De virada



Depois de abrir em alta, com movimento forte ainda por causa do vencimento de opções sobre ações na segunda-feira, a Bovespa virou na hora do almoço, acompanhando as Bolsas norte-americanas, e assim permaneceu até o final. O volume financeiro, que prometia ser robusto no início do dia, também perdeu o fôlego e terminou mais comedido do que o que se esperava inicialmente. O dado mais fraco do sentimento ao consumidor, medido pela Universidade de Michigan, acabou anulando o bom resultado das vendas no varejo nos EUA e as ações, lá, trabalharam sem rumo. Aqui, os investidores também aproveitaram para fazer uma realização de lucros, devolvendo parte dos ganhos acumulados no mês.

Em baixa


O Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,78%, aos 69.341,38 pontos, na mínima do dia. Na máxima, atingiu 70.486 pontos (+0,86%). No mês, a Bolsa acumula ganhos de 4,27% e, no ano, de 1,10%. Na semana, o índice subiu 0,72%. O giro financeiro negociado ontem totalizou R$ 5,822 bilhões. Embora o vencimento de opções sobre ações aconteça apenas na próxima segunda-feira, os investidores continuaram ontem a fazer ajustes nas suas posições para o exercício. Com esse pano de fundo - que serve principalmente a Petrobras e Vale -, houve espaço para uma reação da Bolsa aos indicadores norte-americanos.

Surpresa


O primeiro deles, de vendas no varejo, surpreendeu positivamente e levou os índices de ações para cima, mas, depois, o sentimento do consumidor, medido pela Universidade de Michigan, desagradou e fez os investidores tomarem o sentido contrário. Aqui, a queda se manteve no restante do dia porque foi acompanhada de um movimento de realização de lucros bastante espalhado.

Nos Estados Unidos


Nos Estados Unidos, os índices também viraram para baixo, mas não se mantiveram nessa trilha o resto do dia: ficaram no sobe-e-desce, ao redor da estabilidade, até o fim. O Dow Jones encerrou em alta de 0,12%, aos 10.624,69 pontos, o S&P acabou em baixa de 0,02%, aos 1.149,99 pontos, e o Nasdaq terminou com queda de 0,03%, aos 2.367,66 pontos. As vendas no varejo registraram inesperada alta em fevereiro nos Estados Unidos, de 0,3%, ante previsão dos economistas de queda de 0,3%. Já o índice de sentimento do consumidor dos EUA caiu de 73,6 em fevereiro para 72,5 em março. A previsão de analistas era de alta para 73,8.

Minérios

Vale terminou em baixa, mas Petrobrás subiu. Ontem, a agência Dow Jones informou que as mineradoras, entre elas a Vale, teriam suspendido as negociações sobre preço do minério com a China. Vale ON recuou 0,57% e Vale PNA, 0,58%. Petrobras ON encerrou em alta de 0,46% e a PN, de 0,03%. Na Nymex, o contrato do petróleo para abril recuou 1,06%, a US$ 81,24.

Fraco


O dólar encerra a semana enfraquecido ante o real, depois de quatro quedas em cinco dias. Pesaram ontem o giro fraco internamente, em um dia sem noticiário que afetasse o segmento de câmbio, e o recuo da moeda americana ante outras divisas, como o euro e a libra. Ao final do pregão de ontem, o dólar pronto na BM&F fechou em queda de 0,42%, a R$ 1,7620, mesma cotação do balcão, onde a retração foi de 0,45%. A divisa oscilou, ao longo do dia, entre a máxima de R$ 1,7680 e a mínima de R$ 1,7600. A cotação foi a menor desde 13 de janeiro e acumula, nesta semana, recuo de 1,34%. Em março, o dólar tem depreciação de 2,44%, mas, em 2010, alta de 1,09%. O giro financeiro das operações com liquidação em dois dias foi de US$ 2,6 bilhões, superior ante os US$ 2,181 bilhões de quinta-feira.

Euro


Perto das 16h40, o euro, que chegou a bater a máxima em 3 semanas mais cedo, era negociado a US$ 1,3761, bem acima do nível do final da tarde quinta-feira em Nova York de US$ 1,3679. Já o dólar valia 90,50 ienes, de 90,56 ienes quinta-feira, e a libra era cotada a US$ 1,5192, de US$ 1,5063 quinta-feira. No Brasil, a autoridade monetária local realizou seu rotineiro leilão para compra de dólares nos minutos finais do pregão, até 15h49, e fixou a taxa de corte em R$ 1,7632.

Estabilidade


Os juros futuros operaram perto da estabilidade ao longo da sessão. Mesmo com a agenda doméstica enfraquecida, não houve clima para a devolução dos prêmios acumulados quinta-feira, pois os indicadores fortes das vendas no varejo em janeiro, divulgados pelo IBGE, ainda pesam, com o noticiário do dia dando respaldo à ideia de que a economia brasileira está aquecida e em trajetória consistente de crescimento. Os vencimentos longos, a partir de 2012, chegaram a experimentar um alívio, reagindo a fatores técnicos.

Movimento


Ao término da negociação normal da BM&F, o DI abril de 2010 (366.405 contratos), primeiro a vencer após o próximo encontro do Copom, estava em 8,812%, de 8,82% quinta-feira. O DI janeiro de 2011 (317.970 contratos) projetava 10,52%, estável; o DI julho de 2010 (303.285 contratos) tinha taxa de 9,34% (mínima), ante 9,36% no último ajuste; e o DI janeiro de 2012 (151.315 contratos) marcava 11,63%, de 11,65% de quinta-feira.

Das agências

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