Em queda


Após dois dias sem operar por causa do feriado de Carnaval, o dólar comercial encerrou ontem em queda de 1,66%, a R$ 1,832 na venda. No mês, a moeda tem queda acumulada de 2,81%. No ano, ganho ainda é de 5,11%. Entre as principais notícias do dia, a produção industrial nos Estados Unidos cresceu 0,9% em janeiro, mais do que o esperado, com ganhos em todas as principais categorias. O aumento da produção industrial de dezembro foi revisado para cima, de 0,6% para 0,7%.

Bovespa


A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operou em alta ontem, em sessão mais curta após dois dias sem funcionamento. Por volta de 16h, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) subia 2,32%, aos 67383,86 pontos. No mesmo momento, a cotação do euro caía 1,4%, a R$ 2,493 na venda.

Europeias


As Bolsas europeias atingiram ontem o maior nível de fechamento em duas semanas, impulsionadas pelas financeiras após o lucro do BNP Paribas no quarto trimestre ter superado as expectativas. O BNP Paribas fechou o ano de 2009 com lucro líquido de 5,832 bilhões de euros, o que representa crescimento de 93% em comparação com os 12 meses antecedentes. A receita alcançou 40,191 bilhões de euros, com alta de 47%.

Negócios


A melhora do humor nos mercados internacionais facilitou a volta aos negócios ontem. Apesar das preocupações que ainda rondam a economia global, os investidores adotaram comportamento mais festivo no exterior, durante o carnaval no Brasil. Com a percepção de que o quadro na Grécia está relativamente sob controle, dados positivos da economia dos Estados Unidos e balanços de bancos bem recebidos na manhã de ontem, caso do BNP Paribas e ING, estimulam a compra de ativos financeiros depreciados pela turbulência das últimas semanas. As bolsas europeias avançam cerca de 1%.


Polêmica


Durante o feriado brasileiro, a polêmica sobre a dívida do país pegou fogo com uma reportagem do New York Times, relevando que, em 2001, a Grécia fechou negócios envolvendo derivativos com o Goldman Sachs que permitiram camuflar o seu endividamento. A União Europeia já pediu uma investigação sobre o caso. O assunto ainda deve render discussões porque há suspeitas de que outros países europeus teriam fechado transações do mesmo tipo.


Instabilidade


A irritação de autoridades com a instabilidade no mercado financeiro em relação aos títulos gregos ficou explícita nas palavras de Jean-Claude Junker, que lidera os 16 ministros de finanças da zona do euro. ''Os mercados financeiros estão claramente errados se acreditam que podem quebrar a Grécia em pequenos pedaços'', disse.

Indicadores


O mercado financeiro continua elevando suas projeções para os principais indicadores de preço em 2010, mas mantém inalterado a expectativa de alta dos juros básicos da economia. É o que revelou ontem o Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo Banco Central (BC), que pesquisa semanalmente as expectativas de cerca de cem instituições financeiras para a economia.


Câmbio

Após duas altas seguidas, o mercado manteve a estimativa para o patamar da taxa de câmbio no fim de 2010. A mediana das previsões para a cotação da moeda norte-americana ao final de dezembro seguiu em R$ 1,80. Quatro semanas atrás, a estimativa para o câmbio no fim deste ano estava em R$ 1,75. A mediana das previsões para a taxa média de câmbio no decorrer de 2010 subiu de R$ 1,79 para R$ 1,83. Para 2011, a estimativa de dólar médio foi ajustada de R$ 1,81 para R$ 1,83.


PIB


O mercado financeiro elevou a projeção para a expansão do PIB brasileiro em 2010 de 5,35% para 5,47%. Há quatro semanas, essa expectativa era de crescimento de 5,30%. Na avaliação do mercado, o crescimento da economia em 2010 deverá ser liderado pela atividade industrial, cuja previsão de crescimento neste ano foi reduzida de 8,61% para 8,55%, superior à estimativa de 8% observada há quatro semanas. Os analistas elevaram a estimativa para o nível da dívida líquida do setor público em comparação com o PIB em 2010, de 41,70% para 41,95%. Um mês antes, a previsão estava em 42,95%.

Bolsas asiáticas


Os mercados da Ásia viveram mais um dia de otimismo. Ontem, as bolsas da região fecharam no campo positivo, novamente estimuladas pelas boas notícias vindas de Wall Street e pela redução das preocupações sobre a crise de crédito da Europa. Não houve negociações na China e em Taiwan por ser feriado. Após os feriados do ano novo chinês, a Bolsa de Hong Kong reabriu em elevação. O índice Hang Seng subiu 265,32 pontos, ou 1,3%, e terminou aos 20.534,01 pontos. Os bancos lideraram os ganhos. Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul fechou em forte alta. O índice Kospi avançou 1,7% e fechou aos 1.627,43 pontos, o maior fechamento desde 26 de janeiro.

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