Bolsas europeias subiu
Bovespa desceu

No patamar


O saldo dos postos de trabalho no mercado norte-americano em dezembro, divulgado ontem de manhã, assustou a princípio, mas foi assimilado pelo investidor, que voltou a demonstrar apetite de compra pelos papéis da bolsa brasileira. A ligeira queda de quinta-feira foi vista mais como um respiro, depois de oito altas consecutivas, enquanto ontem a bolsa passou o dia rondando a estabilidade. O Ibovespa fechou em queda de 0,27%, aos 70.262,70 pontos. Na máxima do dia, o índice tocou os 70.765,89 pontos e na mínima chegou a 70.158,14 pontos. Na semana, o Ibovespa registrou alta de 2,44%, enquanto no ano a bolsa brasileira ganhou 67,33%.

Razoável

O giro financeiro de ontem foi considerado ''bem razoável'' por um operador e ficou em R$ 6,51 bilhões, acima dos R$ 6,13 bilhões registrados quinta-feira. A economia dos Estados Unidos cortou 85 mil postos de trabalho em dezembro, segundo dados do Departamento de Trabalho, bem mais do que a perda de 10 mil postos de trabalho esperada por economistas consultados pela Dow Jones. Mas o dado de novembro foi revisado em alta para abertura de 4 mil vagas, na primeira vez que a economia criou empregos desde o início da recessão, em dezembro de 2007. O dado original de novembro mostrava corte de 11 mil postos de trabalho. ''O número foi negativo, mas não é horroroso de todo'', citou uma analista do setor.

Na Europa

Na Europa, a sexta-feira também foi dia de conhecer dados sobre emprego. A taxa de desemprego da zona do euro subiu a 10,0% em novembro, de 9,9% em outubro, atingindo o maior nível desde agosto de 1998. O resultado superou a previsão média de analistas, que era de desemprego a 9,9%. O dado de outubro foi revisado em alta, em relação aos 9,8% anunciados originalmente. Em toda a União Europeia, a taxa de desemprego subiu para 9,5%, o maior nível desde o início de registros comparáveis, em janeiro de 2000. As bolsas Europeias fecharam em alta modesta.

Pelo Brasil

Localmente, a Vale tem sido uma das principais responsáveis por manter o índice da bolsa brasileira acima dos 70 mil pontos e já há quem aposte que alguma novidade relacionada à empresa deve estar prestes a ser conhecida, além das boas perspectivas para a siderurgia no mercado internacional, citadas nos últimos dias. Vale ON subiu 0,98%, a R$ 53,81, e a ação preferencial avançou 0,55%, a R$ 45,55.

Aversão

Já a Petrobras, outra blue chip da bolsa brasileira, continua a sofrer a aversão provocada pela incerteza regulatória do pré-sal, aliada aos rumores de que a empresa possa comprar parte da Galp e de que estaria no cerne da divergência para a compra da Quattor pela Braskem. Petrobras ON perdeu 0,75%, a R$ 41,25, e a ação PN caiu 0,54%, para R$ 36,95.

De volta

O mercado devolveu ontem quase todo o ganho no preço da moeda americana ao longo da semana, com a expectativa dos agentes financeiros por um sólido fluxo de recursos nos próximos dias. Dessa forma, o dólar comercial foi negociado por R$ 1,730 nas últimas operações de ontem, em queda de 0,85%. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,753 e R$ 1,728. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 1,840, em um decréscimo de 0,54%.

Especulações

Profissionais de mercado citaram especulações em torno da captação de US$ 1 bilhão realizada pelo BNDES no exterior e noticiada no início desta semana, utilizado por alguns para explicar a queda nos preços vista ontem. Mário Paiva, analista da corretora Liquidez, cita ainda relatório de um grande banco internacional apontando aportes bilionários de recursos em fundos de ações que investem nas economias emergentes no início deste ano.

Tendência

''A tendência do dólar continua sendo de queda, neste ano. Mas é bom ressaltar que há uma resistência muito significativa no preço de R$ 1,70. Por isso, eu acho que nós vamos ver o dólar oscilando entre R$ 1,70 e R$ 1,80 por um bom tempo'', avalia o profissional da Liquidez, acrescentando: ''para mudar esse quadro, somente se nós vermos uma alteração muito drástica nos rumos da maior economia do planeta (EUA)''.

Juros futuros

O mercado de juros futuros, que sinaliza o custo do dinheiro para os bancos, voltou a rebaixar as taxas projetadas nos contratos de prazo mais longo. A FGV apontou inflação de 0,11% em dezembro, ante leve alta de 0,07% no mês anterior. No ano passado, houve deflação de 1,43%, a primeira da série histórica que remonta à década de 40. No contrato que aponta os juros para outubro de 2010, a taxa prevista caiu de 9,78% ao ano para 9,73%; no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada recuou de 10,34% para 10,31%. Esses números ainda são preliminares e podem sofrer ajustes.

Das agências

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