MERCADO FINANCEIRO
Volátil
O pregão de ontem na Bovespa foi um resumo de como se comportou o mercado acionário ao longo desse mês: volátil, insosso e giro mais fraco. Ontem, as bolsas brasileira e norte-americanas abriram em alta, mas acabaram virando para baixo depois de mais um indicador ruim nos EUA. O movimento de venda, no entanto, sucumbiu no período da tarde, e os índices acabaram operando quase que todo o resto do dia ao redor da estabilidade. No mês, os investidores conseguiram recuperar parte das perdas de 4,65% de janeiro, mas pouco.
Em alta
O Ibovespa subiu 0,58%, aos 66.503,27 pontos. Na mínima do dia, registrou 65.607 pontos (-0,78%) e, na máxima, os 66.510 pontos (+0,59%). Em fevereiro, a Bovespa registrou ganho de 1,69%, reduzindo as perdas de 2010 a -3,04%. O giro financeiro totalizou R$ 6,52 bilhões ontem. No mês até ontem, o giro médio estava 3,5% menor do que o registrado em janeiro, com R$ 6,517 bilhões.
Sinais
Nessa sexta-feira, os índices acionários amanheceram com um sinal favorável vindo da Ásia, mas, depois, as notícias sobre a Grécia e, sobretudo, o dado ruim de vendas de imóveis usados nos Estados Unidos, levaram os índices a virarem para baixo. Do lado de lá do globo, a Índia reduziu a meta de déficit; o Japão anunciou um avanço da produção industrial em janeiro e a primeira alta em 17 meses das vendas varejistas no mês passado; e a Austrália divulgou aumento no crédito ao setor privado.
Pela Europa
Na Europa, o Reino Unido anunciou uma revisão em alta do PIB do quarto trimestre de 2009. Mas a Grécia resolveu adiar seus planos de vender bônus globais nos EUA e na Ásia. No final das contas, as Bolsas europeias subiram, ajudadas pelas ações ligadas a commodities, como mineradoras.
Pelos Estados Unidos
Nos EUA, o PIB do quarto trimestre revisado subiu 5,9%, acima dos 5,7% da estimativa anterior, mas em linha com as previsões dos analistas. Em razão disso, o que teve peso sobre os negócios foi o dado de residências. As vendas de imóveis residenciais usados caíram 7,2% nos EUA em janeiro na comparação com dezembro, ante previsão de que subiriam 0,9%. O Dow Jones relevou e fechou em alta de 0,04%, aos 10.325,26 pontos, o S&P avançou 0,14%, aos 1.104,49 pontos, e o Nasdaq terminou com ganho de 0,18%, aos 2.238,26 pontos.
Pelo Brasil
No Brasil, o setor siderúrgico, que quinta-feira já foi destaque de ganhos, continuou no azul, ontem com os holofotes voltados para CSN ON, que divulgou seu balanço. A empresa apresentou no quarto trimestre de 2009 lucro líquido de R$ 745,431 milhões, inferior em 81% aos R$ 3,936 bilhões do mesmo período de 2008. No exercício de 2009, a queda foi de 54,9% para R$ 2,598 bilhões, ante R$ 5,774 bilhões em 2008. CSN ON terminou em +1,98%.
Liderança
Fibria ON liderou as perdas do Ibovespa, com -5,32%. A empresa de papel e celulose constituída da união entre Votorantim Celulose e Papel e Aracruz anunciou prejuízo líquido de R$ 150 milhões no quarto trimestre de 2009, ante um resultado pro forma também negativo de R$ 968 milhões no mesmo período de 2008. No ano, a empresa teve lucro líquido de R$ 558 milhões, comparado ao prejuízo de R$ 1,310 bilhão em 2008.
Câmbio
O dólar perdeu de quase todas as moedas nessa sexta-feira, na medida em que boas notícias do Japão e da Índia, assim como o PIB americano, deram certo otimismo aos investidores. No mercado doméstico, ainda pesou a disputa entre comprados e vendidos para a formação da ptax (média das cotações ponderadas pelo volume) que definirá a liquidação dos contratos futuros de março. Os vendidos deram o tom à disputa e a moeda, no mercado à vista, encerrou a R$ 1,8022 na BM&F, queda de 1,52%, enquanto no balcão recuou 1,37%, a R$ 1,8060 (máxima de R$ 1,8230 e mínima de R$ 1,8000).
De volta
Com a forte queda de ontem, a divisa no balcão voltou bem perto do patamar da sexta-feira passada, quando estava em R$ 1,8050 (foram três dias de alta, um de estabilidade e ontem a única baixa). O giro financeiro das operações com liquidação em dois dias (D+2) projetado era de US$ 4,1 bilhões, bem acima em relação aos US$ 2,261 bilhões de quinta-feira. No mercado futuro, o contrato para março de 2010 era negociado às 16h40 a R$ 1,8115 (queda de 0,66%).
De rotina
A autoridade monetária brasileira realizou seu já rotineiro leilão para compra de dólares no mercado à vista no período da manhã (até 11h51) e fixou a taxa de corte em R$ 1,8178. Mas a moeda perdeu ainda mais valor depois disso, enquanto o euro se valorizava e as bolsas internacionais subiam. O euro voltou hoje ao patamar de US$ 1,36 e era negociado, perto das 16h40, a US$ 1,3621, alta de 0,25%, enquanto o dólar tinha queda de 0,41%, a 88,88 ienes, com base no fechamento da Comstock, à meia-noite de Nova York.
Das agências





