Opções

Em uma segunda-feira marcada pela agenda fraca, diante do feriado de Martin Luther King nos Estados Unidos e o clima ainda de férias no Brasil, a principal notícia do dia para a Bovespa foi o exercício de opções sobre ações, o primeiro do ano. O exercício movimentou R$ 5,25 bilhões, um volume considerado vigoroso diante das expectativas do mercado e dos R$ 3,96 bilhões do exercício anterior, em 21 de dezembro.

Apetite

Mesmo após o encerramento do exercício, o investidor mostrou apetite comprador, especialmente pelas blue chips. A bolsa voltou ao positivo, depois de duas quedas, mas não recuperou o patamar dos 70 mil pontos que exibiu até o dia 13 de janeiro. Ao final do pregão, o Ibovespa fechou em alta de 0,61%, aos 69.400,93 pontos, depois de oscilar entre a máxima de 69.748,16 pontos e a mínima de 68.983,21 pontos. Inflado pelo exercício de opções sobre ações, o giro financeiro saltou para R$ 9,78 bilhões, ante os R$ 6,40 bilhões da sexta-feira.

Cautela

''Os mercados adotaram uma postura mais cautelosa ao longo da última semana, após o início amplamente positivo do ano. Como resultado, a Bovespa sofreu pequena correção das altas anteriores (-1,83% na semana) e a taxa de câmbio se depreciou (+2,66%), embora tais movimentos não possam ser caracterizados como uma tendência'', avaliou Silvio Campos Neto, economista-chefe do Banco Schahin.

Liderança

Além de liderarem o volume financeiro do exercício de ontem, as ações da Vale também sofreram influência da alta das commodities e de um relatório do Barclays Capital que vê a mineradora brasileira com mais chance de conquistar market share que as concorrentes BHP Billiton e Rio Tinto Group este ano. ''Ela é a única com capacidade ociosa ainda a ocupar'', reiterou Max Bueno, analista da Spinelli Corretora. Nessa segunda-feira, a ação ordinária da Vale fechou em alta de 1,40%, a R$ 54,20, enquanto o papel PNA avançou 1,21%, para R$ 46,70.

Recuperação

Já as ações da Petrobras recuperaram parte das quedas que os papéis vem sofrendo nos últimos dias pelas incertezas regulatórias e a indefinição sobre a capitalização da companhia. Ontem as ações com direito a voto subiram 2,28%, a R$ 40,90, enquanto as preferenciais fecharam a R$ 36,55, uma alta de 2,24%. Sem os mercados norte-americanos, o investidor brasileiro também se pautou ontem pelo desempenho europeu, onde as principais bolsas fecharam em alta, apesar do fraco volume, impulsionadas pelas mineradoras. As ações de bancos gregos, no entanto, tiveram queda pelo temor que ainda persiste sobre a situação financeira do país.

Em queda

O dólar à vista fechou em queda e interrompeu cinco sessões de ganhos acumulados em 2,43% no balcão. O pronto caiu 0,28%, a R$ 1,7670 no balcão, e recuou 0,23%, a R$ 1,7680 na BM&F. O giro financeiro em D+2 até 16h30 somava cerca de US$ 1,671 bilhão, estimou a Renascença Corretora. No mercado futuro, o dólar com vencimento em 1º de fevereiro de 2010 projetava às 16h42 baixa de 0,37%, para R$ 1,7705, com um volume financeiro de US$ 8,186 bilhões. Às 16h38, o euro subia a US$ 1,4398, de US$ 1,4376 no final da tarde de sexta-feira em Nova York; e o dólar recuava a 90,69 ienes, de 90,82 ienes anteriormente.

Juros Futuros

O feriado de Martin Luther King Jr. nos Estados Unidos ontem reduziu o volume de negócios na BM&F. Ao término da negociação normal da BM&F, as taxas apresentavam estabilidade. O DI janeiro de 2011 (74.530 contratos) projetava 10,27%, de 10,26% no ajuste da sexta-feira. O DI julho de 2010 (25.220 contratos) apontava 9,09%, igual ao último ajuste. O DI janeiro de 2012 (36.335 contratos) estava em 11,68%, de 11,70% no ajuste anterior.

Bolsas europeias

As principais bolsas europeias fecharam em alta nessa segunda-feira, impulsionadas pelo setor de recursos básicos. Traders disseram que os participantes do mercado aproveitaram algumas pechinchas após as perdas sofridas nas sessões anteriores. Os volumes foram fracos em virtude do feriado do Dia de Martin Luther King Jr, nos Estados Unidos.

Movimento

Em Londres, o índice FT-100 subiu 39,02 pontos (0,72%) e fechou com 5.494,39 pontos; em Paris, o índice CAC-40 avançou 23,08 pontos (0,58%) e fechou com 3.977,46 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 subiu 42,58 pontos (0,72%) e fechou com 5.918,55 pontos. As companhias mineradoras receberam impulso da alta do chumbo e de outros metais: Anglo American +3,18%, Kazakhmys +2,48%, Xstrata +2,36%, BHP Billiton +1,47% e Antofagasta +1,46%.

Das agências

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