Acomodação



A taxa de câmbio brasileira cedeu na maior parte da rodada de negócios de ontem, o primeiro dia em horário integral desta semana, após o feriado prolongado do Carnaval. Profissionais de mercado apontam uma relativa acomodação dos agentes financeiros à situação da zona do euro, assunto que tem dominado as conversas nas mesas de operações nas últimas semanas. Os agentes financeiros negociaram o dólar comercial por R$ 1,823 nos minutos finais do expediente de ontem, o que significa um decréscimo de 0,27% sobre a cotação de anteontem. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,839 e R$ 1,821. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,930, em um recuo de de 1,02%.


Bovespa


A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou ontem em alta de 0,82%, aos 67.836,08 pontos, depois de oscilar entre o positivo e o negativo durante toda a sessão. Com isso, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) registra a maior pontuação das últimas quatro semanas, quando, em 20 de janeiro, atingiu 68.200,06 pontos. A Bolsa caminha para zerar a queda acumulada este ano, que ainda é de 1,1%. ''Não houve um fator decisivo para a alta do mercado porque os índices foram bastante conflitantes. Prevaleceram os que deram uma sinalização positiva para a frente'', disse Newton Rosa, economista-chefe da SulAmerica Investimentos.

Europa


Na Europa, as Bolsas fecharam no azul: em Londres, o índice FT-100 avançou 0,92%; em Paris, o índice CAC-40 subiu 0,61%; em Frankfurt, o índice Dax-30 perdeu 0,57%.

Vale e Petrobras


No Brasil, as blue chips Vale e Petrobras subiram, acompanhando os ganhos das commodities. Vale ON avançou 1,70% e PNA, 2,05%. Petrobras ON terminou em +0,81% e PN em +1,28%. Na Nymex, o contrato do petróleo para março registrou variação positiva de 2,24%, a US$ 79,06 o barril.

Banco Central


No mercado local, o Banco Central continuou reduzindo o volume de moeda que compra no mercado à vista. A compra de dólares realizada diariamente pela autoridade monetária elevou as reservas internacionais em US$ 257 milhões nas duas primeiras semanas de fevereiro, segundo números divulgados hoje. Na média, o BC tem adquirido US$ 25,7 milhões em cada dia deste mês. O valor é bastante inferior à média observada em janeiro, quando o BC retirou, na média, US$ 89,9 milhões em cada dia do mercado de câmbio.


Deficit público


A situação fiscal da Grécia ainda preocupa, mas os esforços da comunidade europeia em apoiar o país aparentemente surtiram efeito nas mesas de operações. A nação grega tem um prazo de 30 dias para apresentar resultados em seu programa para reduzir o deficit público, cerca de quatro vezes o determinado para os países que adotam o euro como moeda. Ontem, o ministro grego George Papaconstantinou (Finanças) pediu que a União Europeia coloque ''na mesa'' de maneira mais clara como pretende ajudar o seu país no caso do agravamento da crise.

Expectativa


''Parece que a Grécia parou de assustar como estava acontecendo. Há uma expectativa de que o quadro não esteja tão feio como se pensava. No mercado já se afirma que a Grécia não vai ser um novo 'Leman Brothers''', comenta Luiz Fernando Moreira, da mesa de operações da corretora Dascam, numa referência ao banco de investimentos cuja quebra em setembro de 2008 precipitou a fase mais dramática da recente crise mundial.

Fluxo cambial


Entre outras notícias importantes do dia, o Banco Central revelou que o fluxo cambial do país está positivo em US$ 526 milhões no início de fevereiro (até o dia 12). No acumulado do ano, o fluxo cambial é positivo em US$ 1,6 bilhão.


Juros


Os juros futuros de curto prazo encerraram próximos da estabilidade, enquanto os vencimentos longos recuaram. Os investidores devolveram posições tomadas pela manhã, que pressionaram para cima os contratos com prazo até 2012, montadas em reação aos dados robustos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2011 (167.270 contratos) estava em 10,25%, de 10,24% no ajuste de ontem. O DI julho de 2010 (54.965 contratos) sustentava, por mais esta sessão, a taxa de 9,15%, estável. O DI janeiro de 2012 (86.155 contratos) projetava 11,40%, de 11,41% ontem. Nos mais longos, o DI janeiro de 2014 (14.470 contratos) cedia de 12,29% para 12,25% (mínima) e o DI janeiro de 2017 (2.850 contratos) tinha taxa de 12,68%, de 12,71% ontem.

Empregos


No Brasil, o destaque foi a geração de 181.419 empregos formais em janeiro, recorde para o mês. Contribuiu o resultado a geração de 68.920 empregos formais na indústria de transformação.

BNDES


O lucro do banco BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) cresceu 27% em 2009 e totalizou R$ 6,7 bilhões, contra R$ 5,3 bilhões do ano anterior.

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