MERCADO FINANCEIRO
Perdas
A cotação do dólar comercial encerrou estável ontem, a R$ 1,826 na venda. Com isso, a moeda americana acumula ganhos de 1,16% na semana, mas mantém perdas de 3,13% no mês. ''O mercado estava movimentado, com volume bom'', disse Rodrigo Nassar, gerente da mesa financeira da corretora Hencorp Commcor. Outros três profissionais de mercado relataram fluxo positivo nesta sessão, principalmente entre 12h e 13h. De acordo com dados parciais da clearing (câmara de compensação) da BM&FBovespa, houve mais de US$ 3 bilhões em operações no mercado à vista. O principal contrato do dólar futuro tinha 280 mil contratos negociados às 16h30.
Taxa
A principal influência sobre a taxa de câmbio, porém, foi o mercado internacional. As variações, tímidas, eram um ajuste ao movimento dos dois dias anteriores, quando o aumento da aversão a risco valorizou o dólar em relação à maioria das moedas, exceto o iene.
Bovespa
A Bovespa reiniciou a sessão em queda ontem, após ter as operações suspensas entre 14h50 e 16h. Por volta de 16h05, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) registrava recuo de 0,21%, aos 65.972,30 pontos. A cotação do euro avançava 0,17%, a R$ 2,471 na venda.
Desemprego
Entre as principais notícias do dia no Brasil, a taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas teve um leve acréscimo na virada de dezembro de 2009 para janeiro de 2010, passando de 12,5% para 12,6% da População Economicamente Ativa (PEA). Na comparação com os meses de janeiro, entretanto, é a menor taxa desde 1998, segundo levantamento feito pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística Socioeconômicos (Dieese).
Leve alta
As bolsas de valores europeias fecharam em leve alta, com o avanço do HSBC Holdings compensando a fraqueza dos bancos espanhóis Santander e BBVA, frente a um panorama de incertezas sobre a economia e problemas trabalhistas. As bolsas europeias também se beneficiaram dos comentários do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, o qual afirmou que a taxa de juros nos Estados Unidos permanecerá baixa por um período estendido.
Dow Jones
O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 finalizou o dia com alta de 0,2%, a 247,28 pontos. Apesar disso, o índice está em queda de 2,6% no ano até agora, incluídas as perdas de anteontem que se seguiram a dados desapontadores sobre a confiança do consumidor americano, sobre a confiança empresarial na Alemanha e comentários negativos do presidente do Banco da Inglaterra, Mervyn King.
Bernanke prometeu novamente manter a taxa de juros em níveis ultrabaixos.
Enquanto isso, a agência Standard & Poor's alertou que um rebaixamento no rating da Grécia, possivelmente em uma ou duas notas, é possível em um mês.
Frankfurt
O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, fechou em alta de 0,2% a 5.615,51 pontos, enquanto o índice CAC-40, da Bolsa de Paris, subiu 0,2% para 3.715,68 pontos. O índice FTSE da Bolsa de Londres avançou 0,5% para 5.342,92 pontos, ajudado por um ganho de 2,46% nas ações do gigante bancário HSBC Holdings. O gigante bancário com foco na Ásia deverá publicar seus resultados na segunda-feira.
Banco Central
A compra de dólares realizada diariamente pelo Banco Central aumentou as reservas internacionais em US$ 302 milhões em fevereiro até o dia 19, quando o montante estava em US$ 240,422 bilhões. A informação foi divulgada ontem pela instituição. Na média diária, a autoridade monetária adquiriu US$ 23,2 milhões em cada dia de fevereiro até o dia 19. Em janeiro, a média diária de compras era maior, de US$ 89,9 milhões.
Fluxo cambial
O BC também divulgou novamente os dados apresentados anteontem pelo chefe adjunto do Departamento Econômico do órgão, Túlio Maciel. Em fevereiro até o dia 19, o fluxo cambial apresentava saída líquida de US$ 269 milhões. O resultado foi determinado pelo deficit de US$ 2,095 bilhões do segmento comercial, onde o saldo negativo foi gerado por importações de US$ 8,877 bilhões e exportações de US$ 6,782 bilhões. No segmento financeiro, o fluxo do mês acumula ingresso líquido de US$ 1,827 bilhão, resultante de entradas de US$ 15,685 bilhões e saídas de US$ 13,859 bilhões.
Confiança
O avanço da inflação nos dois primeiros meses do ano aliado ao atual endividamento das famílias brasileiras, que promoveram uma antecipação de compras de bens duráveis no ano passado, conduziram a queda de 2,2% no Índice de Confiança do Consumidor (ICC) em fevereiro deste ano, na comparação com janeiro. A avaliação é do economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Aloisio Campelo.
(Das agências)





