MERCADO FINANCEIRO
Bovespa sobe
Dólar desce
Ganhos
A ausência de indicadores relevantes na agenda externa, sobretudo norte-americana, e o clima mais tranquilo na Europa levaram a Bovespa a iniciar a segunda semana de fevereiro em alta, interrompendo três quedas consecutivas. Os ganhos foram sustentados pelos papéis da Vale e Petrobras, e eles diminuíram consideravelmente após o vencimento de opções sobre ações, encerrado no início da tarde de ontem, com a inversão para baixo das Bolsas dos EUA.
Giro financeiro
O Ibovespa terminou ontem com variação positiva de 0,62%, aos 63.153,09 pontos. Na mínima do dia, registrou 62.728 pontos (-0,06%) e, na máxima, os 63.923 pontos (+1,85%). No mês, tem perdas de 3,44% e, no ano, de 7,92%. O giro financeiro somou R$ 8,422 bilhões, inflado pelo vencimento de opções sobre ações (R$ 2,2 bilhões).
Mineradoras
Petrobras e Vale garantiram a sustentação do índice, influenciadas pelo vencimento e pela elevação das commodities no exterior. Na Nymex, o contrato do petróleo para março subiu 0,98%, para US$ 71,89 o barril. Petrobras ON ganhou 0,95% e PN teve elevação de 0,70%. Vale ON terminou com +0,72% e PNA, com +1,10%. As mineradoras tiveram um dia de ganhos pelo mundo, depois do balanço favorável da Xstrata, que também trouxe uma perspectiva favorável para a demanda de matérias-primas no médio prazo.
Bolsas europeias
Esse desempenho das mineradoras também deu suporte às Bolsas europeias, não sem muita volatilidade. As preocupações sobre como Grécia, Espanha e Portugal continuam no horizonte, mas ficaram em segundo plano. Favoreceu este clima a declaração, durante o final de semana, na reunião do G-7, dos ministros de Finanças europeus de que a crise grega é um problema interno e prescinde da intervenção do Fundo Monetário Internacional, numa tentativa de deixar claro que se opõem a qualquer envolvimento externo nessa questão.
Zona do euro
A agência de classificação de risco Fitch avalia que os problemas que afligem Grécia, Portugal e Espanha não correm o risco de contagiar outros países da zona do euro. O encontro de cúpula da UE acontecerá na quinta-feira e, até lá, o clima de incertezas continua permeando os negócios.
Dow Jones
Em Madri, o índice Ibex-35 subiu 1,02%; em Lisboa, o índice PSI-20 avançou 1,29%; em Londres, o índice FT-100 ganhou 0,62%; em Paris, o índice CAC-40 subiu 1,22%; em Frankfurt, o índice Dax-30 caiu 0,93%; em Milão, o índice FTSE-MIB aumentou 0,59%. Nos EUA, o Dow Jones recuava, às 18h20, 0,72%, o S&P perdia 0,56%, e o Nasdaq caía 0,40%.
Câmbio
O dólar interrompeu uma sequência de três altas seguidas no mercado doméstico ontem, na medida em que os investidores começam a digerir as preocupações com os deficits fiscais nos países do sul da Europa. Além disso, pesaram a favor do real brasileiro as declarações favoráveis aos emergentes de Mohamed A. El-Erian, executivo-chefe global e codiretor de investimento da gestora de fundos de bônus Pacific Investment Management Co. (Pimco).
Oscilação
No mercado à vista, o dólar pronto na BM& fechou o dia em queda de 0,91%, a R$ 1,8736, enquanto a moeda no balcão encerrou a R$ 1,8740 (-0,85%), depois de um dia de bastante oscilação: máxima de R$ 1,8880 e mínima de R$ 1,8650. O giro financeiro projetado para as operações com liquidação em dois dias (D+2) era de US$ 3,2 bilhões, ante os US$ 2,4 bilhões de sexta-feira, segundo a Renascença Corretora. No mercado futuro, os contratos para março em dólar na BM&F eram negociados a R$ 1,8805 às 16h40, queda de 0,29%.
Dívidas
Os bônus das economias emergentes, como o Brasil, e do governo da Alemanha são os títulos de dívida soberana mais atraentes do mundo, afirmou Mohamed El-Erian à Dow Jones. El-Erian disse que a instituição favorece dívidas de prazo mais curto, em particular de países como Brasil, México e Coreia do Sul.
Commodities
A alta das commodities também contribuiu para espantar parte da aversão ao risco e voltar os olhos do investidor às perspectivas de crescimento na economia brasileira.
Taxa
Na pesquisa Focus divulgada ontem, entretanto, o mercado elevou pela segunda semana consecutiva a estimativa para o patamar da taxa de câmbio no fim de 2010. De acordo com a pesquisa, a mediana das previsões para a cotação da moeda norte-americana ao final de dezembro avançou de R$ 1,76 para R$ 1,80. Quatro semanas atrás, a estimativa para o câmbio no fim deste ano estava em R$ 1,75. Para 2011, a previsão para a taxa de câmbio no fim do ano que vem seguiu em R$ 1,85. Há um mês, as estimativas dos analistas estavam em R$ 1,80.
Global
No mercado global, o euro segue pressionado, mas ontem mais perto da estabilidade, enquanto o dólar tem ligeira alta sobre a divisa japonesa. Perto das 16h40, o euro era negociado a US$ 1,3678 (+0,12%) sobre o fechamento da Comstock, que considera a meia-noite de Nova York, e o dólar ganhava 0,09%, a 89,33 ienes.





