MERCADO FINANCEIRO
Reação
A cotação da moeda americana teve um repique após três dias consecutivos de desvalorização. Os mercados mundiais estão relativamente otimistas de que a crise financeira da Grécia pode ter um desenlace mais positivo, aguardando um posicionamento da comunidade europeia. A taxa de câmbio brasileira recuou em boa parte do expediente, mas subiu nas últimas horas da rodada de negócios. Dessa forma, o dólar comercial foi vendido por R$ 1,790, em um avanço de 0,44% sobre a cotação de ontem. Os preços registrados hoje variaram entre o valor máximo de R$ 1,795 e o mínimo de R$ 1,775. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,890, estável. No front doméstico, o Banco Central informou que o fluxo cambial do país (diferença entre saída e entrada de dólares) teve um saldo positivo de US$ 676 milhões neste bimestre.
Fundos de pensão
A Petros, fundo de pensão dos empregados da Petrobras, pretende manter sua participação como acionista dentro da oferta pública de ações que a empresa vai fazer em seu processo de capitalização. Sem estimar valores, o presidente do fundo, Wagner Pinheiro, afirmou que a Petros está preparada para o processo. ''Temos a intenção de acompanhar o que será ofertado e manter nossa participação. Temos uma fatia pequena, mas é importante mantê-la'', declarou hoje em seminário na sede da Previ.
Novos projetos
Wagner Pinheiro comentou que a Petros pretende manter a estratégia de participar dos novos projetos de infraestrutura que estão sendo desenvolvidos no país. Para ele, a aposta mostra uma visão de longo prazo. Anteriormente, explicou, os fundos de pensão optavam por títulos públicos federais, e os projetos de infraestrutura são a melhor escolha neste momento.
''É um ambiente que está sendo bem regulado e que segue sendo um setor de interesse para a Petros.''
Saldo em carteira
O fundo de pensão da Petrobras tem R$ 46 bilhões em sua carteira de investimentos, sendo que 33% desse total é ligado a investimentos de renda variável. O objetivo, segundo Pinheiro, é que essa proporção chegue a 40%.
Positivo
A maioria dos mercados asiáticos apresentou números positivos ontem. Os investidores mostraram otimismo com o comportamento de Wall Street e também com a perspectiva de que a Grécia anuncie um novo pacote de austeridade fiscal. Apenas a Bolsa de Hong Kong encerrou em leve queda, ainda pressionada pelos maus resultados do balanço anual do peso pesado HSBC e por conta da cautela dos investidores, às vésperas da abertura do Congresso Nacional do Povo chinês. O índice Hang Seng perdeu 29,32 pontos, ou 0,1% e terminou aos 20.876,79 pontos. HSBC, que desabou 7% na terça-feira, teve recuperação de 1,1%. Hang Seng Bank, porém, baixou 0,3%. A fornecedora de energia Hongkong Electric baixou 2,4%.
Maior nível
As Bolsas da China fecharam no maior nível em seis semanas, lideradas por ganhos em empresas de agricultura e de eletrodomésticos, por conta das expectativas de que políticas preferenciais para essas indústrias serão anunciadas durante o Congresso Nacional do Povo. O índice Xangai Composto ganhou 0,8% e encerrou aos 3.097,00 pontos. O Shenzhen Composto subiu 0,9% e terminou aos 1.194,11 pontos. Heilongjiang Agriculture disparou 5%, enquanto Hunan Jinjian Cereals Industry faturou 4,7%. Já ações da Leshan Electric Power tiveram elevação de 4,9% e Yunnan Wenshan Electric Power avançou 3,5%.
Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou com ligeira alta ontem, ajudada pelo ganho das ações da Nippon Steel, ao mesmo tempo que as pesos pesados Toyota e Fast Retailing também se sobressaíram, impulsionadas pela divulgação de dados positivos. O índice Nikkei 225 avançou 31,30 pontos, ou 0,3%, e fechou aos 10.253,14 pontos. O maior ganho setorial foi registrado no setor de ferro e aço, provocado pelo anúncio da Federação de Ferro e Aço do Japão de que as exportações de produtos siderúrgicos do país tiveram crescimento de 71,7% em janeiro, para 3,44 milhões de toneladas, graças à demanda em expansão da Coreia do Sul, da China, de Taiwan e da Tailândia. As ações da Nippon Steel terminaram com um ganho de 1,8%, enquanto as da Kobe Steel adicionaram 3%.
Austeridade grega
O governo grego decidiu ampliar as medidas de austeridade relacionadas aos salários e benefícios dos servidores, assim como elevar o imposto sobre valor agregado (VAT) em dois pontos porcentuais, disse uma fonte do governo ontem.
As medidas incluem corte de 30% nas bonificações que os servidores públicos recebem no Natal, Páscoa e relativas a férias, equivalendo a uma redução de mais de 60% no valor de um mês salarial. Os servidores civis recebem um salário extra no Natal e outro por meio de bônus durante o feriado da Páscoa e no mês de agosto. Além disso, a aposentadoria dos servidores públicos será congelada. As medidas devem produzir um retorno ao Estado de mais de 4 bilhões de euros este ano, segundo a fonte do governo.
Europeias em alta
As bolsas de valores europeias subiram pela quarta sessão seguida, após a Grécia tomar mais um passo para colocar suas finanças em ordem e os indicadores mostrarem que o mercado de trabalho norte-americano não está piorando. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,7% para 252,50 pontos, com desempenho particularmente positivo do setor de matérias-primas. O euro ganhou frente ao dólar e o spread entre a dívida do governo da Grécia e os bônus da Alemanha caiu, após a Grécia ter informado que cortará seu orçamento e aumentará impostos para obter um retorno de 4,8 bilhões de euros.
(Das agências)





