recuo consecutivo. Apesar da baixa, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) ainda acumula quase 3,8% de valorização no mês. A Bolsa passou a funcionar em um novo horário a partir de ontem, ajustando-se ao fim do horário de verão no Brasil e ao início do horário de verão nos Estados Unidos. O pregão regular na Bolsa tem início às 10 horas e encerra às 17 horas.
Estável
A cotação do dólar comercial fechou o dia praticamente estável, com leve alta de 0,06%, a R$ 1,764 na venda. No mês, a moeda acumula desvalorização de 2,38%. No ano, ainda tem ganho de 1,2%.
Cautela
Um clima de expectativas gerou cautela nos negócios ontem nos principais mercados financeiros globais, com investidores no aguardo de decisões sobre juros nos Estados Unidos e Japão, e atentos à sinalizações sobre possível aperto monetário na China.
Mercado doméstico
A cautela também marcou as operações no mercado doméstico, uma vez que o Banco Central anuncia amanhã a sua decisão sobre a taxa de juros no Brasil. Não há no mercado um consenso sobre o destino da Selic - as apostas se dividem entre manutenção em 8,75% e alta para até 9,25%.
Giro financeiro
Calibrado pelos R$ 5,03 bilhões do exercício de opções, o giro financeiro da sessão atingiu R$ 10,6 bilhões, o maior do ano. De acordo com profissionais do mercado, o investidor reagiu a comentários do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, na véspera, de que esse será o ano mais complicado do século para o país, cujos desafios são administrar com habilidade o crescimento estável, a reestruturação da economia e as expectativas inflacionárias.
Sustentável
''Hoje (ontem), o Ibovespa pagou o pato por se muito sensível às commodities'', disse Newton Rosa, economista-chefe da SulAmerica Investimentos.
Inflado
O volume financeiro da Bolsa foi inflado pelo vencimento dos contratos de opções, que ontem movimentou R$ 5,03 bilhões. Opções são contratos em que se negocia direitos de compra ou de venda de um ativo financeiro, mediante o pagamento de um prêmio. Os contratos mais negociados são justamente sobre papéis da Vale e da Petrobras, que costumam definir a tendência da Bovespa diariamente.
Vale
No vencimento deste mês, a opção preferida pelos investidores foi para compra de ação preferencial da Vale a R$ 46, com negócios de R$ 646,7 milhões. A segunda mais negociada foi outra opção de compra sobre ação da Vale, desta vez a R$ 40, com giro de R$ 583,6 milhões. A terceira foi uma opção de compra sobre ação preferencial da Petrobras, a R$ 35,83 (negócios de 487,8 milhões).
Siderúrgicas
Ações de siderúrgicas e de companhias de petróleo foram as que mais pesaram. No primeiro grupo, o carro foi puxado por MMX, que caiu 3,1%, a R$ 13,59, após a companhia ter anunciado na sexta-feira à noite que teve prejuízo de R$ 65,2 milhões no quarto trimestre de 2009.
Petroleiras
Já entre as petroleiras, o destaque negativo foi outra companhia do empresário Eike Batista, a OGX, com declínio de 2,9%, a R$ 16,80. O destaque positivo foi a ação ordinária da Eletrobrás, subindo 2,6%, a R$ 25,80. O presidente da estatal, José Antonio Muniz, disse ontem que a companhia deve investir R$ 9 bilhões em 2010 e que a capitalização da empresa não deve ocorrer neste governo.
China
Repercutiram nos negócios os comentários do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, no fim de semana, que ressuscitaram temores de aperto monetário naquele país. Ele destacou que os desafios da China em 2010 são administrar com habilidade o crescimento estável, a reestruturação da economia e as expectativas inflacionárias, e rechaçou a apreciação do iuan.
Nova York
Nos Estados Unidos, dados revelaram que a produção industrial reduziu a expansão para 0,1% em fevereiro, mesmo movimento do índice de atividade manufatureira do Fed de Nova York, que caiu a 22,86 em março. Outro relatório mostrou que os investidores tiraram US$ 33,4 bilhõea do país em janeiro.
Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou quase estável ontem, com um fraco ganho líquido, na medida em que os investidores compraram ações de tecnologia ligadas à chamada ''rede inteligente'', ante a expectativa de uma crescente demanda chinesa, além de ações de corretoras que estavam atrasadas em relação à valorização do índice. Essas compras apenas compensaram a realização de lucros em determinadas exportadoras que haviam subido recentemente. O índice Nikkei 225 adicionou apenas 0,72 ponto, ou 0,01%, e fechou aos 10.751,98 pontos.
(Das agências)





