MERCADO FINANCEIRO
Recuo
Não foi ontem, de novo, que a Bovespa conseguiu recuperar o patamar de 70 mil pontos no fechamento. Ao contrário, o principal índice acionário doméstico recuou e afastou-se um pouco desse nível, em meio à movimentação dos investidores para o vencimento de opções sobre ações na próxima semana.
Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia em queda de 0,14%, aos 69.884,61 pontos. Na mínima do dia, registrou 69.411 pontos (-0,81%) e, na máxima, os 70.183 pontos (+0,29%). No mês, a Bolsa sobe 5,08% e, no ano, 1,89%. O giro financeiro totalizou R$ 5,849 bilhões.
Força
Ontem o dia foi recheado de dados com força para impactar os negócios nas Bolsas globais e não foi diferente no Brasil, com os números do PIB e de vendas do varejo. Mas, no final das contas, o movimento ficou concentrado entre Petrobras e Vale e o jogo, para o exercício da segunda-feira que vem.
China
O ocidente amanheceu ontem tendo em mãos os números divulgados pela China e eles mostraram que a atividade no gigante asiático segue robusta. Mas a inflação também está mais alta, o que suscitou rumores de que o governo vai adotar medidas para conter o avanço da economia. Com isso, o rumo das commodities metálicas foi o de queda - uma das exceções foi o cobre, que subiu após um novo tremor no Chile ontem.
EUA
Nos EUA, saíram os números de pedidos de auxílio-desemprego, que caíram 6 mil pedidos na semana até 6 de março, ante previsão de queda de 9 mil. As Bolsas norte-americanas também tiveram bastante volatilidade e, depois de boa parte do dia em queda, viraram para cima no final e terminaram nas máximas. Dow Jones subiu 0,42%, aos 10.611,84 pontos, S&P avançou 0,40%, aos 1.150,24 pontos, e Nasdaq ganhou 0,40%, aos 2.368,46 pontos.
Europa
Na Europa, o sinal vermelho predominou: o DAX da Bolsa de Frankfurt perdeu 0,14%, aos 5.928,63 pontos, o índice FTSE 100 da Bolsa de Londres caiu 0,41%, para 5.617,26 pontos. O índice CAC-40 da Bolsa de Paris cedeu 0,37%, aos 3.928,95 pontos, enquanto o índice IBEX35 da Bolsa de Madri recuou 0,68%, para 11.045,40 pontos.
Vale
De volta ao Brasil, Vale ON terminou o dia em baixa de 1,31% e a PNA em queda de 0,81%. A mineradora comunicou ontem a intenção de emitir bônus denominados em euros no mercado de capitais global, e para isso pediu listagem na Bolsa de Luxemburgo.
Petrobras
Petrobras fechou estável na ação ON e com alta de 0,14% na PN. Na Nymex, o contrato do petróleo para abril subiu 0,02%, a US$ 82,11 o barril. Anteontem, a Câmara dos Deputados conseguiu, enfim, concluir a votação dos quatro projetos que integram o marco regulatório do pré-sal. Os textos seguirão agora para o Senado e devem ter caráter de urgência pedido para sua conclusão ainda no primeiro semestre.
PIB
O PIB de 2009 não fez preço nos ativos: no ano passado, a economia brasileira recuou 0,2% ante 2008. Apenas no quarto trimestre, o PIB cresceu 2% ante o terceiro trimestre, e 4,3% ante o mesmo trimestre de 2008.
Câmbio
A cautela deu o tom aos negócios no mercado doméstico de câmbio. Ao final do pregão, o pronto da BM&F fechou a R$ 1,7695, com queda de 0,03%, enquanto a moeda no balcão marcou a terceira queda seguida e caiu 0,06%, a R$ 1,7700, operando perto da estabilidade durante quase todo o dia (máxima de R$ 1,7750 e mínima de R$ 1,7670). Nesses três pregões em baixa, a moeda perdeu 1%, no mês, -4,27%. O giro financeiro das operações com liquidação em dois dias foi de US$ 2 bilhões, ante os US$ 2,381 bilhões de anteontem.
Moedas
No segmento de moedas, o euro ganhou certo fôlego depois da divulgação do déficit comercial nos Estados Unidos. Uma leitura mais atenta dos números, entretanto, impediu movimentos mais abruptos e a moeda americana continuou a se valorizar ante outras, como o iene. Perto das 16h40, o euro era negociado a US$ 1,3671 ante os US$ 1,3656 no fim da tarde de anteontem. O dólar subia para 90,61, de 90,56 ienes na véspera. A libra subia para US$ 1,5051, de US$ 1,4966 anteontem.
Juros
A surpresa com o resultado robusto das vendas no varejo em janeiro desencadeou um forte processo de redução de posições vendidas em juros, o que pressionou as taxas para a cima desde a abertura dos negócios. Ao término da negociação normal, o DI abril de 2010, o primeiro a vencer após a decisão do Copom sobre a Selic na semana que vem, com 718.980 contratos, projetava 8,815%, de 8,77% no ajuste de anteontem; o DI janeiro de 2011 (386.825 contratos) estava na máxima de 10,52%, ante 10,46% ontem; o DI julho de 2010 (236.435 contratos) avançava de 9,29% para 9,36%. O DI janeiro de 2012 (90.195 contratos) tinha taxa de 11,65%, de 11,58% anteontem.





