Queda



A cotação da moeda americana encerrou o dia abaixo de R$ 1,80 pela primeira vez desde 20 de janeiro. Profissionais de mercado apontaram o fato de que, nesse momento, há uma tranquilidade um pouco maior sobre a situação da zona do euro, onde aparentemente se encaminha uma solução para a questão grega.
O dólar comercial foi negociado com desconto desde as primeiras operações e terminou o expediente no patamar de R$ 1,798, o que representa um decréscimo de 0,49% sobre a cotação final da semana passada. Ao longo do dia, as cotações oscilaram entre a máxima de R$ 1,816 e a mínima R$ 1,795.


Bovespa


A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) operou em alta ontem, pelo terceiro dia consecutivo. Por volta de 17h, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) subia 1,16%, aos 67.275,48 pontos. No mesmo horário, a cotação do euro caía 0,71%, a R$ 2,444 na venda.

IPCA


Entre as principais notícias do dia, o mercado financeiro elevou as projeções para inflação ao consumidor neste ano e no próximo. O cenário para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) em 2010 foi revisto para alta de 4,91%, ante 4,86% na semana anterior. A estimativa para a inflação em 2011 subiu para 4,53%, contra 4,5% antes.


Balança comercial


A balança comercial brasileira registrou superavit de US$ 394 milhões em fevereiro, 78% a menos que o saldo positivo de US$ 1,761 registrado em igual período de 2009. Em janeiro de 2010, a balança teve deficit de US$ 166 milhões. Dados do Banco Central mostram que os investidores estrangeiros tiraram R$ 1,1 bilhão da Bolsa em fevereiro até o dia 25. Apenas neste dia, foram sacados R$ 611 milhões do mercado de ações.


União Europeia


A União Europeia voltou a cobrar medidas mais drásticas do governo grego para reduzir o deficit das contas públicas. O que o mercado refletiu, no entanto, foram as especulações de uma possível injeção de recursos no país mediterrâneo, possivelmente até o final desta semana. Fora do campo dos rumores, o que profissionais de mercado notaram foi que agentes financeiros estão menos nervosos com o desenlace da crise grega. E comemorando alguns indicadores mais positivos da economia americana, que mostram recuperação, ainda que lenta.

Relatório


''Provavelmente, o dólar deve oscilar entre R$ 1,79 e R$ 1,81 no curto prazo. A questão é que o dólar a esse preço [R$ 1,79] chama muito a atenção, e o Banco Central tem atuado diariamente. Provavelmente, quando ele publicar o seu relatório do mês, nós vamos ver que as compras [de moeda] subiram significativamente'', comenta Reginaldo Galhardo, diretor da corretora de câmbio Treviso. ''Nós notamos que o fluxo de dólares está forte. Tem sobrado uma quantidade de dólares muito grande todo o dia para o BC absorver'', acrescenta.

Exportações


O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, afirmou ontem que o governo estuda adotar uma série de medidas para estimular as exportações brasileiras. ''Muitas dessas medidas são na área tributária, mas há medidas na área cambial, e o Banco Central está estudando isso. Há medidas na área de simplificação e facilitação do comércio'', disse Barral.

Medidas


Questionado sobre quando sai o pacote de estímulos, Barral afirmou que não existe um pacote, mas uma série de medidas que estão em discussão no governo.
De acordo com dados divulgados ontem pelo ministério, as exportações brasileiras em fevereiro somaram US$ 12,2 bilhões, uma média de US$ 677,6 milhões por dia útil, recorde para um mês de fevereiro. Desse valor, 58,3% é composto por produtos industrializados, com mais valor agregado. Esse índice é inferior ao verificado em fevereiro de 2009 (61,9%).

Matéria-prima


Dados divulgados ontem indicam que a importação de matéria-prima cresceu 50,3% na média diária do ano, em relação a fevereiro de 2009. Houve também grande aumento na importação de bens de consumo. Só a compra de carros no Brasil cresceu 116,2%, vindos de Argentina, México e Coreia do Sul. Importação de combustíveis e lubrificantes tiveram incremento de 92,8%. O ministério comemora recuperação de mercados emergentes, que estão se recompondo mais rapidamente do que de alguns países da Europa, por exemplo. Só o aumento de exportação para a Argentina foi de 63,5%, em comparação com fevereiro de 2009.

China


O Brasil apresentou ainda aumento de 43,1% nas exportações para a China, e crescimento de 54,5% nas importações. No entanto, o maior parceiro comercial do Brasil ainda são os Estados Unidos, que compraram US$ 2,7 bilhões do país em fevereiro. A meta para 2010 de exportações é de US$ 168 bilhões.

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