Dólar cai
Bolsas sobem



Dólar
O mercado de câmbio doméstico teve um dia ''morno'', sem variações mais bruscas dos preços da moeda americana, numa sessão marcada pela cautela: o banco central americano anuncia nas próximas horas a nova taxa básica de juros dos EUA. Dessa forma, o dólar comercial foi vendido por R$ 1,750, em queda de 0,22%, nas últimas operações de ontem. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,758 e R$ 1,746. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,860, estável.

Federal Reserve
Analistas de mercado esperam que o Federal Reserve mantenha a taxa de juros próxima de zero, como é hoje, mas temem o que a autoridade monetária pode comentar sobre a economia dos EUA. A perspectiva de um aperto da política monetária americana em 2010 é uma das principais preocupações dos agentes financeiros atualmente.

Fluxo cambial
O Banco Central informou ontem o fluxo cambial do país (entrada menos saída de dólares) está positivo em US$ 884 milhões neste mês (até o dia 11). No acumulado do ano, o saldo está positivo US$ 27,63 bilhões. E em seu leilão diário de compra, o BC comprou moeda por R$ 1,7480 (taxa de corte).

Tesouro
Anteontem, o Tesouro Nacional anunciou a captação de US$ 500 milhões no mercado europeu e americano, com bônus para vencer em 2019, e pagando juros de 4,75% ao ano para os investidores -a menor taxa da história para títulos em dólar. Outros US$ 25 milhões vieram do mercado asiático, reforçando as reservas internacionais de US$ 240 bilhões.

Juros futuros
O mercado de juros futuros, que sinaliza o custo do dinheiro para os bancos, elevou novmente as taxas projetadas nos contratos de prazo mais longo.
Economistas destacaram a geração recorde de empregos formais registrada pelo Ministério do Trabalho em novembro: 246.695 vagas, muito acima da projeção de consenso do mercado (150 mil). No contrato que aponta os juros para outubro de 2010, a taxa prevista subiu de 9,84% ao ano para 9,92%, enquanto no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 10,43% para 10,49%. Esses números ainda são preliminares e podem sofrer ajustes.

Europeias
As Bolsas europeias fecharam em alta ontem, com a espera dos investidores pela divulgação do comunicado do Fed (Federal Reserve, o BC americano), após o anúncio da decisão do banco sobre sua taxa de juros -que deve permanecer no atual patamar, uma margem de variação de zero a 0,25% ao ano. A Bolsa de Londres subiu 0,65%, indo para 5.320,26 pontos no índice FTSE 100; a Bolsa de Frankfurt teve alta de 1,58% no índice DAX, para 5.903,43 pontos; a Bolsa de Zurique teve alta de 1,44%, indo para 6.532,32 pontos no índice Swiss Market; a Bolsa de Madri teve alta de 1,06%, com 1.234,86 pontos no índice Madrid General; e a Bolsa de Amsterdã subiu 1,05%, para 328,61 pontos no índice AEX General.

Analistas
Investidores e analistas esperam um comunicado com avaliações positivas do Fed sobre a economia americana. A economia do país cresceu 2,8% no trimestre passado, menos que os 3,5% divulgados inicialmente mas ainda assim o suficiente para tirar o país da recessão técnica em que se encontrava -definida como ao menos dois trimestre consecutivos de retração do PIB (Produto Interno Bruto). Além disso, a taxa de desemprego teve ligeira redução em novembro, para 10% (contra 10,2% em outubro) e o corte de vagas caiu acentuadamente, de 111 mil em outubro para 11 mil no mês passado.

Noruega
O banco central da Noruega, por sua vez, elevou sua taxa de juros pela segunda vez consecutiva, para 1,75%. O país teme uma aceleração rápida demais.
Hoje também o Reino Unido informou que sua taxa de desemprego ficou em 7,9% no terceiro trimestre, sem variação em relação ao segundo.

Asiáticas
A maioria das bolsas de valores da Ásia voltou a apresentar sinal negativo nesta quarta-feira, em meio à expectativa pela conclusão da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). Fatores locais também influenciaram os negócios e, na Coreia, as ações do estaleiro Daewoo tiveram forte alta com as encomendas que a empresa recebeu da Petrobras.

Dubai
O ministro de Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Abdullah bin Zayed al-Nahyan, informou que Dubai terá que pagar de volta os US$ 10 bilhões de ajuda recebidos do governo do emirado, uma vez que o suporte foi oferecido na forma de bônus. Segundo o ministro, a ajuda financeiro ''não veio tarde demais''. Dubai terá que devolver os recursos com juros durante um período definido. Abu Dabi injetou US$ 10 bilhões no fundo de suporte financeiro de Dubai na segunda-feira, com parte sendo utilizada para pagar os credores dos US$ 3,52 bilhões em bônus emitidos pela unidade imobiliária Nakheel, do conglomerado Dubai World. As informações são da Dow Jones.

(Das agências)

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