Otimismo




O recuo de 4,65% da Bovespa em janeiro criou uma brecha para compras de ações e ela foi aproveitada neste início de mês, com os bons indicadores que trouxeram otimismo às Bolsas globais. Os investidores, inclusive estrangeiros, voltaram ao mercado doméstico e levaram o Ibovespa de volta aos 66 mil pontos, com destaque para os ganhos da Vale. A Bolsa paulista terminou o dia com elevação de 1,79%, aos 66.571,74 pontos. Na mínima, o índice registrou 65.362 pontos (-0,06%) e, na máxima, os 66.763 pontos (+2,08%). No ano, a Bolsa recua 2,94%. O giro financeiro somou R$ 5,697 bilhões.

Panorama

Os dados de atividade industrial mostraram crescimento na China, Reino Unido, zona do euro e Estados Unidos, deixando para segundo plano os temores dos últimos dias com um possível aperto monetário chinês e com a situação fiscal frágil da Grécia. Os EUA ainda divulgaram outros dados positivos para reforçar o sentimento otimista deste início de mês: a renda pessoal dos norte-americanos registrou avanço de 0,4% em dezembro, enquanto os gastos com consumo aumentaram 0,2%, ante previsão de alta de 0,3% para ambos os dados pelos economistas.

Europa

Na Europa, as bolsas subiram: em Londres, o índice FT-100 subiu 1,14% e fechou com 5.247,41 pontos; em Paris, o índice CAC-40 avançou 0,60%, aos 3.762,01 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 subiu 0,81%, aos 5.654,48 pontos. Nos EUA o Dow Jones operou com ganho de 0,92%, o S&P subiu 1,08% e o Nasdaq avançou 0,82%.

Papéis

No Brasil, a estrela foi Cosan ON, com +10,70%, maior alta do índice. Os papéis reagiram ao acordo assinado pela empresa com a Shell para possível união de algumas de suas operações no Brasil, em valor estimado de US$ 12 bilhões. Banco do Brasil ON ganhou 6,76% e foi a segunda maior alta do índice. Vale também foi destaque de alta, concentrando o maior giro individual do Ibovespa, num sinal claro de compra por parte dos estrangeiros. A ação ON avançou 3,03% e a PNA, 3,46%.

Câmbio

O dólar iniciou o mês devolvendo parte dos ganhos acumulados em janeiro, quando subiu em 17 dos 20 pregões (+6,66%) amparado pelo acirramento da aversão ao risco. Ontem, a moeda caiu ante o real diante de um cenário mais animador nos mercados internacionais. O dólar pronto na BM&F fechou a R$ 1,8615, com queda de 0,84%, enquanto no balcão a moeda perdeu 1,38%, a R$ 1,8590, na mínima do dia (a máxima foi de R$ 1,8910). O giro financeiro projetado foi de US$ 2,4 bilhões, ante os US$ 3,82 bilhões movimentados na sexta-feira.

Moedas

Ontem, o Banco Central adquiriu moeda no mercado à vista em leilão encerrado às 15h02, fixando a taxa de corte em R$ 1,8652. No mercado internacional de moedas, não havia uma tendência única, já que os dados positivos da economia americana deram fôlego de alta ao dólar ante o iene, mas dados favoráveis sobre o PMI na zona do euro também ampararam a alta da divisa europeia. O dólar subiu 0,60%, a 90,81 ienes, enquanto o euro ganhou 0,43%, a US$ 1,3923, e a libra perdeu 0,25%, a US$ 1,5946.

Juros

Os juros futuros começaram fevereiro com estabilidade nos contratos de curto prazo e queda firme nos longos, influenciados, segundo operadores, pela melhora de humor externo. Os vencimentos mais próximos mantiveram-se perto dos ajustes anteriores refletindo a espera dos números da produção industrial de dezembro, que o IBGE informa hoje. Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2011 (250.570 contratos) ficou em 10,31%, de 10,32% no ajuste anterior. O DI abril de 2010 (3.365 contratos) projetou 8,685%, ante 8,68% na sexta-feira, e o DI julho de 2010 (34.755 contratos) projetou 9,12%, de 9,10% no último ajuste. O DI janeiro de 2012 (141.660 contratos) ficou com taxa de 11,64%, de 11,70% na sexta-feira.

Projeções

Economistas consultados pelo Banco Central elevaram a previsão para a inflação oficial de 2010. A estimativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) passou de 4,60% para 4,62%, de acordo com a pesquisa Focus, feita na semana passada e divulgada ontem. A meta estabelecida pelo governo para o ano é de 4,5%. Para 2011, a estimativa é de IPCA em 4,5%. O mercado aumentou também sua estimativa para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2010 de 5,3% para 5,35%. Para o ano que vem, a estimativa é de crescimento de 4,5%.

Selic

Os economistas mantiveram suas previsões para a taxa básica de juros (Selic) para 11,25% no fim do ano. A taxa está atualmente em 8,75% - na semana passada, o Copom do BC manteve a taxa nesse patamar pela quarta reunião seguida. Os analistas consultados acreditam que os juros subirão a partir de abril, ou seja, que o Copom manterá essa mesma taxa em mais uma reunião em março.

(Das agências)

mockup