Dólar

A cotação do dólar comercial encerrou ontem com alta de 1,25%, a R$ 1,859 na venda, completando o sétimo dia consecutivo de ganhos. Esse é o maior valor registrado pela moeda americana desde 3 de setembro de 2009, quando fechou em R$ 1,866. Com isso, a moeda já acumula ganhos de 6,66% em 18 dias de operação, desde o início do ano. Entre as principais notícias do dia, o Banco Central divulgou que em janeiro, até o dia 22, a entrada de dólares no Brasil (veja abaixo). O órgão também informou que comprou US$ 2,316 bilhões em moeda americana no mercado à vista nos 15 primeiros dias úteis de janeiro, o que elevou a posição das reservas internacionais para US$ 241,370 bilhões.

Habitação

O volume de financiamentos imobiliários contratados na Caixa Econômica Federal em 2009 atingiu o recorde de R$ 47,05 bilhões, volume 102% maior que o visto no ano anterior. O crescimento foi turbinado pelo programa Minha Casa, Minha Vida do governo federal lançado em abril de 2009 que, sozinho, respondeu por R$ 14,1 bilhões do total.

EUA

Nos Estados Unidos, as vendas de casas novas caíram 7,6% em dezembro, abaixo do previsto pelo mercado ,e o mês mais fraco desde março de 2009. Segundo analistas, o resultado indica que a demanda por moradias segue frágil, apesar de o governo ter prolongado um incentivo fiscal aos consumidores que compram casas pela primeira vez.

Fluxo cambial

O fluxo cambial acumulado de janeiro registrou o ingresso de apenas US$ 10 milhões, conforme levantamento divulgado pelo Banco Central (BC), que leva em conta o movimento até o dia 22. O ingresso de recursos externos foi garantido pela conta financeira, que acumulou superavit de US$ 670,5 milhões no período. Nesse valor, estão todas as transferências de dólares para aplicações financeiras, investimentos produtivos e remessas de lucros, entre outras operações. O saldo financeiro foi gerado pelo ingresso de US$ 16,675 bilhões e pela saída de US$ 16,005 bilhões no período.

Valores

O valor que ingressou no País pela conta financeira foi mais que suficiente para cobrir a saída de US$ 660,4 milhões pelo segmento comercial. Nessa conta, que inclui apenas as operações do comércio exterior, as importações acumuladas no mês somaram US$ 7,943 bilhões e superaram as exportações, que atingiram US$ 7,282 bilhões.

Balanço

Na quarta semana de janeiro, entre os dias 18 e 22, o fluxo cambial acumulou saída líquida de US$ 85 milhões. O valor foi determinado pelo segmento financeiro, que registrou resultado negativo de US$ 145 milhões no período, resultado de saídas de US$ 5,266 bilhões e ingressos de US$ 5,120 bilhões. Na conta comercial, houve superavit de US$ 61 milhões, com as exportações somando US$ 3,046 bilhões e as importações atingindo US$ 2,985 bilhões.

Inflação

O IPC no município de São Paulo registrou alta de 1,16% na terceira quadrissemana de janeiro. Este é o maior índice desde a segunda prévia de junho de 2008, quando a alta foi de 1,26%. Os dados foram divulgados pela Fipe. O grupo Transportes registrou alta de 3,52%, contra 2,32% na divulgação da semana passada. Na categoria Educação, por sua vez, os preços subiram 3,48%, contra 2,07% na segunda prévia de janeiro. Na terceira leitura de janeiro de 2009 o índice da categoria apontou alta de 4,54%.
Na categoria Alimentação os preços subiram 1,66%, acima do 1,26% na segunda prévia.

Bolsas asiáticas

O temor de que a China venha a adotar novas medidas de restrição ao crédito continua a deprimir as bolsas asiáticas e ontem causou uma queda generalizada nos mercados da região. O índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong fechou com a menor pontuação em quatro meses e meio, pelo segundo dia seguido e depois de ter chegado a ficar abaixo do nível dos 20 mil pontos. O índice encerrou em baixa de 0,4%. A Bolsa de Xangai terminou numa mínima de três meses, com pesos pesados do setor financeiro liderando o declínio, por causa da continuação das preocupações com o aperto de crédito determinado pelo governo. O índice Xangai Composto, que segue as ações A e B, fechou em queda de 1,1%.

Petrobras

A Petrobras fechou 2009 como a quarta maior empresa de energia do mundo, subindo cinco posições em relação a 2008, segundo o ranking anual da consultoria americana PFC Energy publicada ontem. O levantamento, que é baseado no valor de mercado em dólares, indica que a estatal valia ao final do ano passado US$ 199,2 bilhões, com uma alta de 103% ao longo de 2009. Além do expressivo salto da Petrobras, o destaque ficou para a petrolífera estatal chinesa PetroChina, que assumiu a liderança do ranking com um valor de mercado de US$ 353,1 bilhões. Ela destronou a americana ExxonMobil, que caiu para o segundo lugar ao ver seu valor de mercado recuar 15% em 2009 e chegar a US$ 323,7 bilhões.

(Das agências)

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