MERCADO FINANCEIRO
No negativo
Depois de ''pular'' a segunda-feira em razão do feriado do aniversário de São Paulo, a Bovespa abriu a última semana do mês em baixa, perfazendo o quarto pregão seguido no negativo. O tombo ontem ameaçava ser bem forte - superou os 2% no pior momento do dia -, mas a melhora das Bolsas norte-americanas após um indicador acima das previsões amenizou um pouco as perdas.
Bolsa doméstica
A Bolsa doméstica terminou, assim, em baixa de 1,05%, aos 65.523,73 pontos, acumulando recuo de 6,27% nestas quatro sessões no negativo. No mês, registra queda de 4,47%, a mesma de 2010. Na mínima do dia, o Ibovespa tocou os 64.719 pontos (-2,27%) e, na máxima, os 66.213 pontos (-0,01%). O giro financeiro totalizou R$ 6,470 bilhões.
China
A Bovespa está sentindo principalmente a decisão do governo da China de conter a oferta de crédito no país. Ontem, segundo fontes, diversos bancos do país determinaram a suas agências que suspendessem a concessão de recursos até o final do mês. Isso impacta o mercado de commodities, onde a Bovespa tem sua principal base. Os metais não fecharam em trajetória única e o petróleo caiu 0,73% em Nova York, para US$ 74,71 no contrato para março.
EUA
O que amenizou as perdas da Bovespa foi o índice de confiança do consumidor dos EUA medido pelo Conference Board, que avançou para 55,9 em janeiro, ante previsão de aumento para 54. As bolsas, lá, viraram para cima depois de uma abertura negativa e subiam. Às 18h20, o Dow Jones ganhava 0,47%, o S&P avançava 0,17% e o Nasdaq tinha alta de 0,28%.
Câmbio
O dólar fechou em alta no mercado à vista pelo sexto dia consecutivo e ultrapassou ontem o patamar de R$ 1,83. No fechamento, o pronto no balcão subiu 0,82%, para R$ 1,836, maior valor desde 4 de setembro de 2009 (a R$ 1,84). Nessas seis sessões de ganhos, a moeda no balcão saltou 3,90% e, no mês/ano, apura valorização de 5,34%. Na BM&F, o dólar à vista avançou ontem 0,41%, a R$ 1,8304. No leilão de compra realizado no início da tarde, o Banco Central fixou a taxa de corte em R$ 1,846.
Mercado futuro
No mercado de dólar futuro, os seis vencimentos de dólar transacionados até 16h37 projetavam taxas em alta, com um volume financeiro de R$ 18,180 bilhões. O dólar com vencimento em 1º de fevereiro de 2010 projetava às 16h45 ganho de 0,58%, a R$ 1,8365, com um giro de US$ 17,802 bilhões do total. No mercado de moedas às 16h55, o euro era cotado a US$ 1,4091, de US$ 1,4162 no fim da tarde de anteontem em Nova York; e o dólar estava em 89,66 ienes, de 90,24 ienes na véspera.
Juros
Os juros futuros fecharam sem uniformidade, com os contratos de curto prazo perto da estabilidade e os longos, em baixa. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2011 (252.020 contratos) estava em 10,40%, de 10,38% no ajuste anterior; o DI abril de 2010 (92.590 contratos) projetava 8,71%, de 8,70% no ajuste anterior; e o DI janeiro de 2012 (81.750 contratos) passava de 11,81% no ajuste da sexta-feira para 11,76%. Operadores justificaram o comportamento pela movimentação do mercado antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que iniciou ontem sua reunião de dois dias.
Valorização do real
O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, alimentou ontem a expectativa dos analistas do mercado financeiro de que o Ministério da Fazenda vai comprar dólares para conter uma eventual valorização do real. Augustin informou que o Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2010 contempla na sua estratégia a possibilidade de novas emissões de títulos públicos para reforçar o Fundo Soberano do Brasil (FSB).
Estratégia
A declaração de Augustin ajudou ontem o movimento de alta do dólar, que também refletiu as incertezas no cenário externo. O secretário informou que o valor previsto na estratégia do Tesouro para o FSB é ''indivulgável''. ''Evidente que não vamos divulgar'', ponderou Augustin, argumentando que manter essa informação em sigilo é melhor para a estratégia do Tesouro.
Residências americanas
O preço das residências americanas subiu pelo sexto mês seguido em novembro, com crescimento em 14 das 20 regiões metropolitanas pesquisadas. O índice S&P/Case-Shiller apresentou avanço de 0,2% na comparação com outubro, atingindo 145,49 pontos. Apesar da alta, o indicador ficou abaixo do esperado pelos analistas. Agora, o preço das casas está 3,4% maior do que em maio, quando chegou ao menor nível da história, mas ainda 30% abaixo do pico, ocorrido em maio de 2006.
Altas mensais
Entre as regiões metropolitanas pesquisadas, as maiores altas mensais ocorreram em Phoenix e São Francisco, e as maiores baixas em Nova York e Chicago. Os preços das residências vem sendo influenciados pelo benefício fiscal dado pelo governo aos americanos que vão comprar a primeira casa. O prazo final era 30 de novembro, o que pode ter apressado a decisão de compra, e depois foi prorrogado.





