MERCADO FINANCEIRO
Em alta
O dólar fechou em leve alta frente ao real ontem, depois de um dia de bastante incerteza no exterior a respeito da ajuda europeia à Grécia e da recepção desfavorável aos planos do Federal Reserve para o início da retirada do estímulo econômico nos Estados Unidos. A moeda norte-americana subiu 0,22%, a R$1,85 na venda.
Grécia
O dia começou com o dólar emplacando a terceira queda consecutiva, como reflexo da expectativa internacional sobre uma possível ajuda europeia à Grécia. Naquele momento, o euro tinha leve alta, rondando o patamar de US$ 1,38.''Hoje foi a trajetória da moeda europeia que ditou o ritmo'', disse Rodrigo Nassar, gerente da mesa financeira da corretora Hencorp Commcor.
Zona do euro
Ministros de Finanças dos países da zona do euro se reuniram, e um plano deve ser apresentado hoje, de acordo com fontes ouvidas por publicações na França e na Bélgica. A Grécia tem preocupado os mercados desde o começo do ano por causa do enorme déficit que vinha desestabilizando o euro.
Queda
Ao longo do dia, porém, a moeda comum perdeu força com a falta de informações claras sobre o possível socorro à Grécia. Além disso, o anúncio de detalhes do plano do Fed para a retirada de estímulos econômicos favoreceu a alta do dólar em todo o mundo. Com isso, o euro caiu às mínimas do dia, ficando brevemente abaixo de 1,37 dólar.
Fed Funds
O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, afirmou que a taxa paga aos bancos para manter suas reservas no banco central pode substituir por algum tempo a taxa dos Fed Funds como a principal ferramenta operacional para a política monetária, alertando, porém, que a economia norte-americana ainda requer medidas acomodatícias. Em um discurso preparado para uma audiência com o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes sobre as estratégias para abandonar as políticas de afrouxamento monetário adotadas pelo banco central durante a crise, Bernanke disse que a sequência e as ferramentas que o Fed utilizará para apertar a política monetária dependerão de como a economia vai se comportar daqui para frente.
Spread
O presidente do Fed também afirmou que a economia ainda precisa de políticas monetárias altamente acomodatícias por enquanto, mas que o banco central ''em algum momento'' precisará elevar as taxas de juro no curto prazo. Bernanke disse que o Fed pretende aumentar o spread - ou a diferença - entre a taxa de desconto que cobra dos bancos para empréstimos emergenciais e a taxa dos Fed funds. Para combater a crise financeira, o Fed reduziu a meta da taxa dos Fed Funds para uma faixa de zero a 0,25% em dezembro de 2008 e implementou uma série de programas para a concessão de empréstimos e para a compra de ativos, de forma a manter as taxas de juro de longo prazo num patamar baixo.
PIB
A pesquisa Febraban de projeções macroeconômicas e de expectativas do mercado, realizada com 30 bancos, apontou que subiu a estimativa de expansão do PIB para 2010 de 5,1% apurada em dezembro para 5,3% em fevereiro. De acordo com o estudo, sempre divulgado após a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, os economistas das instituições financeiras acreditam que o aperto monetário do Banco Central, que deve levar a Selic para 11% em dezembro deste ano, será suficiente para manter o IPCA muito perto do centro da meta de inflação determinada pelo CMN, de 4,5% para 2010. As projeções apontam que o IPCA, medido pelo IBGE, deverá atingir 4,6% neste ano, pouco acima dos 4,5% estimados em dezembro de 2009.
Fusões
Este ano será de forte investimento para os fundos de private equity em fusões e aquisições, na opinião da PricewaterhouseCoopers. Segundo levantamento feito pela consultoria, a participação desses fundos vem crescendo desde 2006 nas operações, chegando a 35% das transações anunciadas em janeiro passado. No acumulado de 2009, os private equity bateram recorde, com 193 operações anunciadas, o que significa 30% do total de 642 transações anunciadas ao longo do ano passado. Em 2006, as operações envolvendo esses fundos representaram 11% das transações anunciadas; em 2007, eles responderam por 15% e em 2008, 20%.
Recuperação
Para a Price, o Brasil recuperou o nível de atividade pré-crise, consolidando sua atratividade e posição internacional. Conforme o levantamento realizado pela consultoria, o País teve em janeiro 60 operações de fusão e aquisição. O número ficou abaixo do recorde histórico de 77 transações anunciadas em dezembro de 2009, mas a Price pondera que o primeiro mês do ano tradicionalmente tem menor número de transações e que o volume de negócios verificado a partir de julho apresentou curva ascendente.
Setor financeiro
A Price também destaca o setor financeiro dentre aqueles que registraram consolidação, embora alimentos, tecnologia da informação (TI), química e petroquímica - incluindo higiene e limpeza e cosméticos -, varejo, serviços e produtos de consumo (duráveis e não duráveis) tradicionalmente registrem participação relevante no volume de negócios.





