MERCADO FINANCEIRO
Em alta
A cotação do dólar comercial encerrou o dia ontem com alta de 1,07%, a R$ 1,793 na venda, completando o segundo dia consecutivo de ganhos. Esse é o maior valor registrado pela moeda americana desde 29 de setembro de 2009. No mês, o dólar já tem alta acumulada de 2,87%. Entre as principais notícias do dia figuraram os balanços de bancos dos Estados Unidos. O Bank of America apresentou nessa quarta-feira um prejuízo de US$ 5,2 bilhões no quarto trimestre, mais que o dobro da perda de US$ 2,4 bi registrada um ano antes. O Wells Fargo, quatro maior banco norte-americano em ativos, lucrou US$ 2,82 bilhões no quarto trimestre, com o aumento de tarifas.
Decepção
No Brasil, foram gerados 995 mil empregos com carteira formal em 2009, o pior resultado desde 2003, quando foram registradas 645 mil novas vagas. O resultado decepcionou o Ministério do Trabalho, que apostava em mais de um milhão de novos postos formais no periodo.
Entradas
O chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Altamir Lopes, informou ontem que o fluxo cambial em janeiro até a última segunda-feira, dia 18, foi positivo em US$ 816 milhões. No período, o fluxo comercial foi negativo em US$ 871 milhões, resultado de exportações de US$ 4,627 bilhões e de importações de US$ 5,498 bilhões. O fluxo financeiro, por sua vez, foi positivo em US$ 1,687 bilhão em janeiro até o dia 18, resultado de entradas de US$ 12,876 bilhões e de saídas de US$ 11,190 bilhões.
Posições
Segundo Altamir, os bancos reduziram sua posição comprada em câmbio para US$ 3,028 bilhões em 18 de janeiro. No fim de dezembro do ano passado, a posição comprada era de US$ 3,391 bilhões. O chefe do Depec informou também que o BC adquiriu no mercado à vista US$ 1,279 bilhão em janeiro até o dia 18, e ainda houve US$ 141 milhões de empréstimos em moeda estrangeira que retornaram para a autoridade monetária ao longo dos 18 primeiros dias deste mês.
Na Europa
As principais bolsas fecharam em baixa nessa quarta-feira, pressionadas pelo nervosismo gerado pelo temor de que a China pode estar removendo estímulos e crescentes preocupações de que a Grécia pode não conseguir controlar seu déficit. As ações das mineradoras lideraram as perdas, considerando o papel da China em tirar a economia global da recessão.
No câmbio
No mercado de câmbio o euro atingiu as mínimas em cinco meses frente ao dólar - escorregando brevemente abaixo de US$ 1,41 - e o spread dos contratos de CDSs (credit default swaps) da Grécia abriu para níveis recordes. Em Londres, o índice FT-100 caiu 92,34 pontos (1,67%) e fechou com 5.420,80 pontos; em Paris, o índice CAC-40 recuou 80,72 pontos (2,01%) e fechou com 3.928,95 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 caiu 124,95 pontos (2,09%) e fechou com 5.851,53 pontos.
Mineradoras
Entre as mineradoras, as ações da Rio Tinto - que possui uma carteira diversificada - caíram 4,29% e as da mineradora de cobre e carvão, Xstrata, recuaram 6,20%. As perdas no setor ocorreram na sequência de uma liquidação nos futuros de metais, que refletiu a alta do dólar em reação aos informes de que o governo chinês instrui vários bancos comerciais para suspender a concessão de empréstimos em janeiro.
Asiáticas
A maioria das bolsas asiáticas encerrou em baixa nessa quarta-feira, em meio à expectativa pela divulgação dos dados econômicos da China e dos balanços de empresas dos EUA, e diante do temor de restrições ao crédito na China. As preocupações com o aperto de crédito na China fizeram a Bolsa de Hong Kong seguir os mercados chineses e fechar em baixa.
Perdas
O índice Hang Seng perdeu 1,8% e fechou aos 21.286,17 pontos. Segundo um analista, o índice pode recuperar o nível de 22 mil pontos se os dados macroeconômicos que a China divulga hoje vierem em linha com as expectativas. Os bancos chineses lideraram as perdas. Citic Bank afundou 4,1%, Bank of China cedeu 3,4% e China Construction Bank caiu 3,1%. O Banco Comercial e Industrial da China (ICBC, na sigla em inglês) teve baixa de 0,16%.
Fortes baixas
As bolsas da China fecharam com forte baixa, lideradas por bancos e incorporadoras imobiliárias, depois que o órgão regulador do sistema bancário avisou que vai restringir a concessão de empréstimos depois do explosivo crescimento do crédito no ano passado. O Xangai Composto, índice que acompanha as ações A e B, recuou 2,9% e fechou aos 3.151,85 pontos. O Shenxhen Composto caiu 3,7% e terminou aos 1.191,75 pontos. Além das declarações do presidente da Comissão Regulatória Bancária da China, Liu Mingkang, o Bank Of China ordenou que seus funcionários do setor de crédito suspendam a concessão de novos financiamentos, segundo informou à Dow Jones uma fonte próxima. As ações do banco caíram 1,7% e as do ICBC perderam 2,6%. A incorporadora China Vanke declinou 3%.
Das agências





