MERCADO FINANCEIRO
Bolsa cai
Dólar sobe
Em baixa
Um temor generalizado tomou conta dos investidores ontem, antes do feriado nos Estados Unidos (Dia de Martin Luther King) na segunda-feira e de uma semana repleta de balanços corporativos na economia americana. No Brasil, a proximidade do primeiro vencimento de opções sobre ações de 2010 só reforçou a volatilidade das blue chips e a bolsa embarcou no segundo dia de queda.
Ibovespa
O Ibovespa fechou em queda de 1,18%, aos 68.978,30 pontos. Em porcentagem, é o maior recuo desde 21 de dezembro. Ao longo do dia, o indicador marcou a máxima de 69.787,85 pontos e a mínima de 68.695,30 pontos. Na semana, o principal índice da bolsa acumula perda de 1,82%, enquanto no mês a alta é de 0,57% e, em 12 meses, +76,19%.
Giro
O giro financeiro, também sob influência da cautela e do vencimento de opções, caiu sobre a quinta-feira. Ontem, segundo dados ainda preliminares, o giro foi de R$ 6,40 bilhões, ante os R$ 6,87 bilhões de anteontem. O dólar ganhou força ante outras moedas e as commodities passaram a cair. O petróleo enfrentou seu quinto dia consecutivo de perdas.
Grécia
Para os operadores, os dados que chegam dos Estados Unidos ainda não são fortes o suficiente para embasar nenhum otimismo - muitas vezes, eles vieram em linha ou abaixo do esperado, quase nunca acima. Além disso, a situação
financeira da Grécia ainda inspira cuidados.
Petrobras
As blue chips Petrobras e Vale sofreram ontem com a volatilidade trazida pela expectativa com o vencimento de opções. No caso da Petrobras, esse foi um fator adicional de impacto, para um papel que já vem caindo há dias por conta das indefinições sobre a capitalização da estatal e as quedas nas cotações do petróleo no mercado internacional. A ação ordinária acabou o dia em alta e subiu 0,60%, a R$ 39,99, enquanto a preferencial ganhou 0,22%, para R$ 35,75.
Vale
Já a Vale, cujas ações estavam se beneficiando até agora das boas perspectivas de reajuste no minério de ferro, ontem, além do vencimento, enfrentou o efeito das notícias de que a China descobriu 5 bilhões de toneladas de reservas de recursos de minério de ferro, sendo 1 bilhão de toneladas de reservas provadas (mais viáveis de aproveitamento). Isso pode ser benéfico para as siderúrgicas chinesas, mas nem tanto para as grandes mineradoras mundiais como a Vale.
Ativos
A empresa brasileira também confirmou hoje que negocia aquisição de ativos de fertilizantes com a Bunge no Brasil. De acordo com fato relevante, a Vale está em negociações por meio de uma de suas controladas, de ativos de fertilizantes do Grupo Bunge por até US$ 3,8 bilhões. Vale ON perdeu 1,29%, a R$ 53,45, enquanto a ação PNA teve retração de 0,52%, a R$ 46,14.
Câmbio
O dólar fechou em alta pela quinta sessão consecutiva e na maior cotação à vista desde 22 de dezembro, ficando em R$ 1,7720 no balcão (+0,40%) e na BM&F (+0,45%). Nesta semana, a moeda no balcão acumulou valorização de 2,43% ante o real e, no mês/ano até o momento, o ganho é de 1,66%. O giro em D+2 estimado até 16h40 somava cerca de US$ 2,5 bilhões ou 76% superior ao volume em D+2 da véspera. No leilão no início da tarde, o BC adquiriu moeda com taxa de corte de R$ 1,7629.
Investidores
As cotações foram pressionadas ontem pela alta externa da divisa norte-americana e o fluxo cambial predominantemente negativo no mercado local, apesar de algumas ofertas de exportadores mais cedo. Parte de investidores estrangeiros e de tesourarias de bancos que realizaram lucros na Bovespa migrou para compra de dólar futuro.
Mercado futuro
No mercado futuro, o dólar para 1º de fevereiro de 2010 subia 0,51%, para R$ 1,7745 às 16h49. Este vencimento concentrou um volume financeiro de US$ 11,252 bilhões, de um total contabilizado com cinco vencimentos, de US$ 11,590 bilhões.
Risco
No exterior, a aversão ao risco penalizou as moedas consideradas mais arriscadas. Às 17h02, o euro caía a US$ 1,4378, de US$ 1,4504 ontem; e a libra esterlina cedia a US$ 1,6258, de US$ 1,6335 na véspera. O dólar recuava a 90,84 ienes, de US$ 91,09 ienes na véspera.
Juros
Os juros futuros inverteram o sentido de alta percorrido anteontem, encerrando em baixa a negociação normal da BM&F. A trajetória foi marcada pelo fluxo vendedor de investidores estrangeiros, em especial nos DIs longos, temperada por zeragem parcial de posições compradas de players locais, disseram operadores.
Ajuste
O DI janeiro de 2011 (314.500 contratos) cedia a 10,26%, de 10,33% no ajuste anteontem. O DI julho de 2010 (76.355 contratos) caía a 9,09%, de 9,11% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2012 (60.540 contratos) projetava 11,70%, de 11,77% no ajuste anterior.





