Dólar subiu
Bovespa desceu

Em alta


O dólar comercial foi vendido por R$ 1,748 nas últimas operações registradas ontem, em alta de 0,69%. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,751 e R$ 1,738. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,850, em um avanço de 0,54%. Novamente, notícias da economia chinesa geraram algum nervosismo no mercado de câmbio doméstico, que teve um dia volátil. O Banco Central fugiu ''da rotina'' e adiantou para o período matutino seu habitual leilão de compra. O Banco Central realizou seu leilão para compra de moeda logo pela manhã, às 10h35 (hora de Brasília), e aceitou ofertas por R$ 1,7470 (taxa de corte).

Medidas

''Houve um pouco de nervosismo hoje (ontem) com as notícias da China: o governo por lá voltou a aumentar os juros (nos títulos de curto prazo) e lançou novas medidas para tirar dinheiro de circulação da economia'', comenta Glauber Romano, profissional da mesa de operações da corretora Intercam. ''E a nossa correlação mais forte por aqui é com o euro, que perdeu valor perante o dólar. O mercado tende a ficar um pouco mais avesso a risco e vai para o dólar por uma questão de proteção'', acrescenta, lembrando ainda que a autoridade monetária americana já deu sinais, pela interpretação de analistas, de que os juros dos EUA devem subir ainda neste ano.

Exportador

A China é uma das maiores importadoras mundiais de commodities e ativos financeiros ligados a essas matérias-primas, como ações de mineradoras ou moedas, costumam oscilar com notícias da economia chinesa. Segunda-feira, repercutiu mundialmente a informação do crescimento histórico das exportações desse país asiático, a par de um aumento de quase 56% das importações.

Juros futuros

O mercado de juros futuros, que sinaliza o custo do dinheiro para os bancos, voltou a elevar as taxas projetadas nos contratos de prazo mais longo. No contrato que aponta os juros para outubro de 2010, a taxa prevista passou de 9,76% ao ano para 9,77%; no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada subiu de 10,34% para 10,36%. Esses números ainda são preliminares e podem sofrer ajustes.

Em queda

As iniciativas do governo chinês para conter a economia foram, mais uma vez, motivo para o investidor optar por vender ações na jornada de ontem, em sintonia com os mercados europeus e americanos. O mercado também não digeriu bem o balanço da Alcoa, que abriu a temporada de resultados corporativos nos EUA. O Ibovespa, índice que reflete os preços das ações mais negociadas, retraiu 0,51% no fechamento, aos 70.075 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,30 bilhões.

Notícias

Entre as principais notícias do dia, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou um crescimento do nível de emprego no setor industrial, de 1,1% em novembro ante outubro. A renda desse trabalhador, no entanto, encolheu 0,8% no mesmo período. A FGV apontou inflação de 0,27% em janeiro, pela leitura do IGP-M, em sua primeira estimativa do mês. Na primeira prévia de dezembro o indicador havia registrado queda de 0,16%. O Dieese verificou um aumento de 4,05% no custo de vida de paulistano em 2009, a segunda menor variação da década.

Internacional

No front internacional, o governo chinês elevou os juros oferecidos em títulos públicos de um ano de prazo, quase uma semana depois de elevar os juros para os títulos de três meses. Ajustando as taxas pagas por esses títulos, o banco central asiático torna o custo de capital mais caro, numa tentativa tradicional de combate à inflação. Segunda-feira à noite, a produtora americana de alumínio Alcoa anunciou um prejuízo de US$ 277 milhões (US$ 0,28 por ação) para o período do último trimestre do ano passado, após ter registrado um lucro de US$ 77 milhões no terceiro trimestre. No mesmo trimestre de 2008, a perda havia sido de US$ 1,19 bilhão, ou US$ 1,49 por ação.

Europa

As principais bolsas europeias fecharam em baixa nessa terça-feira, pressionadas pelos temores de desaceleração da expansão econômica da China e desapontamento com relação ao início da temporada de balanços nos Estados Unidos - uma vez que a gigante Alcoa divulgou um lucro abaixo do esperado no quarto trimestre. Até amanhã, quando o Banco Central Europeu (BCE) se reúne e anuncia sua decisão sobre juro, o sentimento do mercado será dominado pelos balanços das companhias americanas.

Movimento

''Os números da Alcoa esfriaram o humor e deixaram muitos mais nervosos com relação à temporada de balanços. Se o tema 'desapontamento' continuar, muitas pessoas que previam um forte primeiro trimestre podem bem estar erradas'', disse James Hughes, analista de mercado da CMC Markets. Em Londres, o índice FT-100 caiu 39,36 pontos (0,71%) e fechou com 5.498,71 pontos; em Paris, o índice CAC-40 recuou 43,04 pontos (1,06%) e fechou com 4.000,05 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 caiu 97,50 pontos (1,61%) e fechou com 5.943,00 pontos.

Das agências

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