MERCADO FINANCEIRO
Bovespa subiu
Bolsa de Paris desceu
Em alta
O dólar comercial foi vendido por R$ 1,736, em alta de 0,34%, nas últimas operações do dia. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,740 e R$ 1,719. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,840, estável sobre o valor da semana passada. Profissionais do mercado de câmbio veem dificuldades para que a moeda americana varie muito além da faixa de R$ 1,72 e R$ 1,75 nos próximos meses, sem mudanças relevantes na economia global.
Perspectivas
Embora haja a perspectiva de um fluxo regular de recursos estrangeiros pelo lado financeiro - com quase R$ 1 bilhão aplicado na Bolsa somente na primeira semana - a percepção de que pode haver novas medidas do governo caso a taxa de câmbio abaixo de R$ 1,70 serve de desestímulo às quedas mais bruscas. Pela manhã, a notícia de que as importações chinesas haviam crescido mais de 55% em 2009 entusiasmou muitos investidores. As Bolsas de Valores subiram e o dólar bateu suas cotações mínimas do dia. A abertura dos mercados americanos, em um dia volátil, tirou parte desse ímpeto.
Deficit
Entre as principais notícias do dia, o Ministério do Desenvolvimento registrou um deficit comercial (importações maiores que exportações) de US$ 375 milhões na primeira semana de janeiro. Em todo o mês de janeiro de 2009, o resultado foi deficitário em US$ 529 milhões - média diária de US$ 25,2 milhões. O boletim Focus, preparado pelo Banco Central, apontou que a maioria dos economistas do setor financeiro elevou suas projeções para a taxa Selic no final deste ano, de 10,7% para 11%. A projeção média para o crescimento do PIB deste ano foi mantida em 5,2%. A taxa de câmbio esperada para o final de ano foi preservada em R$ 1,75.
Juros futuros
O mercado de juros futuros, que sinaliza o custo do dinheiro para os bancos, aumentou as taxas projetadas nos contratos de prazo mais longo. No contrato que aponta os juros para outubro de 2010, a taxa prevista avançou de 9,73% ao ano para 9,76%; no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 10,32% para 10,34%. Esses números ainda são preliminares e podem sofrer ajustes.
Bovespa
Sem indicadores na agenda, o mercado norte-americano se apoiou na expectativa do balanço da Alcoa - uma das maiores fabricantes mundiais de alumínio - e adotou uma postura mais cautelosa na tarde dessa segunda-feira, que contaminou a Bovespa. O principal índice da bolsa brasileira se manteve volátil durante todo o dia, mas interrompeu dois dias de queda para fechar em alta de 0,24%, aos 70.433,49 pontos, depois de bater na máxima de 71.068,06 pontos pela manhã e na mínima de 70.158,31 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,19 bilhões, ante os R$ 6,51 bilhões registrados na sexta-feira.
Otimismo
Pela manhã, os dados de importação e exportação da China disseminaram o otimismo com os emergentes, sensação realçada pela proposta de compra da Femsa, do México, pela holandesa Heineken. A China importou volume recorde de petróleo em dezembro e dobrou suas compras de minério de cobre naquele mês, o que reforçou as cotações das commodities e contribuiu para elevar os papéis da Vale e das siderúrgicas.
Negócios
Já a cervejaria holandesa Heineken disse nessa segunda-feira que vai comprar as operações da Fomento Económico Mexicano SAB de CV (Femsa), por meio de uma transação totalmente em ações avaliada em 5,3 bilhões de euros (US$ 7,7 bilhões). ''Os dados da China surpreenderam. As economias de todos os emergentes estão se comportando muito bem'', afirmou Débora Morsch, diretora da Solidus Corretora.
Movimentação
O movimento de realização de lucros detonado pela cautela, entretanto, fez com que os papéis das blue chips fossem afetados. Vale ON caiu 0,30%, a R$ 53,65, enquanto a ação PNA subiu 0,44%, para R$ 45,75. Já Petrobras ON teve alta de 0,10%, a R$ 41,29, e a ação sem direito a voto da estatal fechou em R$ 36,83, com recuo de 0,32%.
Cautela
As principais bolsas europeias fecharam em direções divergentes nessa segunda-feira, mas perto dos níveis de fechamento anterior, pressionadas pelo tom de cautela de Wall Street, onde os participantes do mercado se preparavam para o início da temporada de balanços corporativos. ''Desde julho do ano passado nos acostumamos a ver um padrão de compras de pechinchas diante de qualquer fraqueza de curto prazo'', disse Philip Gillett, trader da IG Index. ''No momento, não há nada que indique que a queda de hoje (ontem) seja algo muito dramático'', acrescentou.
Divergências
Em Londres, o índice FT-100 subiu 3,83 pontos (0,07%) e fechou com 5.538,07 pontos; em Paris, o índice CAC-40 caiu 2,05 pontos (0,05%) e fechou com 4.043,09 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 subiu 2,89 pontos (0,05%) e fechou com 6.040,50 pontos.
Das agências





