MERCADO FINANCEIRO
Câmbio
O dólar comercial foi vendido por R$ 1,739, alta de 0,46%, nas últimas operações de ontem. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,740 e R$ 1,729. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,840, em um avanço de 0,54%. Profissionais de mercado apontam alguma saída de moeda para explicar a moderada alta vista na jornada de ontem, que praticamente repete a dinâmica de terça-feira. O Banco Central comprou dólar por R$ 1,7325 (taxa de corte), em leilão realizado às 15h41 (hora de Brasília).
Fluxos
''Hoje (ontem) teve um pouco de fluxo de saída, provavelmente de algumas empresas já antecipando talvez, alguma operação de remessa de dividendos. Nós temos que lembrar que, a partir das próximas semanas, nós devemos ter alguma pressão de alta justamente por causa desse tipo de operação'', comenta José Carlos Benites, gerente da corretora Moeda. Ontem, o Banco Central revelou que o fluxo cambial do país teve um saldo positivo (entradas de dólares maiores que as saídas) na casa dos US$ 28 bilhões, o terceiro melhor resultado da história. Benites vê dificuldades para esse desempenho se repetir neste ano, principalmente pelo lado da conta comercial (exportações e importações).
Juros futuros
O mercado de juros futuros, que sinaliza o custo do dinheiro para os bancos, rebaixou mais uma vez as taxas projetadas nos contratos de prazo mais longo. No contrato que aponta os juros para outubro de 2010, a taxa prevista recuou de 9,83% ao ano para 9,78%, enquanto no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 10,42% para 10,34%. Esses números ainda são preliminares e podem sofrer ajustes.
De leve
As principais bolsas europeias fecharam em alta modesta ao final de uma sessão volátil nessa quarta-feira, que foi marcada pelas preocupações sobre os problemas da dívida da Grécia por um lado e, por outro, pelos relatórios apontando a expansão do setor de serviços nos Estados Unidos e uma perda menor que o esperado no número de vagas no setor privado. Além disso, também prevaleceu alguma cautela dos investidores antes do relatório do mercado de mão de obra dos EUA, que sai nesta sexta-feira.
Movimentação
Em Londres, o índice FT-100 subiu 7,54 pontos (0,14%) e fechou com 5.530,04 pontos; em Paris, o índice CAC-40 avançou 4,76 pontos (0,12%) e fechou com 4.017,67 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 subiu 2,47 pontos (0,04%) e fechou com 6.034,33 pontos. Eric Lanteigne, um analista técnico da Ticonderoga Securities, disse que os mercados de ações europeus estão parecendo esticados demais, mas ele não vê uma grande queda pela frente. ''Não estamos esperando um declínio significativo, mas provavelmente um ponto de entrada muito melhor para o primeiro semestre de 2010'', disse.
Destaques
''O movimento de alta permanece intacto e enquanto não houver um choque real ao sistema, não há porque as ações não possam subir mais'', disse Angus Campbell, trader at Capital Spreads. Entre os destaques individuais, as ações da rede de varejo britânica Marks & Spencer caíram 6,79% depois de dizer que as vendas comparáveis no período de 13 semanas até 26 de dezembro subiram 0,8% ao ano, resultado que ficou abaixo da previsão de consenso de alta de 1,2% dos analistas.
Na Ásia
A maior parte das bolsas asiáticas fechou em alta nessa quarta-feira, embora o temor de inflação tenha contribuído para pressionar o mercado na China. Na Bolsa de Hong Kong, as ações do banco HSBC e da operadora de bolsa Hong Kong Exchanges & Clearing lideraram a alta do índice Hang Seng, que avançou 0,6% e fechou aos 22.416,67 pontos. Com a expectativa de continuidade na recuperação da economia mundial, HSBC ganhou 1,3% e a operadora de bolsa se valorizou 4,8%. Chalco subiu 4,9%, estendendo os ganhos obtidos desde segunda-feira, quando a companhia anunciou um reajuste nos preços da alumina.
Em queda
As bolsas da China fecharam em queda, pressionadas pela preocupação de que a inflação possa ter subido em dezembro e depois de um jornal ter informado que o Banco da China pode buscar recursos no mercado. O índice Xangai Composto, que acompanha as ações A e B, recuou 0,9%, e fechou aos 3.254,22 pontos. O Shenzhen Composto baixou 0,2% e encerrou aos 1.203,24 pontos. ''Há um rumor no mercado de que a inflação de dezembro (passado) vai superar as expectativas, o que pavimentaria o caminho para medidas de aperto'', disse um analista.
Sobe
A Bolsa de Tóquio fechou em alta nessa quarta-feira, puxada pelo setor bancário, que se sustentou nas expectativas dos investidores em relação à iminente oferta de ações do Sumitomo Mitsui Financial Group (SMFG). Um início de cobertura otimista das grandes seguradoras contribuiu para um rali também neste setor. O índice Nikkei 225 subiu 49,62 pontos, ou 0,5%, e fechou aos 10.731,45 pontos, sua terceira alta consecutiva e a oitava nas últimas 10 sessões.
Das agências





