Apático

A Bovespa teve um início de semana bastante sonolento, com um pregão apático no qual predominou, pelo menos à tarde, estabilidade e volume fraco. O índice operou de olho nas Bolsas norte-americanas, com as ações da Petrobras e Vale na gangorra: a primeira em alta e a segunda, em queda.

Ibovespa

O Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,61% aos 67.184,16 pontos. Na mínima, registrou 67.035 pontos (-0,83%) e, na máxima, os 68.120 pontos (+0,77%). No mês, acumula alta de 2,73% e, no ano tem perdas de 2,05%. O giro financeiro totalizou R$ 5,680 bilhões.

Sem sustentação

Pela manhã, os investidores até gostaram do indicador divulgado nos Estados Unidos, assim como das notícias corporativas, e as Bolsas abriram em alta. Dados e noticiário, no entanto, não tiveram força para sustentar os ganhos e as bolsas acabaram virando com a proposta do presidente dos EUA, Barack Obama, para reforma do sistema de saúde.

Bolsas

O Dow Jones terminou a sessão em queda de 0,18%, aos 10.383,38 pontos, o S&P recuou 0,10%, aos 1.108,01 pontos, e o Nasdaq terminou com variação negativa de 0,08%, aos 2.242,03 pontos. As Bolsas europeias também recuaram: o FTSE da Bolsa de Londres perdeu 0,11%, o índice Dax da Bolsa de Frankfurt caiu 0,59%, o índice CAC-40 da Bolsa de Paris recuou 0,34%, e o índice IBEX35 da Bolsa de Madri recuou 0,99%.

Papéis

No Brasil, Petrobras ON subiu 0,73% e PN, 0,87%. Ontem, o HSBC elevou a recomendação dos papéis da estatal de neutra para overweight. Na Nymex, o contrato do petróleo para março, que venceu ontem, subiu 0,44%, para US$ 80,16. Vale ON caiu 1,92% e PNA, 1,57%. A empresa assinou memorando de entendimentos para participar da licitação de hidrelétrica de Belo Monte em consórcio com a Andrade Gutierrez, a Neoenergia Investimentos e a Votorantim Energia.

Câmbio

Em um dia de poucas notícias, o dólar encontrou espaço para uma leve alta ante o real, depois de três quedas consecutivas na semana passada, diante, principalmente, da continuada apreensão com a Grécia. Ao término do pregão de ontem, o pronto da BM&F fechou em R$ 1,8091, com alta de 0,23%, enquanto a moeda no balcão subiu 0,22%, a R$ 1,8090, depois de oscilar entre a máxima de R$ 1,8130 e a mínima de R$ 1,7970.

Balança

Localmente, os números da balança comercial divulgados ontem foram positivos e mostraram a reversão do deficit da primeira semana. A balança comercial brasileira registrou um superavit de US$ 691 milhões na segunda semana de fevereiro (dias 8 a 14), segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). No período, as exportações somaram US$ 3,661 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 2,970 bilhões, com média diária de US$ 594 milhões. Já na terceira semana deste mês (dias 15 a 21), a balança comercial brasileira registrou um superavit de US$ 216 milhões, resultado de exportações de US$ 2,179 bilhões menos importações de US$ 1,963 bilhão. No ano, o resultado já é positivo em US$ 569 milhões, afastando a hipótese de deficit comercial no ano.

Projeções

Além disso, os analistas mantiveram, na pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central, a estimativa para o patamar da taxa de câmbio no fim de 2010. A mediana das previsões para a cotação da moeda norte-americana ao final de dezembro seguiu em R$ 1,80. Quatro semanas atrás, a estimativa para o câmbio no fim deste ano estava em R$ 1,75. Para 2011, a previsão para a taxa de câmbio seguiu em R$ 1,85. Há um mês, as estimativas dos analistas estavam em R$ 1,83. A mediana das previsões para a taxa média de câmbio no decorrer de 2010 subiu de R$ 1,83 para R$ 1,84. Para 2011, a estimativa de dólar médio foi mantida em R$ 1,83.

Juros

A nova deterioração das medianas de inflação na pesquisa Focus e a expectativa em relação ao IPCA-15 de fevereiro, que o IBGE informa hoje, reforçaram o sentimento de que o Banco Central tem argumentos para antecipar para março o processo de aperto na Selic, o que sustentou os juros futuros em alta. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI abril de 2010 (90.045 contratos) estava em 8,72%, de 8,71% na sexta-feira; o DI julho de 2010 (72.020 contratos) projetava 9,21% (máxima), de 9,18% no ajuste anterior; e o DI janeiro de 2011 (296.285 contratos) avançava a 10,34% (máxima), de 10,27% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2012 (104.195 contratos) subia a 11,44%, de 11,40% no último ajuste. O DI janeiro de 2014 (13.185 contratos) tinha taxa de 12,21%, de 12,20% anteriormente.

(Agência Estado)

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