MERCADO FINANCEIRO
Dólar cai
Fluxo Cambial sobe
Dólar
A falta de liquidez na antevéspera do Natal fez com que um único negócio de uma grande empresa levasse a dólar a repetidas mínimas no período da tarde, fazendo com que a moeda americana perdesse mais de 1% de seu valor em relação ao real. Como explicaram os operadores, em dias de poucos negócios como os desta semana, qualquer entrada pode alterar de forma significativa o rumo da divisa.
No balcão
No mercado à vista, o pronto da BM&F recuou 1,52%, para R$ 1,7559, enquanto no balcão a moeda fechou em R$ 1,7570, queda de 1,40%. O giro das operações com liquidação em dois dias (D+2), que por conta do feriado de 25 de dezembro serão liquidadas na próxima segunda-feira, era de US$ 1,4 bilhão às 16h35.
Mercado doméstico
De qualquer forma, o mercado doméstico de câmbio repetiu o desempenho da moeda americana no exterior, cuja queda foi aprofundada depois do dado decepcionante nas vendas de imóveis novos nos Estados Unidos. Aqui, porém, a queda foi mais acentuada. Depois de cair para o menor nível em três meses e meio ontem, o euro subia ontem 0,71% às 16h35, para US$ 1,4349. Em relação à divisa japonesa, o dólar quase atingiu o pico de dois meses ontem, mas ontem perdia 0,16%, a 91,54 ienes no mesmo horário.
Liquidez
''A falta de liquidez explica em grande parte a queda, as pessoas já estão em ritmo de Natal'', afirmou a economista Marianna Costa, do Link Investimentos. Segundo ela, mesmo os dados divulgados nos Estados Unidos tiveram pouco efeito sobre o mercado local, onde boa parte dos operadores já havia abandonado as mesas no período da tarde. No mercado internacional, o otimismo que vinha dominando os investidores sobre a recuperação da economia norte-americana foi abalado pelos dados de vendas de imóveis novos informados hoje. A comercialização de novas residências caiu 11,3% em novembro ante outubro, enquanto os economistas consultados pela Dow Jones esperavam recuo de 1,2%.
Norte-americanos
A renda pessoal dos norte-americanos, por sua vez, cresceu 0,4% em novembro na comparação com outubro, o maior aumento desde o de 1,5% registrado em maio, enquanto os gastos com consumo aumentaram 0,5%, índices também abaixo das expectativas. Analistas esperavam, em média, aumento de 0,5% da renda e de 0,6% dos gastos. E o índice de sentimento do consumidor dos EUA, medido pela Reuters e Universidade de Michigan, subiu de 67,4 em novembro para 72,5 ao final de dezembro, ficando abaixo da previsão dos analistas, que era de alta para 73,5. O índice preliminar de dezembro havia ficado em 73,4.
Fluxo cambial
No mercado local, o Banco Central informou ontem que o fluxo cambial em dezembro continua positivo e registrou ingresso líquido de US$ 1,565 bilhão nos 18 primeiros dias do mês. Segundo dados do BC, o saldo desse período tem resultado oposto ao observado em igual período de dezembro de 2008, quando o Brasil havia perdido US$ 4,396 bilhões. Segundo o BC, o resultado preliminar de dezembro de 2009 foi gerado pelo movimento observado na conta do comércio exterior, que contribuiu positivamente com US$ 1,780 bilhão no período. O valor é resultado de exportações de US$ 9,461 bilhões e importações de US$ 7,681 bilhões.
Compras diárias
As compras diárias de dólares realizadas pelo Banco Central aumentaram as reservas internacionais em US$ 2,677 bilhões no mês de dezembro, conforme levantamento preliminar até o dia 18. Segundo o BC, as compras acumuladas da terceira semana de dezembro, entre os dias 14 e 18, somaram US$ 735 milhões. Desde a retomada das intervenções da autoridade monetária no mercado cambial em maio, o BC já retirou US$ 26,669 bilhões no mercado cambial à vista. Hoje, a autoridade monetária realizou leilão até as 12h27 e fixou a taxa de corte em R$ 1,7779.
Asiáticas
As principais bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quarta-feira, animadas pelos ganhos em Nova York e Europa. A China inverteu o sinal da véspera, graças ao interesse dos investidores nas ações de companhias varejistas, prevendo fortes vendas durante o feriado conhecido como festival da primavera, em fevereiro. Os papéis das siderúrgicas também atraíram investidores que esperam aumento dos preços de seus produtos. O índice Xangai Composite subiu 0,8%, fechando aos 3.073,78 pontos. Já o Shenzhen Composite avançou 1,7%, para 1.127,95 pontos.
Hong Kong
Hong Kong fechou em alta, com o índice Hang Seng subindo 1,12% no final do pregão, para 21.328,74 pontos. Os analistas preveem que o mercado local irá operar em uma banda estreita até o fim do ano, oscilando entre 21 mil e 21,4 mil pontos. O setor bancário foi destaque de alta, segundo os analistas, por causa das boas perspectivas de ganhos no longo prazo: China Construction Bank (1,6%) e Bank of China (2,2%). A seguradora China Pacific Insurance fechou em alta de 1,1% em sua estreia na Bolsa de HK nesta quarta-feira. No seu IPO, o segundo maior em HK e o sétimo maior do mundo este ano, a empresa captou US$ 3,09 bilhões. O nível de fechamento em HK é 6,4% superior ao preço do papel no encerramento dos negócios na Bolsa de Xangai.





