Pregão
Um ajuste ao cenário de poucas notícias acabou impedindo um pregão de alta ontem na Bovespa, fazendo a bolsa brasileira se descolar das americanas e europeias. As ordens de compra dos papeis da estatal Petrobras, uma das blue chips de maior peso no índice, tiveram forte contribuição para levar o pregão para o vermelho.

Giro
O Ibovespa fechou o dia em queda de 0,83%, aos 69.801,42 pontos - fechando abaixo de 70 mil pontos pela primeira vez em 2010 - , depois de oscilar entre a máxima de 70.508,21 pontos e a mínima de 69.661,25 pontos. O giro de ontem foi de R$ 6,87 bilhões, ante os R$ 6,8 bilhões registrados anteontem.

Petrobras
O papel preferencial da Petrobras encarou seu sexto dia consecutivo de queda e perdeu ontem 1,74%, a R$ 35,67, enquanto a ação com direito a voto caiu 1,61%, a R$ 39,75. Nos seis dias, a ação PN recuou 4,8%. Já a outra blue chip Vale, beneficiada nos últimos dias pelas boas perspectivas quanto ao reajuste de minério de ferro este ano, passou por um dia de ''queima de gordura'', segundo um operador. A ação PNA caiu 0,28%, a R$ 46,38, enquanto a ação ordinária sucumbiu a uma queda menor, de 0,02% (R$ 54,15).

Dow Jones
As vendas no varejo dos EUA caíram 0,3% em dezembro, contrariando as expectativas de economistas consultados pela Dow Jones de aumento de 0,5%, segundo dados do Departamento do Comércio. Mas as vendas de novembro foram revisadas para alta de 1,8%, de dado original que mostrava aumento de 1,3%. Excluindo o setor de automóveis, as vendas no varejo caíram 0,2%, ante previsão de economistas de alta de 0,3%.

Auxílio-desemprego
Outro dado sobre a economia americana, o número de novos pedidos de auxílio-desemprego requeridos na semana passada até o dia 9 aumentou em 11 mil, contrariando expectativa de declínio de 4 mil pedidos dos analistas. Já a média móvel de quatro semanas, entretanto, caiu em 9 mil para 440.750 mil pedidos na semana passada, menor nível desde 30 de agosto de 2008, o que indica que a tendência nos pedidos ainda é de baixa.

Nova York
No exterior, as bolsas europeias fecharam em ligeira alta e Nova York seguia no campo positivo perto das 18h20. A expectativa dos analistas é boa para o balanço da Intel, maior fabricante mundial de computadores, que divulga seus resultados trimestrais após o fechamento. Esse é o segundo balanço trimestral de 2010, depois que os números da Alcoa, na segunda-feira, decepcionaram.

Câmbio
O dólar no mercado doméstico fechou em alta ontem, pela quarta sessão consecutiva, pressionado pelo fluxo cambial aparentemente negativo em meio a uma oferta reduzida de moeda. A alta externa da divisa norte-americana, principalmente ante o euro, também favoreceu o ajuste das cotações locais. No fechamento, o dólar subiu 0,28% a R$ 1,765 no balcão, após oscilar 0,62% de uma mínima de R$ 1,761 (+0,06%) à máxima de R$ 1,772 (+0,68%). Nas quatro sessões desta semana, a moeda no balcão acumula valorização de 2,02%.

Banco Central
Na BM&F, o pronto encerrou com ganho de 0,23%, cotado a R$ 1,7640. O giro em D+2 estimado até 16h40 somava cerca de US$ 1,2 bilhão, informou a Renascença Corretora. No leilão vespertino, o Banco Central comprou dólar com taxa de corte de R$ 1,7653.

Mercado Futuro
No mercado futuro, os seis vencimentos de dólar negociados até 16h16 projetavam taxas em alta, com um volume financeiro de US$ 13,053 bilhões. Às 16h44, o dólar fevereiro de 2010 subia 0,23%, para R$ 1,7665, após ter subido mais cedo até máxima de R$ 1,7785 (+0,91%) e recuado à mínima de R$ 1,7595 (-0,17%). Este vencimento girou cerca de US$ 12,718 bilhões do total.

Exterior

No exterior, os números piores do que o esperado sobre os pedidos de auxílio-desemprego na semana passada e sobre as vendas no varejo nos EUA em dezembro provocaram busca por moedas mais seguras. O dólar sustentou durante a tarde leves ganhos ante o euro, mas caía em relação ao iene. Às 16h57, o euro caía a US$ 1,4513, de US$ 1,4532 anteontem; e o dólar recuava a 90,90 ienes, de 91,77 ienes na véspera.


Juros

A expectativa alimentada anteontem de um número mais fraco para as vendas do comércio varejista em novembro não se concretizou e obrigou o mercado de juros ontem a ajustar para cima as taxas, especialmente as de curto prazo, enquanto os vencimentos mais longos tiveram seu comportamento mais atrelado ao leilão de papéis prefixados do Tesouro. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2011 (218.950 contratos) projetava 10,33%, de 10,30% no ajuste de ontem. O DI julho de 2010 (54.405 contratos) subia a 9,11% (máxima), ante 9,08% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2012 (50.675 contratos) avançava a 11,77% (máxima), de 11,70% no ajuste anteontem.

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