MERCADO FINANCEIRO
Câmbio
A taxa de câmbio brasileira encerrou a sexta sessão de negócios abaixo de R$ 1,80, praticamente estável sobre o valor da semana passada. Alguns profissionais de mercado avaliam que as cotações devem oscilar novamente mais perto de R$ 1,85, olhando as contas externas do país. A expectativa pelos novos IPOs (lançamentos de ações), no entanto, continua a funcionar com um ''fator de baixa'' para as cotações. Investidores estrangeiros costumam ter participação maciça nessas operações -acima de 70% do total captado, tradicionalmente.
Oscilação
O dólar comercial foi vendido por R$ 1,788, em leve alta de 0,05%, nas últimas operações de ontem. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,792 e R$ 1,722. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,900, em um aumento de 0,52% sobre o fechamento da semana passada.
O Ministério do Desenvolvimento reportou ontem um superavit de US$ 500 milhões na primeira semana do mês. No acumulado do ano, o Brasil apresenta superavit comercial de US$ 727 milhões.
Ibovespa
Depois de acumular alta de 3,52% na semana passada, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve um pregão morno ontem. Ilustrando bem a falta de estímulos a compras ou vendas, o Ibovespa oscilou apenas 752 pontos entre máxima e mínima, até fechar com leve baixa de 0,39%, aos 68.575 pontos. O giro somou R$ 6,16 bilhões, 23% menor que o registrado na sexta-feira. Na máxima, o índice testou os 69.070 pontos.
Vale
Entre os carros-chefe, Vale PNA caiu 0,29%, a R$ 47,21, e Petrobras PN devolveu 0,30%, a R$ 35,70. Ainda entre os maiores volumes, OGX Petróleo ON teve acréscimo de 1,01%, a R$ 16,88, confirmando alta de 5,8% registrada na sexta-feira. O destaque de alta ficou com as units da América Latina Logística, que ganharam 4,38%, para fechar a R$ 16,89. Ainda na ponta de compra, Lojas Renner ON subiu 2,42%, a R$ 42,20.
Perdas
Puxando as perdas, CCR Rodovias ON caiu 3,59%, a R$ 37,55. No setor de construção, MRV ON cedeu 2,77%, a R$ 12,60, e Cyrela ON recuou 2,57%, a R$ 21,96. Perda superior a 2% também para as ações ON da BM & FBovespa, CCR Rodovias, MMX Miner e Fibria.
Balanço
Entre as empresas que apresentaram balanço, JBS ON avançou 1,89%, cotada a R$ 9,67. O frigorífico registrou lucro líquido de R$ 127,9 milhões no quarto trimestre de 2009, revertendo o prejuízo de R$ 53,2 milhões de igual trimestre de 2008. No acumulado do ano, o resultado líquido foi positivo em R$ 129,4, milhões, bem acima do lucro de R$ 25,9 milhões de 2008.
Tombo
Os recibos de ações da Laep, que controla a Parmalat, levaram um tombo de 22,5%, para fechar a R$ 1,24. A venda é atribuída às declarações do presidente da JBS, Joesley Batista, sobre a falta de interesse da companhia em entrar no mercado de leite longa vida. Durante algumas semanas se especulava que a JBS poderia comprar ativos da Parmalat.
Telebrás
Também da chamada quinta linha, Telebrás PN cedeu 13,06%, para R$ 1,93. Já as ações ON da Inepar Telecom, empresa sem atividade operacional, caíram 3,29%, a R$ 0,88, mas chegaram a ganhar mais de 27%. Semana passada, o papel chamou atenção ao registrar fortes oscilações.
IPCA
Entre outras notícias importantes do dia, o boletim Focus mostrou que a maioria do mercado financeiro revisou mais uma vez para cima suas expectativas para a inflação do ano, projetando um IPCA de quase 5% para 2010. A meta oficial de inflação para este ano é de 4,5%.
Em leilão realizado por volta das 15h30 (hora de Brasília), o Banco Central comprou moeda aceitando ofertas por R$ 1,7894 (taxa de corte).
Retaliação
O governo brasileiro divulgou a lista com os produtos norte-americanos que sofrerão retaliação depois que os Estados Unidos subsidiaram os produtores de algodão locais prejudicando os exportadores brasileiros. Ao todo, o valor da sanção é de US$ 591 milhões. Outros US$ 238 milhões em retaliaçãoes devem ser aplicados nos setores de propriedade intelectual e serviços, mas ainda sem data definida.
Grécia
Por conta da crise financeira pela qual passa a Grécia, que tem uma dívida bilionária para pagar, França e Alemanha estudam a criação de um FMI (Fundo Monetário Internacional) europeu. O objetivo é reforçar a cooperação econômica no continente e ajudar países da zona do euro que estiverem endividados.
China
Na China, o ministro do Comércio afirmou que qualquer aumento na taxa de câmbio do iuan será feito de forma gradual. Em meados de 2008, o país havia fixado a taxa cambial de sua moeda em cerca 6,83 iuans por dólar para evitar grandes perdas por seus exportadores no auge da crise mundial. Mas o governo chinês tem sido pressionado por Estados Unidos e Europa para abandonar esta política já que sua economia mostrou rápida recuperação a exemplo dos sucessivos superavits comerciais que tem obtido.





