MERCADO FINANCEIRO
Sintonia
A Bovespa trabalhou em sintonia com as Bolsas norte-americanas e seus ganhos só não foram maiores por causa do recuo dos papéis da Petrobras. O clima mais ameno no exterior em razão de mais alguns bons indicadores dos Estados Unidos trouxe de volta investidores estrangeiros ao País, mas ainda com timidez, resultando num volume financeiro menor do que a média de janeiro.
Ganhos
As ordens de compras conseguiram alçar o Ibovespa de volta ao patamar de 67 mil pontos, para fechar aos 67.163,21, com ganho de 0,89%. Na máxima do dia, o índice tocou nos 67.321 pontos (+1,12%) e, na mínima, nos 66.539 pontos (-0,05%). No mês, acumula ganho de 2,69% e, no ano, perda de 2,08%. O giro financeiro totalizou R$ 5,763 bilhões.
Cenário
A expectativa de aprovação hoje do plano de ajuste fiscal da Grécia pela Comissão Europeia e os indicadores dos EUA sinalizando recuperação mais consistente da atividade no país ditaram o tom no exterior. Dois dados foram os destaques: o índice de vendas pendentes de imóveis residenciais nos EUA, que subiu 1,0% em dezembro ante novembro (previsão de estabilidade); à tarde, a Ford anunciou que suas vendas de vendas de automóveis no mês passado cresceram 24,6% em comparação com janeiro de 2009, o que levou os índices momentaneamente para as máximas. Em seguida, a General Motors anunciou crescimento de 13,6% no total de vendas em janeiro, mas a Toyota Motor teve queda de 15,8% nas vendas na mesma comparação. O Dow Jones subia 1,20%, o S&P ganhou 1,37% e o Nasdaq avançou 0,96%.
Papéis
No Brasil, as blue chips fecharam em sentidos opostos. Vale ON encerrou estável e a PNA, com elevação de 0,14%, enquanto Petrobras ON perdeu 0,05% e PN, 0,58%. Na Nymex, o contrato de petróleo para março terminou em alta de 3,76%, a US$ 77,23. Os metais básicos também terminaram no azul. Mas o destaque da Bovespa ontem foi o setor de telecomunicações. As ações da Oi lideraram as perdas, após a companhia anunciar pela manhã a suspensão da emissão de debêntures no valor de R$ 2,3 bilhões. Já os papéis da TIM avançam com notícia de que o governo italiano deu o sinal verde para a Telecom Italia ser vendida à Telefónica. Telemar PNA caiu 3,36%, Tele Norte Leste Par PN, 2,62% e ON, 2,53%. TIM Par ON subiu 5,41% e PN, 4,42%.
Câmbio
Os investidores decidiram se apoiar na expectativa de que a Grécia consiga aprovação da União Europeia ao seu plano fiscal hoje e que o aperto monetário na China não seja suficiente para inibir o crescimento da potência asiática. Prevaleceu o otimismo e uma dose de apetite a ativos de maior risco, o que fez o dólar cair ante as principais moedas. No mercado doméstico de câmbio, o dólar cravou seu segundo pregão de queda, depois das fortes altas vistas em janeiro. Nesses dois dias, a moeda americana perdeu 2,5%. Ontem, o dólar pronto na BM&F recuou 1,70%, a R$ 1,8299, na mínima do dia, enquanto a divisa no balcão caiu 1,56%, a R$ 1,8300.
Moedas
O euro avançou 0,38% a US$ 1,3967, enquanto o dólar caía para 90,38 ienes (-0,44%). Já a libra ganhou 0,26% (US$ 1,5974) e o dólar australiano avançava 0,61%, para US$ 0,8856, depois que o Banco Central daquele país decidiu manter a taxa de juros em 3,75%. A Austrália foi o primeiro país do G-20 a elevar os juros após a crise, em outubro do ano passado, de 3% para 3,25%.
Juros
O DI janeiro de 2011 (464.470 contratos) avançou a 10,35%, de 10,31% no ajuste de terça. O DI abril de 2010 (72.575 contratos) projetou 8,69%, de 8,68% terça, e o DI julho de 2010 (107.300 contratos) subiu a 9,18% (máxima), ante ajuste anterior de 9,12%. Os vencimentos longos também registraram volume expressivo, com o DI janeiro de 2012 movimentando 147.315 contratos, e taxa de 11,60%, de 11,64% terça. O DI janeiro de 2017 (29.395 contratos) cedia de 12,87% terça para 12,70%.
Japão
A Bolsa de Tóquio fechou em alta ontem, alimentada pela cobertura de vendas a descoberto em montadoras como Toyota e Honda, enquanto o sólido desempenho de ontem das bolsas de Nova York e a desvalorização do iene também forneceram certa segurança aos investidores. O Nikkei 225 subiu 166,07 pontos, ou 1,6%, e fechou aos 10.371,09 pontos. A alta foi a segunda consecutiva e a terceira em quatro dias. As ações da Toyota ajudaram a alavancar o mercado, abrindo em forte alta e fechando com um ganho de 4,5%, uma vez que os investidores voltaram a acumular o papel depois do anúncio de um plano da empresa para resolver os problemas de ''recall'' que contribuíram para que as ações caíssem 18% ao longo dos últimos sete dias.
(Das agências)





