MERCADO FINANCEIRO
Dólar subiu
Bolsas caíram
Cautela
Depois de oito altas consecutivas, os investidores decidiram adotar uma certa cautela ontem, na expectativa dos números do mercado de trabalho norte-americano (payroll) que saem hoje. Para os economistas, entretanto, esse não é um sinal de pessimismo ou de perda do apetite demonstrado com a bolsa brasileira desde 22 de dezembro do ano passado. Provada disso é que a marca dos 70 mil pontos, conquistada no primeiro pregão deste ano, não foi abandonada ontem, quando o Ibovespa perdeu 0,39%, aos 70.451,12 pontos, depois de oscilar entre a máxima de 70.722,91 pontos e a mínima de 70.045,06 pontos.
Interbancários
A decisão da China, de elevar os juros interbancários no leilão semanal de bônus pela primeira vez desde agosto, apesar de citada por boa parte dos analistas como razão da correção nos mercados ontem, não teve impacto forte na bolsa brasileira, na avaliação de Fausto Gouveia, economista da Legan Asset Management. ''O impacto da decisão da China seria maior na Vale, mas o papel continuou subindo'', pondera. As ações ordinárias da Vale subiram 0,41%, para R$ 53,29, enquanto a PNA avançou 0,67%, a R$ 45,30. O giro financeiro de ontem, de R$ 6,13 bilhões, também é citado por ele como mais um sinal de cautela para os dados de amanhã. Ontem, o giro foi de R$ 7,20 bilhões. Petrobras ON caiu 0,60%, a R$ 41,56, enquanto a ação preferencial teve retração de 0,93%, a R$ 37,15.
Mercado externo
Nos mercados internacionais, predominou a estabilidade, com a mesma prudência vista por aqui. Nos Estados Unidos, o número de trabalhadores que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego aumentou 1 mil, para 434 mil pedidos, após ajustes sazonais, na semana até 2 de janeiro, enquanto economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam aumento de 8 mil pedidos.
Mão de obra
As principais bolsas europeias registraram desempenhos desiguais depois de terem sido incapazes de manter os ganhos intraday por causa do nervosismo relacionado ao relatório do mercado de mão de obra que será divulgado hoje. Em Londres, o índice FT-100 caiu 0,06% e fechou com 5.526,72 pontos; em Paris, o índice CAC-40 avançou 0,18% e fechou com 4.024,80 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 caiu 0,25% e fechou com 6.019,36 pontos.
Câmbio
O mercado de câmbio voltou a guiar-se pela volatilidade do dólar no exterior e o fluxo de entrada e de saída de recursos no País, considerado fraco e aparentemente equilibrado, segundo operadores de mesas de negociação interbancária de corretoras e de tesourarias de bancos consultados. No fechamento, a moeda à vista estava em alta, pelo terceiro dia consecutivo, cotada a R$ 1,7450 (+0,35%) no balcão e a R$ 1,7395 (+0,40%) na BM&F. Nesses três dias de ganhos, o pronto no balcão apurou valorização de 1,37%.
Mercado Futuro
No leilão, o Banco Central fixou em R$ 1,7411 a taxa de corte na compra de moeda. No mercado à vista, durante essa operação, o dólar pronto era cotado a R$ 1,7430 (+0,23%) e na BM&F a R$ 1,7395 (+0,40%). No mercado futuro, os três vencimentos de dólar negociados até 16h19 projetavam taxas em alta, com um giro de negócios de US$ 13,034 bilhões. O dólar fevereiro de 2010 apontava às 17h03 valorização de 0,92%, a R$ 1,7550, com um giro de US$ 12,760 bilhões do total.
Euro
No mercado internacional de moedas, além do impacto favorável do dado dos EUA, o dólar ampliou os ganhos registrados durante a madrugada depois que indicadores abaixo do previsto na zona do euro e o declínio das ações globais deram sustentação à divisa norte-americana. Às 17h04, o euro era negociado em US$ 1,4312, de US$ 1,4409 na tarde de anteontem em Nova York. O dólar estava em 93,11 ienes, de 92,45 ienes na quarta-feira.
Juros
Os juros futuros encerraram a negociação normal da BM&F perto da estabilidade, alinhados aos níveis de ajuste de anteontem. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2011 (122.175 contratos) projetava 10,33% (mínima), de 10,34% no ajuste. O DI julho de 2010 (45.750 contratos) tinha taxa de 9,14%, de 9,13% no ajuste da véspera. O DI janeiro de 2012 (74.295 contratos) marcava 11,72% (mínima), de 11,73% anteontem.
Negócios
O volume de negócios decresceu em relação aos últimos dias e os vencimentos, sobretudo os curtos, mostraram oscilação restrita, atribuída pelos profissionais à falta de impulso da agenda doméstica, enquanto os vencimentos longos estiveram levemente pressionados ao longo do dia. Os contratos de longo prazo passaram boa parte da sessão em ligeira alta, influenciados pelas operações relacionadas ao leilão de prefixados do Tesouro Nacional, o primeiro de 2010. Mas o movimento acabou arrefecendo ao término da negociação normal.





