MERCADO FINANCEIRO
Elevação
A Bovespa engatou sua segunda sessão seguida de elevação, ultrapassando os 2% de ganhos e retornando aos 64 mil pontos, sustentada pelas esperanças de que a União Europeia aprovará um pacote de ajuda à Grécia. Tal perspectiva fez o euro subir e, por consequência, puxar as commodities para cima, favorecendo a Bovespa também por este lado. O Ibovespa fechou em alta de 2,48%, aos 64.718,17 pontos. Na mínima, registrou 63.164 pontos (+0,02%) e, na máxima, 65.526 pontos (+3,76%). No mês, a Bolsa acumula perdas de 1,04% e, no ano, de 5,64%. O giro financeiro totalizou R$ 7,616 bilhões.
Otimismo
O mercado continuou 'animado' com a possibilidade de ajuda mesmo depois de ter sido desmentida a notícia de que a Alemanha também estaria elaborando um pacote de socorro para a Grécia. A moeda europeia acabou se fortalecendo em meio ao otimismo e empurrou os investidores a se arriscarem em ativos como commodities e bolsas emergentes.
Atrativo
No Brasil, o recuo nas últimas três sessões da semana passada acabou colocando o Ibovespa num patamar atrativo ao retorno dos investidores. Na segunda-feira, a alta do índice foi tímida, mas, ontem, com o humor melhor lá fora, já exibiu maior vigor. Apenas sete ações do Ibovespa caíram.
Lucros
Itaú Unibanco, que divulgou balanço ontem, subiu 4,47% na ação PN. A instituição anunciou um lucro líquido recorrente de R$ 2,813 bilhões no quarto trimestre de 2009, com alta de 20,3% na comparação com igual período de 2008. BB ON avançou 4,99%. O banco anunciou que o Banco Central concedeu autorização para usar bônus perpétuos, emitidos no ano passado, para elevar o índice de Basileia do banco público em aproximadamente 80 pontos-base. O índice era de 13% em setembro de 2009. Nas blue chips, Petrobras subiu menos que Vale: a ON ganhou 1,72% e PN, 1,58%. Vale ON avançou 2,11% e PNA, em 2,38%.
Câmbio
O dólar marcou sua segunda sessão consecutiva de queda ante o real e o euro chegou a voltar ao patamar de US$ 1,38. No mercado à vista, o dólar pronto da BM&F registrou recuo de 1,16%, a R$ 1,8519, enquanto no balcão fechou a R$ 1,8470, queda de 1,44%, depois de oscilar entre a máxima de R$ 1,8690 e a mínima de R$ 1,8420. Em dois dias, a divisa perdeu 2,27% sobre a moeda brasileira. O giro financeiro em D+2 (operações com liquidação em dois dias) projetado era de US$ 2,2 bilhões, inferior ante os US$ 2,95 bilhões de segunda.
Risco
''O mercado continua colado na crise, mas com a expectativa de que a situação na Europa melhore, todo mundo decidiu abraçar o risco de novo'', afirmou Felipe Brandão, operador de mercados emergentes da Icap Brasil. O euro avançou 0,64%, a US$ 1,3782, enquanto a moeda americana tinha elevação de 0,23%, a 89,59 ienes, em relação ao fechamento a Comstock, que considera a meia-noite de Nova York. Em dia de agenda fraca aqui e no exterior, o Banco Central voltou a comprar moeda no mercado à vista e realizou leilão até 15h10, fixando a taxa de corte em R$ 1,8455.
Juros
Os juros futuros longos encerraram perto da estabilidade ontem. As taxas, que operavam em baixa desde a abertura dos negócios, abandonaram a queda no meio da tarde. Os DIs curtos passaram o dia levemente pressionados pela deterioração nas expectativas de inflação e também da inflação corrente. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 (95.940 contratos) tinha taxa de 11,42%, estável ante o ajuste de segunda, após marcar 11,40% no início da tarde. O DI janeiro de 2013 (19.140 contratos) projetava 11,90%, de 11,92% segunda, tendo começado a tarde a 11,88%. O DI janeiro de 2011 (357.835 contratos) projetava 10,26%, de 10,21% no ajuste de segunda.
Sustentação
Já os contratos curtos sustentaram o viés de alta de segunda. Segundo os profissionais do segmento de renda fixa, a piora na estimativa de IPCA 2010 - a mediana avançou de 4,62% para 4,78% -, apontada segunda na pesquisa Focus, está segurando as taxas, uma vez que o noticiário doméstico também não trouxe nada de diferente para alterar a rota. Ontem a Fipe informou que o IPC ficou em 1,28% na primeira quadrissemana de fevereiro, abaixo da taxa apurada em janeiro (1,34%). O resultado ficou dentro das previsões, que iam de 1,02% a 1,45%, e superou a mediana, de 1,24%. E o IBGE divulgou a pesquisa de emprego industrial, que teve queda de 0,6% em dezembro ante novembro, na série com ajuste sazonal.
Petróleo
Os preços do petróleo dispararam ontem em Nova York, ganhando quase dois dólares graças ao enfraquecimento do dólar. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de 'light sweet' para entrega em março fechou a 73,75 dólares, um aumento de 1,86 dólar em relação ao fechamento de segunda-feira.
''A taxa de câmbio'' foi o principal motor do mercado, explicou Antoine Halff, do Newedge Group. O barril de petróleo chegou a perder seis dólares em três dias, antes de iniciar uma recuperação segunda-feira.
(Agência Estado)





