Câmbio

A taxa de câmbio brasileira subiu pelo oitavo dia consecutivo, no encerramento das operações de ontem. A cena externa, complicada por China e EUA, continua a pressionar as cotações da moeda americana. Nas últimas oito sessões, a taxa já subiu 5,49%. Neste, a alta do dólar chega a 7,06%.
Dessa forma, o dólar comercial foi vendido por R$ 1,867, em um avanço de 0,43% sobre a cotação final de anteontem. As taxas oscilaram entre R$ 1,878 e R$ 1,845. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,980, estável sobre o fechamento de quarta-feira.

Taxas

Profissionais de mercado listam pelo menos três razões fortes para a contínua alta dos taxas: primeiro, a própria valorização da moeda americana no exterior, com o euro caindo abaixo de US$ 1,40 pela primeira vez desde julho, num momento em que a economia europeia está sob ''suspeita'' com a crise na Grécia; segundo, a saída de investidores estrangeiros da Bolsa de Valores brasileira, com saldo negativo (vendas maiores que compras) de quase R$ 2 bilhões neste mês; e terceiro, no ajuste de posições no mercado futuro, com mais agentes apostando na valorização do dólar.

Preocupações


Como ''pano de fundo'', permanecem as preocupações fundamentais do mercado com a economia chinesa, ''reprimida'' pelo governo local para conter o crescimento; e os EUA, às voltas com uma nova regulamentação para o setor financeiro, e dificuldades na aprovação de Ben Bernanke para novo mandato no Federal Reserve (o banco central).

Copom


O mercado de juros futuros, que sinaliza o custo do dinheiro para os bancos, rebaixou as taxas projetadas nos contratos de prazo mais longo.
Anteontem à noite, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu por unanimidade manter a taxa básica de juros (Selic) nos atuais 8,75% ao ano. A decisão, tomada na primeira reunião do conselho em 2010, já era esperada pelo mercado financeiro.

Juros

No contrato que aponta os juros para outubro de 2010, a taxa prevista recuou de 9,88% ao ano para 9,81%; no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada cedeu de 10,41% para 10,34%. Esses números ainda são preliminares e podem sofrer ajustes.

Bovespa

A Bovespa conseguiu nesta sessão diminuir um pouco a diferença dos últimos dias em relação às bolsas norte-americanas ao fechar com ligeira alta. Os indicadores divulgados nos EUA anularam os efeitos positivos da reunião do Fomc e do discurso do presidente Barack Obama e os índices acionários em Wall Street recuaram depois de uma abertura no azul. A Bovespa até acompanhou o movimento, mas as baixas dos últimos cinco dias acabaram abrindo espaço para um pouco de compras.

Alta

O Ibovespa terminou o dia com alta de 0,80%, aos 65.587,81 pontos, reduzindo as perdas acumuladas em janeiro e em 2010 a 4,37%. Na mínima pontuação da sessão, registrou 64.541 pontos (-0,81%) e, na máxima, os 66.049 pontos (+1,51%). O giro financeiro totalizou R$ 6,391 bilhões. Os dados são preliminares.

Leilão


O Banco Central realizou o leilão de compra vespertino no momento em que o dólar à vista estava nas máximas da sessão: de R$ 1,878 (+1,02%) no balcão e de R$ 1,873 (+1,11%) na BM&F. Na operação, a autoridade monetária pagou uma taxa de corte de R$ 1,8750. Pela manhã, o pronto caiu até R$ 1,845 (-0,75%) no balcão.

Euro


No mercado de moedas às 17h12, o euro permanecia abaixo de US$ 1,40, cotado a US$ 1,3975, de uma mínima de US$ 1,3930 mais cedo - seu menor valor desde 14 de julho -, e US$ 1,4021 no fim da tarde de anteontem em Nova York. Em Wall Street, nesse horário, o índice Dow Jones perdia 1,21%; o Nasdaq recuava 2,03%; e o S&P 500 cedia 1,18%.

Davos


O vice-primeiro-ministro da China, Li Keqiang, procurou acalmar os investidores em seu discurso no Fórum Econômico Mundial, que acontece em Davos, Suíça. Segundo ele, apesar da crise econômica da qual o mundo se recupera atualmente, a China manterá um crescimento rápido e forte.
A China, considerada um dos grandes pilares da economia mundial, assustou os mercados nesta semana, quando anunciou que passaria a exigir dos bancos montantes maiores de depósitos compulsórios, como forma de diminuir o dinheiro disponível para crédito e ajudar a conter uma expansão muito acelerada de sua economia.


BNDES


A concessão de crédito para a Petrobras e a linha de incentivo à produção de bens de capital impulsionaram o desempenho do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em 2009, quando os desembolsos somaram o montante recorde de R$ 137,4 bilhões, 50% de incremento perante os R$ 92,2 bilhões liberados em 2008. Para 2010, o presidente da instituição, Luciano Coutinho, projeta um desempenho bastante positivo da economia brasileira.

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