MERCADO FINANCEIRO
Reação
A bolsa brasileira abriu em uma queda cautelosa ontem, diante de mais sinais de aperto monetário na China e antes da abertura do mercado norte-americano, que segunda-feira ficou fechado pelo feriado de Martin Luther King. Após ter mais claro o sinal das bolsas internacionais, no entanto, a Bovespa firmou-se no terreno positivo, mas sem muita força para voltar ao patamar dos 70 mil pontos que ostentou nas primeiras oito sessões de 2010. O Ibovespa fechou ontem aos 69.908,59 pontos, alta de 0,73%, depois de oscilar entre a máxima de 70.036,49 pontos e a mínima de 68.867,31 pontos. O giro financeiro de ontem foi de R$ 5,60 bilhões, acima dos R$ 4,53 bilhões de segunda-feira (que contou com os adicionais R$ 5,25 bilhões do exercício de opções sobre ações).
Sustentação
Os papéis da Vale continuaram a dar sustentação à bolsa brasileira, não só com a perspectiva de reajuste maior que o esperado nos preços do minério de ferro este ano, como pela elevação do rating da companhia por parte do Barclays Capital, em um relatório. As ordinárias da mineradora ontem subiram 1,38%, a R$ 54,95, enquanto as PNA tiveram elevação de 1,18%, para R$ 47,25. Neste mês, o papel sem direito a voto da Vale acumula alta de 11,97%.
Aquecida
O diretor executivo de ferrosos da Vale, José Carlos Martins, afirmou que a situação em torno da negociação de preço do minério de ferro para 2010 é hoje bastante positiva para as mineradoras. Segundo ele, a demanda hoje pelo insumo está ainda mais aquecida do que antes da crise financeira mundial, iniciada em setembro de 2008, quando a Vale chegou a tentar negociar na Ásia um reajuste adicional de 12% com as siderúrgicas para equiparar seus preços com as concorrentes australianas.
Indefinido
Já a outra blue chip local, a Petrobras, continua à mercê do risco regulatório e das indefinições sobre o preço do barril que vai ser usado como balizador do seu processo de capitalização. A ação da Petrobras caiu ontem mesmo em meio à alta nas cotações futuras de petróleo. O papel ON perdeu 0,56%, a R$ 40,67, enquanto a ação preferencial caiu 0,47%, a R$ 36,38. Já os contratos de petróleo para fevereiro na Nymex subiram 1,31%, para US$ 79,02.
Caminhos
Há quem acredite que o movimento de aversão ao papel está levando alguns investidores para a OGX, do empresário Eike Batista. Esse papel, que ontem subiu novamente (+0,63%), acumula em janeiro ganhos de 12,87%. No mercado americano, a expectativa era boa para o balanço da IBM, que sairia após o fechamento. Perto das 18h20 em Nova York, o índice Dow Jones subia 0,94%, enquanto o S&P 500 avançava 1,04% e a bolsa eletrônica Nasdaq tinha alta de 1,23%.
Em alta
O dólar retomou o sinal de alta ante o real, influenciado pela valorização externa da divisa norte-americana e expectativas domésticas. Os investidores reforçaram posições compradas na moeda como defesa em relação a uma iminente entrada do Tesouro na compra de dólares e à piora esperada nas contas externas do País este ano, disse um operador de Tesouraria de um banco nacional. No fechamento, o dólar à vista subiu 0,28%, a R$ 1,7720 no balcão, e avançou 0,27%, a R$ 1,7727 na BM&F. O giro em D+2 estimado até 16h36 estava mais fraco que o anterior, e somava cerca de US$ 1,122 bilhão, informou a Renascença Corretora. No leilão vespertino, o Banco Central comprou dólar com taxa de corte em R$ 1,773.
Projeções
No mercado futuro, os seis vencimentos de dólar negociados até 16h15 projetavam taxas em alta, com um volume movimentado de cerca de US$ 11,269 bilhões, informou a assessoria de imprensa da BM&F. O dólar para 1º de fevereiro de 2010 subia 0,28%, a R$ 1,7760 às 16h31, com um giro de US$ 10,222 bilhões do total. Às 16h49, o euro caía a US$ 1,4284, de US$ US$ 1,4376 no fim da tarde de segunda-feira em Nova York; e o dólar avançava a 91,12 ienes, de 90,82 ienes anteriormente.
Juros futuros
As taxas de juros fecharam em alta, pressionadas pelos dados do IGP-M e do IPC-Fipe. Ao término da negociação normal da BM&F, as taxas subiram. O DI janeiro de 2011 (254.895 contratos) projetava 10,34%, de 10,27% no ajuste de segunda-feira. O DI julho de 2010 (62.230 contratos) apontava 9,14%, ante 9,09% do último ajuste. O DI janeiro de 2012 (50.500 contratos) estava em 11,73%, de 11,68% no ajuste anterior. O DI de abril de 2010 (31.490 contratos) projetava 8,70%, de 8,69% na segunda-feira.
Na Europa
As principais bolsas europeias fecharam em alta nessa terça-feira, impulsionadas pela elevada demanda por ações do setor de saúde, em linha com a tendência nos EUA. Em Londres, o índice FT-100 subiu 18,75 pontos (0,34%) e fechou com 5.513,14 pontos; em Paris, o índice CAC-40 avançou 32,21 pontos (0,81%) e fechou com 4.009,67 pontos; em Frankfurt, subiu 57,93 pontos (0,98%) e fechou com 5.976,48 pontos.
Das agências





